Capítulo 42

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Mavi
Pedi pro Henrique subir comigo quando chegamos no prédio e eu estava me sentindo um lixo, e com vergonha também. Tirei meu salto e fui tomar uma água, não sei nem porque bebi se estou mal do estômago. Sentamos no sofá e ficamos uns minutos em silêncio.

— Acho que vou tomar um banho — falei — Tô suada.

— Vai lá — ele disse e eu levantei.

— Fica ali no quarto, se quiser.

— Tranquilo? — ele perguntou e eu concordei.

Peguei uma roupa confortável e fui pro chuveiro, tomei um banho rápido e tirei a maquiagem do rosto, escovei os dentes e dei uma ajeitada no cabelo antes de sair. Henrique iria ser guerreiro me vendo nesse estado.

— Tô feia, não olha — sai do banheiro e ele estava sentado na cama mexendo no celular, me olhou e deu risada.

— Nem se quisesse tu consegue ser feia, cara — eu sorri apertando o lábio. Ele levantou meio sem jeito e eu fui até ele, o puxando pra um beijo.

— Mavi... — ele disse e eu sorri continuando a beija-lo, ele cedeu e colocou a mão entre meu cabelo, enquanto a outra pousou firme na minha cintura.

Diego
Acordei pelas 10h com uma voz atrás de mim e era a Nathi no celular, cocei os olhos e estava sem coragem de levantar.

— Bom dia — falei assim que ela desligou o celular.

— Bom dia, gato — veio me dar um beijo e eu a agarrei, virando por cima dela — Vou ir almoçar na minha mãe, a mulher tá louca que e o Henrique não aparecemos mais.

— Vou junto conhecer minha sogra — ela riu.

— Só depois que me pedir em namoro.

— Quer namorar comigo? — rimos.

— Do jeito certo, Diego, sério.

— Vou pensar no teu caso — falei levantando e ela sentou na cama, estava só de calcinha com minha camisa, extremamente gostosa.

— Se não quiser tem vários esperando eu ficar on — levantou e eu ri.

— Eles que esperem sentados filha, tu é minha.

— Sou? — sorriu se aproximando e eu peguei ela no colo, fazendo ela dar um gritinho.

— Minha loira — ela colocou uma perna em cada lado do meu corpo e me beijou.

— Preciso me arrumar — disse descendo do meu colo e tirando a camisa, vestiu as roupas dela e eu coloquei uma roupa também. — Me leva lá?

— Vai ter que pagar depois — fiz sinal com as mãos e ela me jogou um travesseiro.

— Idiota.

— Te levo loira, quer que eu te espere e te leve na tua mãe?

— Ai que querido que você é — passou a mão no meu queixo e fomos descendo.

— Eu sou demais.

Ela pegou minha gata no colo mais um pouco e depois seguimos caminho até o prédio dela, estacionei a moto e fomos entrando. Quando o elevador abriu demos de cara com o Henrique.

— E aí, irmão — falei rindo — Tá perdido?

— Nem fudendo — Nathi riu e ele ria também.

— Até queria bater um papo mas tenho que ir pra casa — falou saindo enquanto entrávamos.

— Se faltar o almoço já sabe — Nathi disse e ele assentiu, indo embora.

— A Mavi não tava namorando? E doente? — perguntei.

Era pra serOnde histórias criam vida. Descubra agora