Capítulo 28 (Revisto)

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POV Zayn

Já começava a ser absurda a quantidade de vezes que eu caía para fora do mapa em Mario Kart quando eu é que era o dono da WII. Tudo bem que eu só pegava nisto quando os rapazes estavam cá por casa, mas se alguém estivesse a ver o meu jogo sem contexto, iria pensar que este Koopa Troopa estava a ser controlado por um maneta. Também já estava a ficar farto de estar a jogar isto, o que não ajudava o meu caso.

O Louis voltou do exterior acompanhado pelo habitual cheiro a tabaco barato e perfume caro e o Yasuo atrás de si com a cauda a abanar. Pedimos-lhe para ele esperar um pouco, e assim íamos os três lá fora, mas pelos vistos o vício era demasiado difícil de controlar.

"Ainda estão nisso?" Perguntou, atirando-se para cima do sofá e pegando imediatamente no seu telemóvel que começara a tocar. "É a Anna."

"Diz-lhe que já vamos." Disse eu rapidamente, antes que ficassem ambos com ideias de nos levantarmos já e irmos embora.

"Linha de apoio à vítima, como posso ser útil?" O Louis tinha um método muito próprio de atender o telemóvel. "Ya, estou a tentar convencer o Zayn a sair de casa... sei lá, Banana, pergunta-lhe a ele, ele é que está a ser cortes..."

"Pergunta se a Mags levou brownies." Interrompeu o Liam.

"Já tinha perguntado, sim, levou... Sim, Anna, estou a ouvir-te!... E vamos conhecer o Mark, tem calma... está bem..." O Louis desligou o telemóvel e largou-o em cima do sofá. "Liam, a Anna diz que a culpa é tua, porque tinhas uma única tarefa simples que era vir buscar o Zayn."

"E é isso que eu estou a fazer." Respondeu o Liam com os olhos vidrados no ecrã. Eu já só estava a jogar por jogar, porque há muito que desistira da ideia de bater este gajo.

"Ya, claro." O Louis revirou os olhos. "Mas está na hora de ir, são quase nove."

"Estais com uma pressa do caralho, digo-vos já." Comentei eu.

Na verdade, eu é que não tinha pressa nenhuma. Passei as últimas semanas entusiasmado com esta reunião, mas agora que o dia tinha chegado, não tinha vontade nenhuma de sair de casa. A malta ia perguntar-me pelo meu trabalho e eu não queria de todo falar sobre o assunto. E, para ser honesto, estava-se tão melhor em minha casa, com a minha lareira, o meu cão, estes caralhos, e a minha cerveja. Mas, claro, o Liam estava atrelado à Danielle e o Louis não se calava com o facto de que precisava mesmo de apanhar uma borracheira.

"Mano, mas que bicho te mordeu hoje?" Questionou o Liam, perdido nas minhas reações fora do normal.

"Posso contar, Zayn? Por favor, deixa-me contar, por favor, por favor!"

"Está calado!" Resmunguei.

Foda-se, era por causa destas merdas que uma pessoa não podia contar nada ao Louis.

"O que se passa?"

"Ya, caguei." Decidiu o Louis. "O Zayn está de coração partido."

"Oi? Como assim?"

Escusado seria dizer que contar uma história ao Louis era dar-lhe liberdade total para ele a rescrever e contar conforme achasse que seria mais interessante para o interlocutor. Nunca disse que estava de coração partido, disse que estava numa situação complicada, mas que lá teria de aprender a lidar com ela, e estava tudo bem. Sim, era uma merda, mas não havia de me matar. Era uma paixoneta.

"Posso contar, Zayn?"

"Nah, agora vais ter contar." Insistiu o Liam.

"OK. Lembras-te de eu ter dito ao Zayn durante o verão que era bué arriscado ele dar aulas a turmas do secundário, porque ele ia de certezinha querer comer uma das alunas?"

(Em revisão) Physical Education Teacher Z.M.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora