Seria uma viagem de réveillon normal como as outras, ou pelo menos Nathalia e Diego pensavam que seria até se conectarem um ao outro. Como se não bastasse ser encontro, foi amor.
— Tô gato? — Diego perguntou se virando pra mim e eu ri segurando sua cintura.
— Não preciso nem falar né? Gostoso — dei uma lambida na boca dele que sorriu e me agarrou.
— Não mais que você — me deu um beijo demorado enquanto segurava meu rosto.
— Vamos? — falei o encarando e ele olhou o relógio.
— Bora.
Fomos de moto até a casa dos meus pais e o carro do Henrique já estava lá, Diego não falou nada mas eu sabia que ele estava nervoso. Minha mãe já havia visto ele uma vez e rapidinho, mas meu pai nunca.
— Oi, amore meu — minha mãe me abraçou rapidamente — Oi Dieguinho, sinta-se em casa.
— Oi, sogrinha — deu um abraço nela e nisso vi Henrique e meu pai vendo jogo enquanto a Mavi vinha até mim.
— Finalmente — ela disse me dando um abraço de gratidão.
— E aí, cunhada — Diego empurrou a cabeça da Mavi que deu um soquinho na sua barriga.
— Vai lá se apresentar pro sogro — ela disse sorrindo.
— Com licença, queridona — ele passou por ela e eu ri do jeito que ele falou. Fomos indo pra sala e cumprimentamos Henrique e meu pai.
— Finalmente conhecendo os que deram vida pra minha vida — Diego disse e eu e Mavi nos olhamos surpresas.
— Nossa senhora, hein — ela disse.
— Que isso, vida — Henrique debochou.
— Gostei, Diego — meu pai sorriu levantando e deu um abraço rápido no mesmo — Prazer, Paulo. Assiste aí com nós — meu pai disse e sentaram lado a lado, eu e Mavi sentamos no outro sofá enquanto minha mãe foi ver as panelas.
— Tudo bem com vocês? — Mavi perguntou baixo e eu concordei, olhei pro Diego e ele já me olhava com um sorrisinho.
Logo fomos pra mesa jantar, mami havia feito um risoto de salmão esplendido, comida de mãe é sem igual né?
— Já comeu Mavi? — minha mãe disse assim que Mavi empurrou o prato.
— Tava ótimo, tia, mas não consigo comer muito.
— Ainda tem sobremesa tá?
— Ai, me pegou — Mavi riu.
— Vai contar da Luana e do Renan? — Henrique disse baixo do meu lado mas meu pai já nos observava.
— Não — falei entre os dentes.
— Conta, cara — Henrique continuou.
— Não quero preocupar eles, tá tudo bem — falei o olhando com raiva.
— Idiota — ele disse desviando o olhar pro prato e eu dei uma cotovelada no seu braço.
— Não tem a ver com você — falei voltando a comer.
— O que houve aí? — meu pai disse.
— Claro que tem a ver, faço tudo pra te defender — seu tom de voz havia aumentado.
— Henrique, deu — falei puta.
— Deu o caralho — ele levantou e saiu da mesa. Olhei pra frente e todos nos olhavam, desviei o olhar pro prato e dei mais umas garfadas.
— Que foi, filha? — minha mãe disse.
— Nada — tomei um gole do refri e saí da mesa também, Henrique foi lá pra fora e eu fui pro meu antigo quarto, que era um quarto de hóspedes agora. O do Henrique virou um escritório.
Deitei na cama e respirei fundo, senti minhas mãos tremerem e apoiei um braço nos meus olhos. Senti alguém deitando e beijando minha cabeça, sabia que era o Diego. Ele me abraçou e eu o abracei de volta, me puxou pra cima dele e acariciou minhas costas.
Lauren
Já era de noitinha quando estava pronta pra dormir, mexi no celular uns minutos e dei um sorrisinho vendo os storys da Mavi na casa dos sogros. Deixei só uma luminária ligada e fui ler um livro de romance que estava quase terminando, quando meu celular vibrou sem parar.
Ligação 📞 Lauren: Deu saudade? Marcelo: E se eu te disser que sim e tô aqui na frente? Lauren: Dai eu diria que você enlouqueceu, já é 00 e meus pais estão dormindo Marcelo: Por isso que você vai vir aqui na frente, meu amor Lauren: Só vou porque você tá carinhoso Marcelo: Mas eu sempre sou Lauren: 1 minuto
Desliguei o celular e botei as mãos no rosto, dei um risinho e fui descer as escadas silenciosamente. Não que eu tenha 15 anos e esteja fazendo algo proibido, mas não queria que ninguém acordasse.
Abri a porta e ele estava encostado no capô do carro.
— Até de pijama fica uma delícia — ele disse e eu ri saindo pelo portão e indo até ele.
— Olha como você fez eu sair? — falei e ele me puxou pela mão.
— Saudade — me deu um beijo no pescoço e me abraçou. Estava até estranhando Marcelo Nogueira desse jeito.
— Bebeu? — perguntei.
— Você é babaca né? Queria só te ver, 100% sóbrio — me olhava nos olhos e eu fiquei sem jeito.
— Meia noite? — perguntei e ele rolou os olhos. Deu as costas e voltou pro carro. Pronto, espantei.
Ele abriu a porta e tirou um buquê de dentro, com flores coloridas e uma caixa grande de ferrero rocher. Eu nem sabia o que pensar, de verdade.
— Pra que isso, Marcelo? — meus olhos chegaram a brilhar. Era a segunda vez que ele fazia isso, peguei e voltei a olha-lo.
— Porque eu tô apaixonado, Lauren, como nunca estive antes. Passei o dia todo pensando em você e se eu não viesse agora te ver eu ia surtar, cara. Na real que penso em você todos os dias, todos os minutos... eu tô ficando louco com isso — eu fiquei totalmente sem reação. É difícil eu me envolver com alguém, acreditar em alguém e me permitir sentir alguma coisa, não sei se isso mudaria tão cedo.
— Eu achei que você só queria sexo — foi a coisa mais idiota que eu poderia ter falado, ele riu sem humor.
— Com você nunca foi só sexo — ele disse sério e eu não conseguia dizer nada — Só vai falar isso?
— Eu... eu não sei o que falar — falei e ele me olhava sem reação.
— Não sente nada por mim?
— Não sei.
— Se você tá achando que vai me afastar ou algo assim, tá muito enganada. Eu nunca senti isso, Lauren — chegou mais perto de mim — E eu sei que você sente alguma coisa também, nem que seja um pouquinho — segurou meu rosto com as mãos e beijou minha testa, depois minha boca, lentamente.
— Obrigada pelo presente — mordi o lábio e ele deu um sorriso.
— Dorme comigo hoje? — pediu enquanto passava a mão no meu cabelo e parecia que eu estava hipnotizada por ele.
— Espera eu pegar minhas coisas?
— Claro — sorriu.
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