39 | verdades em casa.

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Pessoal vou ficar postando sempre que atingir 100 visualizações, sabemos que o engajamento dessa segunda temporada será muito menor que a primeira, então me ajudem interagindo com a fanfic, pq eu quero muito conseguir terminar essa segunda temporada. Lory estava com saudade.

 Lory estava com saudade

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JANE IVES HOPPER

O aroma de camomila subia da xícara em minhas mãos, o vapor quente dançando no ar frio da manhã de Denver. A luz pálida entrava pelas cortinas da sala, pintando o chão de madeira com tons de cinza e dourado. Eu estava sentada no sofá, o couro frio sob minhas coxas, tentando acalmar o coração que batia como um tambor. Hoje era o dia de contar tudo a Terry – sobre Sara, sobre a mentira da gravidez, sobre Angel. Minha sobrinha, que agora dormia no quarto lá em cima. Cada gole do chá era uma tentativa de engolir o medo, mas ele insistia em subir, como bile, queimando minha garganta.

Eu não queria machucar minha mãe. Terry sempre foi o pilar da nossa família, mesmo depois do divórcio com Jim, mesmo depois de Sara nos virar as costas. Mas guardar a verdade sobre Angel era como carregar uma pedra no peito. Ela merecia saber. Merecia conhecer a neta que Sara abandonara. Mas e se ela não aceitasse? E se a sombra de Sara, com seu caos e suas mentiras, tornasse tudo mais complicado? O som da campainha cortou meus pensamentos, e meu estômago deu um salto. Levantei-me, alisando o suéter cinza, as mãos trêmulas enquanto caminhava até a porta.

Terry estava lá, o casaco verde-escuro abraçando sua silhueta pequena, os olhos gentis brilhando com aquele calor que sempre me fazia sentir em casa. Ela carregava uma sacola de pano, provavelmente cheia de seus famosos biscoitos de aveia, e um sorriso que escondia a exaustão de quem carregava o luto por Jim há cinco meses.

— Minha menina — disse ela, puxando-me para um abraço antes que eu pudesse dizer qualquer coisa. O perfume dela, uma mistura de lavanda e baunilha, era o mesmo de quando eu era criança, e por um instante, quis me esconder ali, onde tudo era seguro. Mas hoje eu precisava ser a forte.

— Oi, mamãe — murmurei, a voz mais frágil do que eu gostaria. — Entra. Temos muito o que conversar.

Terry ergueu uma sobrancelha, o sorriso desvanecendo enquanto me seguia até a sala. Ela pendurou o casaco no cabideiro, sentou-se no sofá e cruzou as pernas, as mãos no colo como se soubesse que algo grande estava por vir. Olhei para as escadas, onde Angel ainda dormia, e senti um aperto no peito. Eu queria que Terry a conhecesse, mas primeiro precisava abrir a ferida. Sentei-me ao lado dela, a xícara de chá esquecida na mesa de centro, e respirei fundo, como se estivesse prestes a mergulhar em águas geladas.

— Mamãe, tem algo que preciso te contar — comecei, as palavras saindo pesadas, como se cada uma custasse um pedaço de mim. — É sobre a Sara. E sobre a filha dela.

𝐍𝐎́𝐒 | 𝙀𝙡𝙢𝙖𝙭Onde histórias criam vida. Descubra agora