Capítulo 44

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Diego

Depois de muitas peças de sushi e drinks eu e a Nathi ficamos um tempo ali fora conversando, o lugar era bem bonito.

— Nathi, sexta que vem eu vou pra BC ver minha família, quero te levar junto — falei enquanto ela me olhava sem reação.

— Sério? — deu um sorrisinho e eu sorri puxando ela pra mais perto.

— Eu tô apaixonadasso por ti, mulher — ela sorriu tímida — Quero que conheça meu pai e minha irmã — falei e dei um beijo rápido nela.

— Meu Deus, não tô preparada pra isso — ela riu.

— Ta sim, gata, ficamos até domingo. Aproveitar que sábado é feriado.

— Eu nunca fiz isso, sabe? Ficar com alguém sério assim, conhecer família, nem sei como é.

— Relaxa — beijei ela de novo — Vamos devagar.

— Eu vou — sorriu e me beijou, demos um beijo lento e puxei seu cabelo devagar, com a outra mão na sua cintura — Eu gosto tanto de você, acho que tô ficando louca de tanto que eu penso nisso.

— Não tem que ficar louca porque é recíproco, a gente se quer e a gente se tem, isso é bom pra caralho — sorri e ela passou a mão no meu cabelo.

Senti meu celular vibrar e olhei rapidamente, já eram quase 01h da manhã e Henrique me mandou uma mensagem.

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Henrique: Irmão, leva a Nathi pra tua casa na moral?
Diego: Eita que o bagulho tá louco
Henrique: Amanhã te explico

Só vi a mensagem e guardei o celular no bolso, dei mais uns beijos na minha loira e fomos pra casa. Tranquei a porta assim que chegamos e a Nathi foi pegar a Nami pra dar uns amassos, fui na cozinha tomar uma água e quando voltei a Nathi estava nua na sala.

— Que isso, gata? — eu a olhei de cima a baixo.

— Muito quente, queria tomar um banho — ela deu um sorriso malicioso que me deixou daquele jeito na hora, fui tirando minha camisa enquanto ela virava de costas e mexia nos cabelos.

Fui até ela e segurei seu pescoço por trás, arqueei suas costas e deixei ela de quatro no sofá enquanto eu tirava meu cinto e tirava as calças. Coloquei a camisinha e em segundos já estava dentro dela com toda vontade do mundo, sua bunda já estava roxa de tapas e a foda quê demos ali foi intensa, as sentadas que essa mulher deu em cima de mim me fizeram delirar de um jeito fora do comum, era loucura. Suamos pra porra e desmaiamos pelados no sofá, nem banho teve.

Maria Vitória

— Por favor, por favor — eu falava com as mãos entrelaçadas na frente do rosto enquanto esperava no vaso do banheiro. Respirei fundo e olhei o teste de gravidez em cima da pia, tirei do pote e fiquei olhando pra ver o que aparecia.

Dois tracinhos. Meu mundo caiu.

Eu derrubei o teste no chão e comecei a tremer descontroladamente, perdi até o equilíbrio e sentei no chão, encostada na parede. Eu estava em total choque, não conseguia me mexer e nem reagir, nem piscar e nem respirar, até olhar de novo pra aquele teste no chão e cair no choro.

— Não, não... Por que comigo? — eu falava comigo mesma e chorava igual criança, e assim fiquei uma meia hora. Fiz mais um teste e deu a mesma coisa, botei tudo fora e voltei pra sala pra pegar o celular, eu nem sabia o que fazer até ver uma mensagem do Henrique, chamei ele pra vir aqui e em minutos ele chegou.

— O que aconteceu, Mavi? — ele disse assim que abri a porta com a cara inchada, ele entrou e eu o abracei forte, meus olhos marejaram novamente.

— Henrique... — minha voz mal saia.

— Que isso Mavi? O que houve? — ele limpava minhas lágrimas e arrumava meu cabelo pra trás.

— E-eu tô grávida — ele me olhou sem reação e eu mordia o lábio tentando conter o choro.

— C-como? Há quanto tempo?

— Eu não sei, tenho que marcar ultrassom. Tenho que ver tudo porque eu não sei nada direito — falei com as mãos na testa e ofegante.

— Senta um pouco — ele manteve a calma e me guiou pro sofá, sentando e me puxando pro colo dele, nunca me senti tão frágil como nesse momento.

— Falou com o Tomás? — perguntou e eu neguei afundando o rosto em seu pescoço. Ele acariciava meu cabelo e tentava me acalmar — Eu tô aqui com você Mavi, pra tudo, você sabe. Tu tem pais que te amam e amigos que estão do teu lado, todos vão te apoiar nesse momento. Eu sei que tá assustada e não foi planejado, mas Mavi... ter um bebê é uma das coisas mais lindas que existem, não é o fim do mundo e você vai ser uma mãe maravilhosa — ele falava calmamente me dando o conforto que eu precisava, mas eu não conseguia aceitar a ideia de ser mãe.

— Se esse bebê fosse seu eu ficaria mais tranquila — só soltei.

— E se for? — o olhei — Acho que tem chance né?

— Acho que não, já faz tempo.

— Eu vou ficar contigo e te ajudar no que precisar, segurar tua mão o tempo todo... se você quiser né?— falou fazendo um sorrisinho brotar no meu rosto,

— Eu ainda tô tentando assimilar essa loucura mas obrigada de verdade por ser assim comigo — acariciei seu cabelo enquanto o olhava — É claro que eu quero você comigo, eu te amo tanto Henrique — o olho dele chegou a brilhar. Ele deu o sorriso mais sincero que eu já vi e grudou nossas testas segurando meu cabelo, me olhou e me deu um selinho calmo e demorado. Senti seu dedo deslizar pela minha bochecha e sorri.

— Fala de novo? — ele disse e eu ri.

— Eu te amo Henrique, sempre amei — ele começou a encher meu rosto de beijos.

— Te amo mais do que tu imagina, Mavi — eu dei um sorrisinho — Vai contar pra Nathi? — ele perguntou enquanto eu deitava em seu ombro de novo.

— Amanhã eu acho, e tenho que falar com o Tomás.

— Eu vou contigo.

— Não precisa, vai ser rápido.

— Eu não te deixo sozinha com esse cara nem fodendo — ele me abraçou mais forte.

— Tá bom — só concordei e fechei os olhos, logo peguei no sono.

Era pra serOnde histórias criam vida. Descubra agora