21. Darkness

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Em um cômodo escuro e com um cheiro nada agradável, Perrie abriu os olhos lentamente, sua cabeça estava doendo como se tivesse levado marteladas na região, e seu corpo latejava de dor. Além da escuridão que o lugar apresentava, Perrie tentou se acostumar com a luz que entrava pelo feixe de uma janela quebrada, que ia diretamente ao seu lado, onde sua bolça estava jogada.

Suas mãos e pernas estavam amarradas por uma corda grossa, ela conseguiria se arrastar mas seu corpo ardia devido a força que colocaram ao a amarrar, então nem conseguiria ter acesso a suas coisas, e tudo que ela podia fazer era ficar parada olhando para o nada.

A porta rangeu e deu um susto em Perrie, um homem encapuzado entrou no cômodo e avaliou a garota, depois saiu e voltou segurando uma bandeja.

- Finalmente a bela adormecida acordou - o homem disse que ajoelhando diante de Perrie.

- Onde eu estou? - ela perguntou sem o olhar.

- Que pergunta feia, apenas saiba que está sendo muito bem hospedada, seja agradecida - a voz dele era grossa e rude, Perrie sentia terror ao ouvir aquela voz, mas tentava não demonstrar.

- Grande hospedagem - ela murmurou.

- Não venha dar uma de gatinha mimada, você dormiu durante 24 horas sem incomodo, espero que não tenha que pedir ao chefe para mudar as regras - ele desembrulhou um sanduiche e abriu uma garrafa de suco. - Agora coma, você tem dez minutos até eu amarrar suas mãos de novo, seja boazinha.

- Eu não estou com fome - mentiu.

- Ora, eu não estou perguntando se você vai comer, você tem dez minutos então não me faça descer isso pela sua goela a baixo - o homem desamarrou as cordas que amarravam as mãos de Perrie, e como ela não era abusada apenas pegou o sanduiche de frango e a garrafa.

Bem, depois da primeira mordida Perrie percebeu que aquilo não podia ser chamado de sanduiche nem de longe, e aquele suco estava tão sem açúcar que ela sentia mais sede a cada gole que dava, então ficou enrolando os dez minutos até que o homem voltasse.

- Muito bem, continua no mesmo lugar que a deixei - ele falou batendo palmas irônicas e se aproximando.

- Aqui... - Perrie entregou a garrafa quase cheia e o resto de sanduiche.

- Eu disse, que era pra você comer, tudo - o olhar do homem estava até que aterrorizante, Perrie olhava para a janelinha, e ele puxou seu rosto com força ficando de frente a frente.

- Você, está, me machucando - Perrie murmurou.

- Isso não me importa, agora você vai comer tudinho - ele pegou um pedaço de pão e apertou as bochechas de Perrie fazendo sua boca abrir levemente, e o colocou lá dentro com força, depois virou um gole de suco.

Fez isso mais vezes, cada hora com mais força, no fim Perrie chorava e seu rosto estava rocheado pela mão pesada do homem, que amarrou suas mãos de novo e saiu cantarolando uma música do Michael Jackson.

As únicas vezes que Zayn tinha estado em uma situação tão complicada na mesa de jantar dos Edwards foram: 1) Quando ele foi pedir Perrie em namoro 2) Quando eles foram pegos ficando no ginásio de vôlei. E agora lá estava ele de novo, sentado junto com os pais da ex namorada e a irmã mais nova, todos com a mesma cara de choro, Debbie com os olhos inchados e Cat da mesma forma.

- O que os policiais disseram? - ele perguntou depois de um longo período de silêncio.

- Que vão tentar encontrar pistas. Eles estão achando que tem alguma ligação com o caso de Katherine, mas se for isso estamos todos perdidos - Debbie falou mexendo nas unhas.

- Eu não consigo entender. Ninguém entrou aqui, se alguém tivesse desacordado Perrie e a tirado da cama Caitlin teria percebido - o sogro estava sério, não tinha expressão.

- Então por que Perrie sairia no meio da noite? Ela nunca foi de fugir - a cabeça de Zayn só absorvia as palavras, ele não podia falar o que sabia, e nem sabia se uma dessas teorias estava correta, já que estavam o deixando fora de grande parte do plano.

- Eu vou ir em casa e procurar saber de alguma coisa, vou ligar pra algumas pessoas e qualquer eu ligo pra cá - Zayn falou se levantando.

- Eu te levo até a porta - a mãe falou o acompanhando até a porta da sala - Obrigada por tudo Zayn, sei que deve estar sendo para você também, sei que mesmo com vocês separados você ainda gosta dela e tenho certeza de que ela gosta de você na mesma intensidade.

- Eu sei disso também, obrigado por me manter informado - ele falou e Debbie assentiu.

Zayn saiu da casa de Perrie e foi caminhando até sua casa, ele tinha desmarcado o encontro com Rebecca na noite anterior, ele disse que tinha alguns trabalhos para fazer e ela aceitou de uma boa, mas minutos depois ligou falando que ficou sabendo sobre o desaparecimento de Perrie, e falou que ela não iria esquecer que tinham um encontro marcado. Ciúmes femininos, maravilha.

Perrie tentou dormir, mas a dor insuportável não a deixava, e ficava ainda mais insuportável com o estômago revirando, aquela comida tinha a feito mal e sua vontade era de jogar tudo para fora, mas nem forças para forçar um vômito tinha.

Ela contou carneiros, cantarolou algumas músicas e rezou, tudo na tentativa de ocupar o tempo e não pensar em nada, inclusive na família, e em Zayn, e no fato de Katherine estar perto dela, em algum lugar por ali.

A luz da janelinha diminuía, pelo visto já começava a escurecer, ela não gastou forças para gritar pois sabia que só os homens de preto em volta ouviriam, e ela seria punida por aquilo, então preferiu ficar longe de problemas. Depois um tempo a mesma porta - que por sinal fazia bastante barulho - se abriu, o homem com que tinha se encontrado no galpão entrou indo até ela.

- Seja bem vinda Srta. Edwards! Me perdoe por não ter vindo recepciona-la, sinto muito pela minha falta de educação.

- Perdoado senhor não sei o nome - respondeu Perrie.

- Derek, o sobrenome não se faz necessário - Derek estendeu a mão como cumprimento e Perrie revirou os olhos.

- Olha eu sei que estou presa e etc., mas eu queria saber quando vou sair daqui ou quando vocês vão me matar... - Perrie disse e o homem soltou uma risada.

- Matar? Não seja tola! Não vamos matar ninguém... Vamos apenas esperar até a formatura, até lá nós brincaremos juntos, o que eu quero? Não pense que irei dizer - ele deu uma risada irônica e Perrie bufou revirando os olhos.

- Quando essa brincadeira começa? Por que eu me canso muito fácil - ela falou.

- A brincadeira já começou, você é a jogadora principal! Até que Zayn poderia ser um jogador principal bem eficaz, mas ele está muito ocupado então prefiro deixa-lo como está.

- Bom pra ele, onde está Katherine? - Perrie rosnou, nunca tinha se sentido tão corajosa, estava em frente a um armário como aquele e não queria desistir, queria perguntar até sugar todas as respostas.

- Perto, mas ninguém aqui é idiota para lhe dizer onde Srta. Edwards. Agora tenho um compromisso, fique bem e se cuide. Volto logo pra conversamos melhor - Derek ajeitou a blusa e começou a caminhar até a saída.

- Idiota - Perrie disse em voz baixa, mas o homem parou no meio do caminho e coçou a barba rala, depois se virando e dando uns passos lentos, parando em frente a Perrie e dando um tapa certeiro em sua bochecha esquerda.

- Espero que isso não se repita, passar bem - Perrie deixou as lágrimas caírem e não pôde sequer cobrir a bochecha com a mão, apenas ficou chorando sozinha até o sono aparecer.

N/A eu amo tanto essa parte da fic sz

Battlefield: The Beggining [Zerrie]Onde histórias criam vida. Descubra agora