Capítulo 12 - Extra-

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Louis

Essa casa é realmente maior quando estou sozinho,vou até ao meu "mini-bar" foi assim que eu o nomeei eu tinha quase tudo lá,não sou um alcoólatra,só não gosto da ideia de ir para bares ou coisa parecida quando quero beber,retirei uma garrafa de Wiske dos bons e servi-me.

Oiço alguma coisa cair e o barulho vinha da cozinha fui até lá e.

-Agora deu para invadir a minha casa?Diga logo o que quer antes que chame a polícia.

-Não serias capaz de fazer isso com o teu próprio pai.- ele diz olhando para mim com um ar desafiador. - Não deixaste esse teu lado alcoólatra.

Como ele ousa tocar nisso,sendo que ele é o culpado disso.

-E muito menos o senhor de fazer barulho com as coisas e não só ...- dou o último gole na bebida e pouso sobre o balcão de mármore da cozinha- ainda me lembro como se fosse hoje, daqueles barulhos que só quando eu cresci dei-me conta de que o nome era "gemidos".

-Não vamos por aí Louis...-ele agora parecia tenso- tu já estás bêbado.

-Mais sóbrio impossível,bom como o senhor mesmo disse eu era um alcoólatra então acho que a bebida demora um pouquinho para ter efeito sobre mim não é mesmo?.- Volto a pegar no meu copo - o senhor estava com aquela vadia no quarto das empregadas ...

-Tu não sabes de nada.-Ele grita.

-Aí é que tu te enganas - e minutos depois só haviam pequenos pedaços de vidro pelo chão- eu me lembro bem,eu desci naquela noite para pegar um copo com água porque não conseguia dormir,advinha porquê? Porque o papaizinho não havia chegado e eu e mamãe estávamos preparados,foi quando desci mas na cozinha de dentro não havia água então resolvi ir para cozinha de fora,foi então que ouvi a voz do senhor " não grites tanto,ainda nos apanham" abri a porta e o senhor tinha as calças nos pés e a empregada completamente nua.

-Eu não vim para falar sobre o passado,eu...

-Shh, deixa o alcoólatra aqui terminar.- grito,já não conseguia me controlar,aquelas lembranças marcaram a minha infância.

-Não levantes a voz para mim. - ele diz já exaltado.

- Não tente me ameaçar como fez naquela noite,mas depois que reparou que eu estava em estado de choque então quis convencer-me de que eu estava a sonhar enquanto isso a empregada metia as suas vestes. Depois tentou subornar-me para que eu não contasse nada a minha mãe e a única coisa que eu pedi foi que despedisse aquela vadia.

-Eu não vim aqui para ouvir isso.- pegou nas suas coisas e foi-se embora.

-Já vai tarde.- Digo com os braços cruzados e tentando aparentar estar o mais calmo possível.
Depois de um minuto,tudo o que antes estava nos armários encontrava-se agora no chão e aos pedaços.

Fui até a sala,o meu corpo estava a ferver por dentro,peguei numa garrafa e fui para o meu quarto,tomei um banho e agradeci por ela hoje não ter aparecido,não suportaria se ela me visse assim.

*****
Acordei com a luz do sol praticamente a beijar-me,me levantei com uma ligeira dificuldade e só então me dei conta,de que havia dormido na varanda do quarto,como eu vim parar aqui? Só a garrafa de Wiske sabe.
Fui diretamente para o banheiro,sai de lá novinho em folha e acompanhado da minha amiga de longa data, a dor de cabeça, tomei um analgésico, me vesti, peguei nas minhas coisas e estava pronto para mais um dia.
Desço as escadas e oiço minha "ama" perguntar.

-O que houve na cozinha menino Louis? - ela parecia assustada.

-Para início de conversa,eu já não sou aquele menino inocente droga - eu disse que estava novinho em folha e não, que estava de bom humor,me acalmo e prossigo- quanto há cozinha,não sei.

Irresistible [ L.T ]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora