8 - Acabou A Festa

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-Andrew, Andrew, Andrew. - a voz de Gwen soa em meus ouvidos.

-Gwen? Gwen? Você está bem? Não consigo te ver... - respondo, perdido na escuridão.

-Que tal abrir seus olhos, Drew? - ouço o tom debochado na voz de Bryan.

Faço o que ele manda, abrindo meus olhos com dificuldade. A luz da lâmpada florescente, ofusca um pouco minha visão. Aos poucos meus olhos vão adaptando-se.

E então me levanto com rapidez da cama rosa, onde estava deitado. Sentada na beirada da cama está Gwen, com seus fios de cabelo ruivo meio bagunçados. Encostado no guarda-roupa está Bryan - coberto de marcas de batom vermelhos em sua pele clara - me encarando.

-Você está bem? Quanto tempo que eu apaguei? - falo desesperado. Olho para os lados a procura de algum bicho. - E... Hm... a "coisa" ainda está aqui?. - pergunto a Gwen tentando ser discreto.

-Eu estou bem Andrew. Bom eu imaginei que você tinha dado um jeito na "coisa". - ela fala, fazendo aspas com suas mãos, quando fala a palavra coisa.

-Já podem me contar o que está havendo? Tem uma hora que você está apagado. Gwen disse que iria me contar quando você acordasse. O que é essa "coisa"? E por que vocês dois estavam desmaiados no jardim, o qual estava coberto de tinta preta.? - Bryan pergunta preocupado, enquanto se aproxima de nós, com os braços cruzado.

Olho para Gwen, para saber se ela irá contar. Ela balança a cabeça se negando.

-Am...Am - ela diz se levantando da cama e ainda balançando a cabeça. - Ele é seu amigo. Você decide, eu já estou confusa demais. E tenho que fazer uma ligação. - ela fala indo até a porta branca.

-E então vão me contar logo? - Bryan pergunta impaciente.

Respiro fundo e bufo. Então me levanto da cama.

-Okay, mas só no caminho para minha casa.. - digo olhando para Bryan. Olho para porta onde Gwen ainda se localiza.

-Mas... - ele diz confuso.

-Temos que ir. Aposto que aquela coisa não é única, se ficarmos estaremos em risco. Gwen você tem que mandar todo mundo ir embora, é muito perigoso. - interrompe Bryan.

-Bom gênio, eu já fiz isso. Enquanto Bryan tentava te acordar. Agora vou ligar para meu pai, depois dormir estou com dor de cabeça. - Gwen fala saindo do quarto. - Ah, e quando saírem, não se esqueçam de fechar a porta. - ela grita do corredor.

Como ela pode estar tão calma? Acabamos de lutar com algo que se transforma em bicho, arma, humano e sabe-se lá mais o que.

-Bryan você pode ir pegando o carro e trazê-lo até a porta? Quando chegar é só buzinar, okay? Eu preciso convencê-la. - saio do quarto sem esperar a resposta de Bryan. Ouço seus resmungos nos xingando.

Corro pelo corredor - chamando por Gwen - da casa de cor azul claro. A encontro descendo a escada branca que dá direto na cozinha.

-Gwen! Eu sei que está me ouvindo. Da pra me esperar. Você sabe que é perigoso estar aqui. - digo enquanto desço as escadas atrás dela, que já está na cozinha.

A cozinha está revirada, parece que um furacão passou por aqui. Deve ser esse o resultado de dar uma festa pra quase toda a escola. Gwen está no balcão tomando uma cerveja.

-Me lembre de só fazer minha festa pra familiares e amigos próximos. - digo me desviando de algumas poças de vômito que há pelo chão. - Cerveja? Mas você não estava com dor de cabeça?

-Mas estou, só que me curo de um jeito diferente. E então o que você quer?- ela da um gole enquanto e me encara.

-Gwen... você tem que vir com a gente. Essas coisas, sejam lá o que forem, estão atrás de nós, e irão voltar. Com certeza sentirão falta do amigo deles, que virou tinta. - Falo andando de um lado para o outro.

O Destino Dos Guardiões - Em RevisãoOnde histórias criam vida. Descubra agora