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Gente vão na minha fanfic Jemma + Sillie de Halloween, vou começar a postar os capítulos logo logo.

JANE IVES HOPPER

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JANE IVES HOPPER

O crepúsculo de Denver pintava o céu em tons de laranja e roxo, as luzes da cidade começando a piscar como estrelas tímidas. Eu ajustava o cinto do casaco preto, o tecido roçando minha pele enquanto descia do carro em frente à casa de Bev e Bill. A fachada de tijolos, com janelas amplas e uma varanda decorada com luzes amarelas, parecia tirada de uma revista de decoração. Minha respiração saía em nuvens no ar frio, e o peso no peito era mais do que o inverno podia explicar. Deixei Gigi com Terry, que insistiu em passar a noite com ela, enchendo-a de biscoitos e histórias. Minha mãe estava certa – eu precisava disso, precisava enfrentar os fantasmas do passado. Mas, enquanto subia os degraus da varanda, cada passo parecia me puxar para um campo minado.

A mensagem de Max ainda queimava na tela do meu celular, guardada no bolso. "Seria legal te ver lá. :)" Ela teve a audácia de mandar um smiley, como se sete anos de mágoa pudessem ser apagados com um emoji. Eu não respondi. Não podia. Mas aqui estava eu, na porta de Bev e Bill, prestes a encarar não só ela, mas todos eles – Will, Chrissy, Mike, os ecos da chácara, da aposta, de tudo que desmoronou. Ajustei o vestido verde-escuro, justo o suficiente para me dar confiança, e calcei os saltos pretos, o som ecoando como um aviso. Eu não era mais a Jane de 18 anos, frágil e ingênua. Era uma médica, uma mãe para Gigi, uma mulher que não se dobrava fácil. Ou pelo menos era o que eu repetia a mim mesma.

Bev abriu a porta antes que eu tocasse a campainha, o cabelo solto em ondas, um sorriso largo iluminando o rosto.
— Dra. Ives, finalmente! — exclamou, puxando-me para um abraço que cheirava a perfume cítrico e vinho tinto. — Achou que ia escapar de nós?

— Não escapei, pelo visto — brinquei, entrando na sala. O calor da lareira me envolveu, junto com o aroma de pão assado e o som de risadas vindo da cozinha. A casa de Bev e Bill era um refúgio, com sofás de veludo, fotos emolduradas e uma mesa de jantar coberta por uma toalha branca, já repleta de garrafas de vinho e petiscos.

Will apareceu, uma taça na mão, o cabelo penteado para trás e um brilho travesso nos olhos.
—Jane, sua chata, como ousa ficar tão gata? — disse, me abraçando com força. —Tô com ciúmes.

— Cala a boca Will, você é gay. — retruquei, rindo, mas meu olhar vagou pela sala, procurando, contra minha vontade, um par de olhos azuis que eu sabia que encontraria.

E lá estava ela. Max Mayfield, encostada na bancada da cozinha, uma cerveja na mão, o cabelo ruivo preso em um coque desleixado, com mechas soltas caindo sobre o pescoço. Ela usava uma blusa preta de manga longa e jeans, o uniforme do "Blue Space" trocado por algo que parecia gritar "sou confiante sem esforço". Seus olhos encontraram os meus, e o ar ficou denso, como se o mundo inteiro tivesse prendido a respiração. Meu coração disparou, uma mistura de raiva, saudade e algo que eu não queria nomear. Desviei o olhar, focando em Chrissy, que acenava do sofá, e Mike, ao lado dela, com um sorriso tímido que não combinava com o garoto convencido que conheci de sete anos atrás.

𝐍𝐎́𝐒 | 𝙀𝙡𝙢𝙖𝙭Onde histórias criam vida. Descubra agora