Mavi
Pedi pro Henrique subir comigo quando chegamos no prédio e eu estava me sentindo um lixo, e com vergonha também. Tirei meu salto e fui tomar uma água, não sei nem porque bebi se estou mal do estômago. Sentamos no sofá e ficamos uns minutos em silêncio.
— Acho que vou tomar um banho — falei — Tô suada.
— Vai lá — ele disse e eu levantei.
— Fica ali no quarto, se quiser.
— Tranquilo? — ele perguntou e eu concordei.
Peguei uma roupa confortável e fui pro chuveiro, tomei um banho rápido e tirei a maquiagem do rosto, escovei os dentes e dei uma ajeitada no cabelo antes de sair. Henrique iria ser guerreiro me vendo nesse estado.
— Tô feia, não olha — sai do banheiro e ele estava sentado na cama mexendo no celular, me olhou e deu risada.
— Nem se quisesse tu consegue ser feia, cara — eu sorri apertando o lábio. Ele levantou meio sem jeito e eu fui até ele, o puxando pra um beijo.
— Mavi... — ele disse e eu sorri continuando a beija-lo, ele cedeu e colocou a mão entre meu cabelo, enquanto a outra pousou firme na minha cintura.
Diego
Acordei pelas 10h com uma voz atrás de mim e era a Nathi no celular, cocei os olhos e estava sem coragem de levantar.
— Bom dia — falei assim que ela desligou o celular.
— Bom dia, gato — veio me dar um beijo e eu a agarrei, virando por cima dela — Vou ir almoçar na minha mãe, a mulher tá louca que e o Henrique não aparecemos mais.
— Vou junto conhecer minha sogra — ela riu.
— Só depois que me pedir em namoro.
— Quer namorar comigo? — rimos.
— Do jeito certo, Diego, sério.
— Vou pensar no teu caso — falei levantando e ela sentou na cama, estava só de calcinha com minha camisa, extremamente gostosa.
— Se não quiser tem vários esperando eu ficar on — levantou e eu ri.
— Eles que esperem sentados filha, tu é minha.
— Sou? — sorriu se aproximando e eu peguei ela no colo, fazendo ela dar um gritinho.
— Minha loira — ela colocou uma perna em cada lado do meu corpo e me beijou.
— Preciso me arrumar — disse descendo do meu colo e tirando a camisa, vestiu as roupas dela e eu coloquei uma roupa também. — Me leva lá?
— Vai ter que pagar depois — fiz sinal com as mãos e ela me jogou um travesseiro.
— Idiota.
— Te levo loira, quer que eu te espere e te leve na tua mãe?
— Ai que querido que você é — passou a mão no meu queixo e fomos descendo.
— Eu sou demais.
Ela pegou minha gata no colo mais um pouco e depois seguimos caminho até o prédio dela, estacionei a moto e fomos entrando. Quando o elevador abriu demos de cara com o Henrique.
— E aí, irmão — falei rindo — Tá perdido?
— Nem fudendo — Nathi riu e ele ria também.
— Até queria bater um papo mas tenho que ir pra casa — falou saindo enquanto entrávamos.
— Se faltar o almoço já sabe — Nathi disse e ele assentiu, indo embora.
— A Mavi não tava namorando? E doente? — perguntei.
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Era pra ser
RomanceSeria uma viagem de réveillon normal como as outras, ou pelo menos Nathalia e Diego pensavam que seria até se conectarem um ao outro. Como se não bastasse ser encontro, foi amor.
