46 | Whisky e Gelo.

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Saudade de ler um "Mãe Lory" de vocês 😭🤏🏻
Eu tô à 6 anos no Wattpad, quase o mesmo tempo em que a Max e a Jane ficaram longe uma da outra

Escutem a música de cima, e verão que é exatamente Jane cantando pra Max. Principalmente na parte "E amanhã eu volto a te odiar, mas basta eu beber que eu volto a te amar".

NARRADOR

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NARRADOR

O vento cortava as ruas de Denver com um uivo gelado, mas o apartamento de Max Mayfield era um refúgio quente, as paredes de tijolos aparentes iluminadas pela luz suave de uma luminária de canto, que lançava sombras delicadas sobre o espaço pequeno e impecavelmente arrumado. O ar trazia um leve aroma de café misturado com madeira polida, e o tique-taque de um relógio velho marcava o tempo como um lembrete sutil da tensão que pairava. Uma mesa rústica de madeira ocupava o centro da sala, cercada por prateleiras com vinis organizados e vasos de plantas que davam vida ao ambiente. Max, em uma regata branca justa que delineava os ombros definidos e um short jeans despojado, o cabelo ruivo preso em um coque bagunçado com mechas soltas caindo sobre o pescoço, abriu a porta com um sobressalto, os olhos azuis arregalados de surpresa.

Jane Ives Hopper estava na soleira, o vestido preto desalinhado subindo ligeiramente nas coxas, o cabelo castanho emaranhado caindo sobre os ombros. Seus olhos castanhos brilhavam com uma mistura de medo, exaustão e algo visceral, amplificado pelo whisky que segurava com força na mão direita.

— Você disse que queria uma segunda chance — declarou Jane, a voz rouca, carregada de álcool e emoção crua. — Agora preciso que você beba comigo.

Sem esperar convite, ela empurrou a garrafa meio vazia contra o peito de Max e passou por ela, entrando no apartamento com passos vacilantes, mas determinados, exalando vulnerabilidade e um desafio silencioso. Max segurou a garrafa, os dedos roçando os de Jane, o contato breve enviando um choque elétrico pelo ar. Fechou a porta lentamente, os olhos fixos na figura de Jane, que se jogou no sofá cinza, o vestido subindo ainda mais, revelando a pele clara das coxas. A visão era quase insuportável para Max, que sentiu o coração disparar, o desejo lutando contra a preocupação.

— Jane, o que tá acontecendo? — perguntou Max, a voz suave, mas firme, enquanto se aproximava, segurando a garrafa como uma pista do estado de Jane.

Jane inclinou-se para frente, os cotovelos nos joelhos, o olhar perdido por um instante antes de se fixar em Max.

— É a Sara — disse, a voz trêmula, carregada de medo e frustração. — Ela entrou com uma petição formal pela guarda da Angel. Acha que pode voltar do nada, depois de tudo, e tirar ela de mim.

O peso das palavras encheu o ar, e Max sentou ao lado de Jane, mantendo um espaço cuidadoso, mas perto o suficiente para sentir o calor do corpo dela. O perfume de Jane – algo floral misturado ao cheiro forte do whisky – era intoxicante, e Max teve que se esforçar para manter o foco.

𝐍𝐎́𝐒 | 𝙀𝙡𝙢𝙖𝙭Onde histórias criam vida. Descubra agora