Capítulo 47

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Nathalia

Despertei com algo tocando meu rosto, quando abri meus olhos a Valentina saiu correndo do quarto, soltei um riso e fui levantando, quando cheguei na cozinha meu gostoso estava sem camisa preparando um café da manhã na mesa.

— Que delícia — falei chegando por trás dele e o abraçando.

— Eu? — eu ri e dei uma mordida na sua orelha, ele se virou e me deu um cheiro no pescoço. Nathalia Gonzales estava amando.

— Acordei você Nathi? — Valentina apareceu com as mãos pra trás do corpo e uma cara de pestinha, eu ri.

— Eu já estava acordando — menti — E que horas você acordou?

— Eu acordo cedo junto com meu pai, aí eu vejo desenho no sofá e brinco até ir pra escola, mas hoje não tem escola então acordei mais tarde — ela disse e eu sorri, ela era tão linda, tinha traços do Diego e o sorriso era igual, mas o cabelo loirinho. Olhei no relógio e eram 10h da manha, sentamos pra comer e nisso o Roberto veio lá da lavanderia, ele mancava um pouco.

— A tia não te ajuda nos serviços? — Diego perguntou enquanto ele sentava.

— Eu sei me virar filho, tô ótimo — botei um morango na boca enquanto ouvia.

— Ótimo também não, precisa de mais descanso — Diego disse e o pai dele bufou, ficando em silêncio.

— Nathi você me ajuda a escolher uma roupa? — depois que comemos fui com a Valen até o quarto dela e tive uma nostalgia da infância com aquele quarto.

Ajudei ela a por um vestido com sandália e fui pro quarto do Diego me trocar, ele estava observando a janela quieto.

— O que foi? — cheguei perto dele e ele continuou olhando reto, tentei segurar seu rosto e puxar pra mim mas ele tirou minha mão, acho que estava chorando e esse lado do Diego eu ainda não tinha conhecido — Diego? — perguntei e ele suspirou, se virou rapidamente e me deu um abraço forte, abracei ele de volta e senti seu rosto afundar em meu pescoço.

Ficamos uns minutos em silêncio só abraçados, e quando me desvencilhei dele vi seus olhos marejados, ele desviou o rosto rapidamente e eu puxei de volta.

— Não tem problema você chorar, amor, bota pra fora.

— Não quero — ele disse e saiu andando pro banheiro, fui atrás.

— É seu pai? — ele passava água no rosto e mexia nos cabelos.

— Não consigo ajudar uma pessoa que não quer ser ajudada, sabe? — falou saindo do banheiro e eu fui sentar na cama.

— Ele não quer ficar parado, só isso... se ele quer e consegue fazer as coisas sozinho, deixa ele, deve ser horrível ser dependente dos outros — falei enquanto ele botava uma camisa.

— Voce não entende... ele ja infartou umas vezes e percebi que ele não parou de fumar também, ja desmaiou, é diabético, e vive cheio de problema — me olhou — Ele não aceita ajuda, parece que quer morrer logo.

— Nao fala isso, Diego.

— É a verdade — falou e saiu do quarto, eu deitei na cama e fechei os olhos uns segundos.

Levantei e coloquei uma roupa básica, arrumei os cabelos e passei meu perfume.

— Quer ficar sozinho? — perguntei pro Diego quando cheguei na sala e ele estava sentado com os braços no rosto, me olhou e deu uma batidinha no sofá, do lado dele.

— Vem cá — sentei e ele passou o braço pelo meu pescoço — Desculpa, fui grosso contigo.

— Tudo bem, você tá triste — passei a mão na sua bochecha e ele me deu um selinho.

— Você me chamou de amor pela 1° vez e eu caguei pra isso, tô me sentindo uma bosta — ele disse e eu ri, fazendo ele rir também.

— Você é meu amor — beijei o canto da sua boca — Eu te amo e tô aqui pra qualquer coisa, tá? — acariciei seu rosto e olhei de perto nos seus olhos, ele sorriu e me deu mais beijos.

Nos arrumamos pra almoçar fora e levamos a Valentina junto, ele estava estremecido com o pai e já havia conversado sobre com a tia, mas ele não tinha o que fazer realmente, e ele se culpava por isso. Depois iríamos para a praia aproveitar a tarde.

Lauren

Eu estava deitada no sofá que havia fora da casa, de uma festa que viemos, Mavi e Henrique ficaram em casa de love e eu vim com Marcelo e Leo pra encher a cara. O que eu não bebi na adolescência inteira eu estava bebendo agora adulta, estava virando uma bebada total.

Ouvi um barulho e quando olhei Marcelo tinha caído do meu lado no chão, eu ri alto e sentei.

— Cê tá torto né? — ele sentou e me olhou.

— Não mais que você, bebada.

— Eu não caio por aí meu filho — ele riu e levantou, sentando do meu lado.

— Preciso parar de beber essas porras.

— Eu também — falei e me atirei pra trás, ele fez o mesmo — O tanto de mulher que chegou em mim agora você não tem ideia... eu tenho cara de sapatão? — olhei pra ele que riu.

— Pior que tem, nunca beijou mulher?

— Nunca, gosto de — fiz um espaço entre as mãos pra dizer "pau" e ele gargalhou.

— Eu amo mulheres, tu devia comer uma pra saber como é bom — dei um tapa no mesmo.

— Sai fora com esses papos, Marcelo — ele não parava de rir e eu também.

— Amo ainda mais as mulheres que não tão nem aí pra mim — rolei os olhos — Que nunca me dão chance.

— Mas tu pega uma mulher diferente todo dia — falei o olhando de perto, estávamos muito próximos e percebi que minha mão estava em sua coxa.

— Mas a que eu quero não dá abertura pra mim — falou e lambeu os lábios olhando pra minha boca. Será que eu estava entendendo certo?

— Quem? — perguntei também olhando pra sua boca e em segundos senti sua língua na minha boca, nem sei quem teve a iniciativa mas eu gostei, não imaginava ficar com ele e que nosso beijo sintonizasse tanto assim. Sentei no seu colo e continuamos nos beijando, suas mãos pararam na minha cintura e até estranhei o Marcelo não ir enfiando elas por dentro da minha saia.

Ele beijava meu pescoço e desci as mãos pro seu pau, tentei tirar seu cinto mas não conseguia fazer nada nesse momento, a gente não podia transar aqui nesse sofá mas era tudo que eu queria.

Era pra serOnde histórias criam vida. Descubra agora