Nathalia
Acordei de manhã só pra ver como a Mavi estava e para chamar ela pra aula, a pobre da minha amiga tinha aula até no sábado maioria das vezes.
— Mavi? — entrei no quarto e ela estava completamente apagada — A aula, miga.
— Não quero — só saiu isso da boca dela.
— Tá com dor ainda?
— Sim — ela se mexeu na cama mas sem abrir os olhos.
— Vou trazer remédio, quer comer alguma coisa? — negou e eu saí do quarto, fui até a cozinha pegar o remédio e levei com um copo de água. Enquanto ela tomava passei a mão em sua testa pra ver se estava com febre mas parecia que não.
— Vou dormir mais um pouco — falou e virou pro lado.
— Qualquer coisa me chama — falei e voltei pro meu quarto, eram 8h da manhã e aproveitei pra ficar deitada mais um pouco, pra minha felicidade o escritório estava funcionando de segunda a sexta fazia uns dias, e eu me sentia ótima.
Pelas 11h levantei pra fazer um almocinho e nisso recebi mensagem do Diego falando que iria trazer comida pra gente, assim ficava difícil não gostar desse cara. Logo ouvi a campainha e fui abrir.
— E aí, minha loira — já entrou me abraçando.
— Oi meu gostoso — sorri e dei um beijo em sua boca, o fogo que a gente tinha um no outro era loucura.
— Seria ruim eu querer te comer aqui e agora? — sua mão desceu pra minha bunda e a apertou com
força.
— Seria pois a Mavi tá em casa e tá bem mal lá no quarto — me afastei dele pegando a sacola da sua mão e levando pra mesa da cozinha.
— O que deu com a parceira? — ele foi me ajudando a arrumar a mesa e eu analisava como ele ficava gato de uniforme da clínica.
— Tava enjoada e com dor, já vou lá chamar ela pra comer.
— Ih, tá grávida — ele disse e eu joguei um pano nele.
— Vira essa boca pra lá, Diego — ele riu.
— Diego não — ele disse fechando a cara e eu ri alto.
— Eu sempre te chamo de Diego.
— Não, sempre me chama de gostoso, fiquei mal acostumado — veio pra perto de mim e eu dei um sorrisinho vendo a cara de bobo dele.
— Acho que alguém tá apaixonado — falei e ele riu me empurrando.
— Admite logo que é você que tá, seja mulher cara — eu ri mais ainda.
— Você é muito engraçadinho — falei sorrindo e ele me puxou pela cintura, me dando um cheiro no pescoço como sempre faz.
— Eu sei — me deu um selinho. Fui até o quarto da Mavi e ela já estava acordada colocando uma roupa.
— E aí, amiga.
— Ouvi você e o Diego, tem almoço pra mim? — ela perguntou com uma carinha.
— Ainda não comemos, vamos lá — me encostei na porta e ela calçava o chinelo — Tadinha da minha bebê, quer ir no hospital? —- fui abraça-la e ela riu.
— Não precisa, tô melhor.
Fomos pra cozinha e logo atacamos a comida com a coquinha gelada que não podia faltar. Enquanto eu comia fiquei pensando no que a Lauren disse do Tomás estar íntimo da ex, não iria esconder mas não era a hora certa de falar né?
Lauren
Estava no trabalho quando vi de novo o Tomás discutindo com a ex na lateral da academia, ele parecia puto e ela dava uns passos pra trás, nunca tinha visto ele desse jeito. Achávamos ele estranho e quieto mas agressivo era novidade.
— O que tá cuidando aí fofoqueira? — Marcelo chegou do meu lado.
— Esse boy da Mavi aí, mas deixa quieto — falei mexendo numas pastas.
— Esse cara é estranho, não gosto não.
— Quem que tu gosta? — falei rindo.
— Só dos meus amigos e tá de bom tamanho — falou sorrindo e saiu.
Assim que saí do expediente fui comprar açaí pra levar pras minhas amigas, queria conversar com a Mavi também. Cheguei e as duas estavam no sofá, uma no celular e outra estudando.
— Tá bem? — perguntei pra Mavi enquanto sentava no sofá.
— Tô melhor, remédio da Nathi é forte — falou dando uma colherada no açaí e eu e Nathi nos olhamos.
— Mavi, temos que conversar.
— Sobre? — me olhou.
— O Tomás — ela ficou me olhando esperando eu falar mais — Esses dias vi ele e a ex dele no carro bem íntimos — cocei a testa — E hoje vi eles discutindo na academia, parece que eles ainda tem algo.
— Claro que tem algo, a filha, ela liga eles e é óbvio que eles se vêm e conversam — olhei pra Nathi de novo.
— Você nunca foi boba pra homem, Mavi, vai intimar ele pra ver o que ele fala.
— Eu não sou boba, só acho normal. Depois eu vejo isso, mas obrigada por me contar — ela desviou o olhar pro açaí e se encostou no sofá, não dando muita importância.
— Marcelo tava falando de novo hoje da festa da fisio, acho que deveríamos ir — falei e as duas fizeram careta — Porra hein.
— A preguiça sempre me consome, mas vamos.
— Eu tô 0 vontade mesmo, nem tô querendo beber — Mavi disse.
— Então vamos ficar de boa em casa — falei.
— Podem ir, amigas, sem problemas real, quando vê me bate uma vontade mais tarde.
— Você que sabe, Mavi — Nathi disse.
Resolvemos ver uma série juntas e mais tarde fui pra casa me arrumar, se a gente se aquietar pelo menos um final de semana cai o mundo.
No fim acabou que Mavi quis ir pra ver se dá uma animada mas não iria ficar muito, pelas 23h passei buscar minhas princesas.
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Era pra ser
RomanceEra uma viagem de réveillon normal como as outras, ou pelo menos Nathalia e Diego pensavam que seria até se conectarem um ao outro. Como se não bastasse ser encontro, foi amor.
