Domingo com meu avô

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Acho que nunca expliquei a máquina e o trabalho do papai aqui...
Bem, eu achei alguns papéis que falam dos experimentos.
A máquina foi apelidada pela comunidade científica real de INCREASEFUN, FUN Machine, Administrador de Configurações de FUN, COMICFUN, a máquina do Sans, entre outros nomes.
Eu e ele, particularmente chamamos de FUNniest, Fábrica de UNiversos, ou mesmo Frisk Usando Notebook; uma contração de FUNcionalidades.
Antes eu chamava de Máquina da Diversão, mas hoje prefiro só FUN e pronto.
O que ela faz? Bem, é muito complexo em termos técnicos, mas acho que sei explicar. Ela usa bastante energia para conseguir abrir os FILES. Não é filé não, é FILES, eu não sei o que é exatamente. Ele entra nesse tipo de sala virtual, sei lá, e se pode fazer alterações nuns números e
dígitos chamados de Numerações de Funções Universais.

Pra isso é preciso ficar testando várias combinações diferentes, mas não se pode colocar qualquer número lá. Tem que ser de um jeito que não afete os "Eventos", outra coisa que eu não sei o que é.
Isso faz com que ele fique muito tempo envolvido e desenvolvendo a máquina...

No início, eu queria ajudar. Mas com o tempo, eu fui percebendo como aquilo estava nos separando. Estava separando muitas coisas...
Estava me deixando mal. Ainda está. Mas eu venho cada vez mais descobrindo o que realmente ela faz.

Chegando em casa, a primeira coisa que eu fiz foi deitar e tentar relaxar o corpo. Aparentemente, é assim que eu vou pro Void.

Gaster estava longe, parecia apreensivo. Quando me viu, saiu correndo e veio me abraçar.
"Você está bem?"
"Eu... Tô... Acho..." Fiquei confusa. "Pra que essa preocupação toda?"

Ele se afastou e me olhou com uma expressão seria e ao mesmo tempo assustada.
"Você foi espancada! Claro que você não estava bem!"
"Mas... Alguém me levou pra enfermaria depois que eu desmaiei... Foi você?"
"Não. Não posso simplesmente aparecer no mundo sem uma dose certa de Algarismos..."
"Algarismos? Números?"
"Sim... Não tenho corpo físico lembra?"
"Ah sim..."

Sentamos no chão e eu olhei o nada ao meu redor.

"Gaster... Eu ainda não entendo o meu poder... Eu continuo vendo as linhas e sempre que eu as toco, eu vejo coisas horríveis..."
"... Isso... É normal. Nada nas outras realidades escapa da dor. Nada escapa da dor..."
"... Nem mesmo a morte?"
"Aí vai do que você acredita. Mas se ela não tem mais você para infortunar, ela passa para outra pessoa..."

"Então... Tá. Eu só posso ver sofrimento é isso?"
"Não necessariamente... Um dia você vai ver coisas boas. Espere e verá..."

Suspirei fundo.
"Papai e minha tia tem um ódio mortal e eu só descobri isso agora... Ela me prendeu no meu próprio quarto e coisas negras que depois ficaram vermelhas me atacaram..."
"Essa semana foi estressante pra você?"
"O que você acha?" Eu ri pra não chorar.
"Acho que Frisk deveria dar mais atenção pra você e seu irmão..."

Quê?! Ele sabe o nome da mamãe?? Eu me levantei rapidamente.
"C-como você sabe o none dela!?"
"Porque eu não saberia? Ela libertou os monstros do subterrâneo..."
Ele se levantou e respirou fundo.
"Já era hora de te contar algumas coisas sobre mim... E sobre seus pais também. Se não você iria começar a teorizar coisas que não existem..." Ele sorriu.

"Você achou os papéis sobre a máquina de seu pai. não achou?"
"S-Sim..." Como ele sabia disso? Eu me sentei cambaleando pra trás.
"Ah... Então ele quer mesmo terminar isso... Sans nunca se importou muito com a máquina nesses anos em que o subterrâneo foi a prisão dos monstros. Apesar de ele não ter visto a guerra, sabia muito bem do que todos estavam passando.
No passado, muito no passado, ele que mais me ajudava nos experimentos com o Core e essa máquina que agora ele vem concertando. Graças a sua mãe muito determinada que ele hoje tem todo esse empenho na ciência... Mas ele sempre foi assim... Enquanto eu estava com ele, Sans sempre foi esforçado quando queria algo. Ele era determinado. Ele é determinado. Mas a doença da mente é um mal que ataca tanto humanos quando monstros. O trauma da culpa de me perder tão cedo transformou-o muito rápido. É difícil para um jovem perder os pais tão de repente e ainda ter que cuidar do irmão mais novo. Ah, mas o seu tio Papyrus, o irmão mais novo, sempre foi a âncora que não o deixava se perder. Depois veio Frisk, sua mãe, que o ajudou mais ainda, dando amor piedade e carinho para ele.
Sua avó também foi uma grande aliada e amiga. Suas outras amizades... E finalmente vocês dois. Você e Flink... Acho que não tenho muito a falar. Ele faz tudo isso para vocês. Para o bem de vocês, para o bem da família. Você sabe quais são os objetivos dele com esse projeto? Porque não pergunta uma vez?..."

Fiquei estática e realmente abalada.
"Espera um segundo... Você conhece ele tanto assim... Você disse que... Você... É pai dele?!"
Ele riu.
"Espera, espera! Então... Você é meu avô!"
"Helvética, eu sabia que você era inteligente o suficiente para isso!"

Eu não sei como me senti. Descobri que tenho um parente novo! E ele é meu avô por parte de pai! Caraca! Eu abracei ele tanto! Foi o dia mais estranho e feliz ao mesmo tempo!

Mas aí eu dormi. Dormi mais feliz ainda. Mas mesmo assim, não vou falar nada. Só se for realmente necessário.

Caraca, o Gaster é meu avô!
W. D. Gaster! Meu avô! Pai do Sans, meu pai! Wow!
Eu tenho que relaxar, ok calma...

EU TENHO UM AVÔ DE VERDADE CARA! Não é como o Vó Asgore que só me adotou como neta, assim como ele adotou a mamãe. O Gaster é de sangue! Se é que ele tem sangue. Ou tinha.

Wow! Eu tô chocada.

LegacytaleWhere stories live. Discover now