Capítulo 21 (Revisto)

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Entrei em casa acompanhada pelas minhas teorias.

As cortinas fecharam as minhas dores nos bastidores assim que a minha potencial forma de ajudar o Malik captou a atenção dos holofotes. A ameaça da presença da Madison incomodava-o bem mais do que aquilo que ele deixava transparecer - e ele já deixara transparecer bastante -, e o mínimo que eu podia fazer era encontrar as explicações de que tanto ele precisava, tendo em conta que o andei a atazanar por pura curiosidade.

Nunca pedira nada semelhante ao meu pai, nem acreditava que algum dos meus irmãos o tivesse feito antes. Iria pedir informação confidencial, e quando o meu pai me perguntasse o porquê, eu teria de arranjar uma motivação suficientemente válida, porém, inocente. Mas como poderia eu situar o meu pai? Tudo o que sabia sobre a Madison era o seu primeiro nome, porque eu nem sequer conseguia precisar a altura em que ela fora enviada para o hospital. Talvez conseguisse acertar na idade, mas quantas Madison de dezoito anos terão entrado de urgência no Hospital de Bradford no ano de dois mil e dez?

Devia ter questionado mais o Harry... desperdicei a oportunidade perfeita para tal: ele estava bêbado, irritado e complacente. Em contrapartida, eu estava incrédula, demasiado estimulada e aborrecida.

Nenhuma conversa aconteceria comigo neste estado. Precisava de um banho e, de seguida, de um agasalho. Porém, quando cheguei à casa-de-banho, encontrei-a ocupada. Em vez disso, despi-me no ar frio do meu quarto e encapsulei-me nos meus cobertores, numa fraca tentativa de me aquecer. Só quando os lençois polares se colaram a mim é que percebi o quão húmido estava o meu corpo, e talvez esta não tivesse sido uma boa ideia.

Enquanto esperava pelo meu duche, fui lendo na diagonal as mensagens no grupo da lista. Ao que parecia, a Miranda encontrara duas carteiras e um casaco durante as arrumações, e a Victoria insistia que três garrafas de álcool tinham sido roubadas. Não havia notícias da Carly ainda, mas não esperava outra coisa; com certeza fora a última pessoa a sair do recinto e, por conseguinte, a última a adormecer. O dinheiro da caixa ficara com a Elsa e ser-me-ia entregue na segunda-feira, para que eu pudesse inserir as novas receitas e calcular o lucro final desta festa.

Depois de um banho com água quente vinda diretamente dos confins do inferno, vesti o meu pijama mais quente por cima de várias camadas de camisolas interiores. Por esta altura, os meus pais já deveriam estar em casa, a minha mãe certamente a preparar o almoço e o meu pai esticado no sofá a ler as suas revistas científicas. Não podia simplesmente entrar pela sala adentro e colocar a questão, muito menos se algum dos meus irmãos lá estivesse. Este assunto carecia de subtileza e do momento certo.

Tal momento certo apareceu assim que abri a porta do meu quarto e dei de caras com o meu pai a atravessar o corredor.

"Ah, Bella!" Exclamou o meu pai, surpreendido. "Já voltaste do treino?"

"Sim."

O meu pai esboçou um breve sorriso e preparou-se para continuar o seu caminho.

"Podes vir aqui?" Perguntei, afastando-me da entrada do meu quarto para que ele pudesse entrar. "Preciso de falar contigo."

A reação no rosto do meu pai era ilegível; era um aglomerado de reações que ele jamais demonstrara: confusão, curiosidade, preocupação, e outras quantas que eu não era capaz de rotular. Não obstante o conjunto de emoções, ele assentiu e entrou no quarto. Fechei a porta atrás de nós e sentei-me na cama; ele, no entanto, manteve-se hirto junto à porta fechada.

"Eu preciso da tua ajuda, mas sei que vai ser difícil."

"Tudo bem..." Balbuciou, cada vez mais confuso. "Mas é em alguma área que a tua mãe domina melhor do que eu...?"

(Em revisão) Physical Education Teacher Z.M.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora