Seria uma viagem de réveillon normal como as outras, ou pelo menos Nathalia e Diego pensavam que seria até se conectarem um ao outro. Como se não bastasse ser encontro, foi amor.
Semanas se passaram desde que tudo aconteceu, Thomas obviamente foi solto mas soubemos que os pais botaram ele em uma clínica de reabilitação, nem a Mavi sabia desse vício dele. E sobre ela, ainda andava abatida mas um pouco melhor a cada dia, nem imagino a dor que a minha amiga sentiu.
Sai do trabalho e fui almoçar com minha mãe pra gente conversar, nem preciso falar como ela ficou feliz com meu namoro, ela achava o Diego um amor.
— Seu pai quer muito conhecer o Diego, vamos marcar algo lá em casa — ela disse enquanto eu comia uma salada dos deuses.
— Vamos sim, eu já conheci meu sogrinho mês passado.
— Você me disse meio por cima, foi bom?
— Muito! A minha mini cunhada também, eu amo BC.
— Conheci seu pai lá, sabia? — ela sorriu.
— Af, porque não ficaram lá?
— Para de reclamar da sua terra.
— Não estou reclamando, querida — ela deu língua pra mim e nisso senti meu celular vibrar. Automaticamente franzi a testa.
Whatsapp (1) 📞 Renan: Oi Nathi Renan: Deixou comigo e só fui ver hoje
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Nathalia: não lembrava, pode deixar na portaria do meu prédio fazendo favor Renan: Ainda puta cmg? Nathalia: não guardo rancor, só quero distância Renan: Saudades tua 😢 Renan: Desculpas mais uma vez, por tudo
Só visualizei e larguei o celular, assombração uma hora dessas.
Pela tarde voltei pro trabalho e quando saí de tardezinha Renan estava encostado no carro dele me esperando. Rolei os olhos e caminhei na direção contrária.
— Nathi, calma aí.
— Sério que vou ter que fazer um b.o contra você? — falei sem parar de andar.
— Eu me sinto um lixo todo dia, Nathi... preciso que você me desculpe pra me sentir melhor — ele vinha atrás de mim.
— Te desculpo, pronto — falei e ele me puxou pelo braço.
— E quero falar pro teu bem, pra você ficar de olho no teu namorado — soltei um riso sem humor — No dia que ele encontrou a Luana no almoço que você não foi, ele não estava te respeitando... só se liga — me soltou e saiu andando, fiquei sem palavras.
Tentei não dar ouvidos e fui pra casa, mas puta que pariu, isso não saiu da minha cabeça.
— Oi amiga, como está? — cheguei e a Mavi estava no sofá.