Capítulo 59

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Nathalia

— Tô gato? — Diego perguntou se virando pra mim e eu ri segurando sua cintura.

— Não preciso nem falar né? Gostoso — dei uma lambida na boca dele que sorriu e me agarrou.

— Não mais que você — me deu um beijo demorado enquanto segurava meu rosto.

— Vamos? — falei o encarando e ele olhou o relógio.

— Bora.

Fomos de moto até a casa dos meus pais e o carro do Henrique já estava lá, Diego não falou nada mas eu sabia que ele estava nervoso. Minha mãe já havia visto ele uma vez e rapidinho, mas meu pai nunca.

— Oi, amore meu — minha mãe me abraçou rapidamente — Oi Dieguinho, sinta-se em casa.

— Oi, sogrinha — deu um abraço nela e nisso vi Henrique e meu pai vendo jogo enquanto a Mavi vinha até mim.

— Finalmente — ela disse me dando um abraço de gratidão.

— E aí, cunhada — Diego empurrou a cabeça da Mavi que deu um soquinho na sua barriga.

— Vai lá se apresentar pro sogro — ela disse sorrindo.

— Com licença, queridona — ele passou por ela e eu ri do jeito que ele falou. Fomos indo pra sala e cumprimentamos Henrique e meu pai.

— Finalmente conhecendo os que deram vida pra minha vida — Diego disse e eu e Mavi nos olhamos surpresas.

— Nossa senhora, hein — ela disse.

— Que isso, vida — Henrique debochou.

— Gostei, Diego — meu pai sorriu levantando e deu um abraço rápido no mesmo — Prazer, Paulo. Assiste aí com nós — meu pai disse e sentaram lado a lado, eu e Mavi sentamos no outro sofá enquanto minha mãe foi ver as panelas.

— Tudo bem com vocês? — Mavi perguntou baixo e eu concordei, olhei pro Diego e ele já me olhava com um sorrisinho.

Logo fomos pra mesa jantar, mami havia feito um risoto de salmão esplendido, comida de mãe é sem igual né?

— Já comeu Mavi? — minha mãe disse assim que Mavi empurrou o prato.

— Tava ótimo, tia, mas não consigo comer muito.

— Ainda tem sobremesa tá?

— Ai, me pegou — Mavi riu.

— Vai contar da Luana e do Renan? — Henrique disse baixo do meu lado mas meu pai já nos observava.

— Não — falei entre os dentes.

— Conta, cara — Henrique continuou.

— Não quero preocupar eles, tá tudo bem — falei o olhando com raiva.

— Idiota — ele disse desviando o olhar pro prato e eu dei uma cotovelada no seu braço.

— Não tem a ver com você — falei voltando a comer.

— O que houve aí? — meu pai disse.

— Claro que tem a ver, faço tudo pra te defender — seu tom de voz havia aumentado.

— Henrique, deu — falei puta.

— Deu o caralho — ele levantou e saiu da mesa. Olhei pra frente e todos nos olhavam, desviei o olhar pro prato e dei mais umas garfadas.

— Que foi, filha? — minha mãe disse.

— Nada — tomei um gole do refri e saí da mesa também, Henrique foi lá pra fora e eu fui pro meu antigo quarto, que era um quarto de hóspedes agora. O do Henrique virou um escritório.

Deitei na cama e respirei fundo, senti minhas mãos tremerem e apoiei um braço nos meus olhos. Senti alguém deitando e beijando minha cabeça, sabia que era o Diego. Ele me abraçou e eu o abracei de volta, me puxou pra cima dele e acariciou minhas costas.

Lauren

Já era de noitinha quando estava pronta pra dormir, mexi no celular uns minutos e dei um sorrisinho vendo os storys da Mavi na casa dos sogros. Deixei só uma luminária ligada e fui ler um livro de romance que estava quase terminando, quando meu celular vibrou sem parar.

Ligação 📞
Lauren: Deu saudade?
Marcelo: E se eu te disser que sim e tô aqui na frente?
Lauren: Dai eu diria que você enlouqueceu, já é 00 e meus pais estão dormindo
Marcelo: Por isso que você vai vir aqui na frente, meu amor
Lauren: Só vou porque você tá carinhoso
Marcelo: Mas eu sempre sou
Lauren: 1 minuto

Desliguei o celular e botei as mãos no rosto, dei um risinho e fui descer as escadas silenciosamente. Não que eu tenha 15 anos e esteja fazendo algo proibido, mas não queria que ninguém acordasse.

Abri a porta e ele estava encostado no capô do carro.

— Até de pijama fica uma delícia — ele disse e eu ri saindo pelo portão e indo até ele.

— Olha como você fez eu sair? — falei e ele me puxou pela mão.

— Saudade — me deu um beijo no pescoço e me abraçou. Estava até estranhando Marcelo Nogueira desse jeito.

— Bebeu? — perguntei.

— Você é babaca né? Queria só te ver, 100% sóbrio — me olhava nos olhos e eu fiquei sem jeito.

— Meia noite? — perguntei e ele rolou os olhos. Deu as costas e voltou pro carro. Pronto, espantei.

Ele abriu a porta e tirou um buquê de dentro, com flores coloridas e uma caixa grande de ferrero rocher. Eu nem sabia o que pensar, de verdade.

— Pra que isso, Marcelo? — meus olhos chegaram a brilhar. Era a segunda vez que ele fazia isso, peguei e voltei a olha-lo.

— Porque eu tô apaixonado, Lauren, como nunca estive antes. Passei o dia todo pensando em você e se eu não viesse agora te ver eu ia surtar, cara. Na real que penso em você todos os dias, todos os minutos... eu tô ficando louco com isso — eu fiquei totalmente sem reação. É difícil eu me envolver com alguém, acreditar em alguém e me permitir sentir alguma coisa, não sei se isso mudaria tão cedo.

— Eu achei que você só queria sexo — foi a coisa mais idiota que eu poderia ter falado, ele riu sem humor.

— Com você nunca foi só sexo — ele disse sério e eu não conseguia dizer nada — Só vai falar isso?

— Eu... eu não sei o que falar — falei e ele me olhava sem reação.

— Não sente nada por mim?

— Não sei.

— Se você tá achando que vai me afastar ou algo assim, tá muito enganada. Eu nunca senti isso, Lauren — chegou mais perto de mim — E eu sei que você sente alguma coisa também, nem que seja um pouquinho — segurou meu rosto com as mãos e beijou minha testa, depois minha boca, lentamente.

— Obrigada pelo presente — mordi o lábio e ele deu um sorriso.

— Dorme comigo hoje? — pediu enquanto passava a mão no meu cabelo e parecia que eu estava hipnotizada por ele.

— Espera eu pegar minhas coisas?

— Claro — sorriu.

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