47 | Primeira Audiência.

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Millie mamãe nessa fanfic e mamãe na vida real💗

Eu preciso da ajuda de vocês, pra vocês me dizerem o que vocês se lembram do capítulo 5 da primeira temporada ( eu exclui sem querer e tenho que escrever o mais igual possível ) POR FAVOR

É o capítulo em que a Max e a Jane sai pela primeira vez, que a Jane come pela primeira vez um sanduíche que a Max fez. ( preciso saber o máximo que vocês se lembram )

 ( preciso saber o máximo que vocês se lembram )

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JANE IVES HOPPER

O tribunal de Denver era um monstro de mármore cinza, frio e imponente, com um silêncio que parecia engolir o ar. Sentada em um banco de madeira dura no corredor, eu sentia o coração martelar no peito, cada batida ecoando como um tambor. O vestido azul-marinho que escolhi parecia me sufocar, apertado demais, como se estivesse segurando não só meu corpo, mas o peso de tudo que estava em jogo. Era a primeira audiência pela guarda de Angel, e só de pensar em Sara do outro lado, com seu advogado caro e suas promessas falsas, meu estômago revirava. Angel estava em casa com Terry, provavelmente desenhando sanduíches na mesa da cozinha, alheia ao fato de que nossa vida estava sendo decidida ali. Isso me aliviava, mas também me aterrorizava. Se eu perdesse ela, não sabia como continuaria.

— Você tá bem? — A voz de Max me tirou do transe. Ela estava sentada ao meu lado, tão perto que eu sentia o calor do corpo dela. O cabelo ruivo caía solto sobre os ombros, e a blusa preta justa marcava cada curva, fazendo meu coração acelerar por razões que não tinham nada a ver com o tribunal. Aqueles olhos azuis me encaravam com uma mistura de preocupação e algo mais, algo que me fazia lembrar da noite no apartamento dela, do beijo ardente, do calor da moto contra meu corpo.

— Não — respondi, a voz rouca, os dedos apertando a bolsa no colo. — Como eu poderia estar? Sara tá tentando tirar a Angel de mim.

Max estendeu a mão, os dedos roçando os meus, um toque leve que enviou uma corrente elétrica pela minha pele.

— Você não vai perder ela — disse, a voz firme, como se quisesse me convencer pelo tom. — Você é a mãe da Angel, Jane. Ninguém pode mudar isso.

—Mãe adotiva. —eu a lembrei.

Eu queria acreditar nela, mas o medo era uma sombra que não me deixava. Antes que eu pudesse responder, Chrissy se aproximou, o salto baixo ecoando no chão de mármore. Ela usava um blazer cinza e uma saia lápis, o cabelo loiro preso em um coque elegante. Seus olhos estavam cheios de empatia, mas também de uma determinação que me lembrou por que éramos amigas.

— Mike tá quase pronto — disse ela, sentando-se do outro lado. — Ele tá revisando os documentos com o assistente. Vai dar tudo certo, Jane.

— Espero que sim — murmurei, o olhar fixo no chão. — Porque se não der, eu...

— Para — interrompeu Chrissy, a voz suave, mas firme. — Você é a melhor mãe que a Angel poderia ter. O juiz vai ver isso.

Olhei para ela, tentando absorver aquelas palavras, mas a ansiedade era como um peso no peito. Max apertou minha mão de leve, e o toque, mesmo tão simples, fez meu corpo reagir, o calor subindo pelo pescoço. Eu não queria sentir isso agora – não ali, com tudo em jogo –, mas Max tinha esse efeito em mim, sempre teve. Desde a noite no apartamento, quando quase me perdi no colo dela, o desejo estava lá, uma corrente elétrica que não desligava.

𝐍𝐎́𝐒 | 𝙀𝙡𝙢𝙖𝙭Onde histórias criam vida. Descubra agora