O Anjo da Escolha e o Arauto do Vazio

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Eu dormi pensando em como eu ia deixar o "Asriel" na casa da vovó. Ainda não entendi mas vou fazer o que o Flink me falou.
E pra mim que no meio da noite eu ouvi um barulho de alguma coisa caindo no armário. Eu fico com um pouco de medo e nem me levantei ou me mexi.

No dia seguinte, eu me levantei cedo e fui olhar o céu. Ainda estava escuro e dava pra ver alguma coisa no telescópio.
Mas logo amanheceu e eu fiquei com fome.

Abri meu armário e a boneca da Chara, a com lacinho e a mini faquinha, caiu pra fora. Ela deve ter caído e ficado na porta, quando eu abri ela caiu.
Peguei ela mais uma vez e a carinha dela... Tinha mudado? Antes era só a cara da Chara normal, sorrindo e com as bochechas rosas. Agora ela parecia triste ou com medo... E estava de olhos fechados.
Eu me assustei, mas acho que minha cabeça que deve ter bugado... Só pode.
Joguei ela lá no fundo e desci.

Quando mamãe falou que iamos pra casa da vó, Flink se alegrou todo e Flowey fez cara feia.
"Eu não quero ir não..."
Flink e eu nos olhamos. Eu não intendi no início mas por algum motivo a frase do Azzy veio na minha cabeça.
"De primeira vai parecer que não quero ir, mas é onde eu quero ficar..."

"Você vai sim. Quem vai ficar cuidando de você se ficar?"
"EU MESMO"
"Nada disso." Mamãe disse.

E lá fomos nós. Foi bem legal lá mas quase no fim do dia, Chara apareceu.
Eu fiquei receosa de ir falar com ela... Sei lá. Ela me dá medo. Esperei até ela parecer ir embora da sala.

Ela e a mamãe conversavam com Vovó Tori Flink parecia de boas e foi falar com ela. É porque ele não viu o que eu vi.
Cadê o papai nessas horas??

Subi as escadas de fininho e ele e o Tio Papyrus estavam conversando coisas sobre a universidade do Tio. As vezes eu esqueço que ele ainda é universitário. Faz gastronomia.
Fiquei lá como quem não quer nada. Só pra não dar de contra com a de bochechas rosadas e ela vir me perguntar de escola ou da boneca.
De repente, o tio me fez uma pergunta. Eu me distraí olhando as figures dele.
"E você Helv? Quer fazer qual curso?"
"Ãh? Eu? ... Não sei ao certo... Eu queria astronomia mas... É meio impossível..."
"Impossível? Quem te ensinou essa palavra? Nada é impossível!"
"Não vai dizer que quer fazer direito? Pensei que iamos ter uma astronautazinha em casa!" Papai choramingou.
Eu ri. Ainda não sei ao certo.
"Eu já quis física..."
"Ah Sans! Seua gostos influenciaram a menina!! Olha só! Quando eu digo que é uma mini-você, você não acredita!" Papyrus se irritou.
"Eu não influencio em nada. Ela faz o que quer." Ele riu.
"Bem... Mamãe já me mostrou que existe relações internacionais. Parece legal... Mais ainda é muita coisa pra escolher..."
"É verdade. É cedo ainda pra você escolher. Mas seja o que for, vamos te apoiar!"
Ele levantou e bagunçou meu cabelo, saindo.
Mas antes que ele descesse e desse de cara com Chara, eu chamei.
"Pai..."
"Sim?"
"Você e a mamãe... Se 'gostaram' na universidade?" Eu não sei porque perguntei isso. Ela já me contou o "Como conheci seu pai e sua avó" antes e é uma história legal, mas eu não fazia idéia de quando um romance começa. Ou como um romance começa.
"Hehe... Pensei que sua mãe já tinha te contado isso..."
"Ela já contou. Mas não disse quando vocês começaram... A namorar. Foi lá?"
"Não. Eu não fiz a mesma universidade que sua mãe. E ela ainda cursava e eu já trabalhava..."
"Ah..."
Ele deu um sorrisinho e ficou olhando o além, tipo como se tivesse lembrando.
Ele ia descer denovo e eu o impatei denovo.
"Qual o seu curso mesmo?"
"Você quis dizer no que eu me formei?"
"É... Isso."
"Bem... No subterrâneo tinhamos uma configuração diferente dessa. Estudavamos menos e mais cedo..."
Ele olhou pra mim com uma cara suspeita.
"Você... Já me perguntou isso..."
"Eu?? Não. D-deve ter sido o Flink..." Gaguejei. Eu devo ter esquecido quando, mas eu sei. Era chamado de "Ciências Exatas e Laboratoriais Magicamente Aplicadas", tipo Física, Matemática, Química juntas, com mais alguma coisa relacionada a magia.

"Tem alguma coisa lá embaixo não tem?" Ele fez uma expressão mais seria.
Fiquei calada.
"Pai..."
"Não... Deixa que eu cuido disso..."
Ele desceu.
Eu só queria me esconder e ... Chorar? Sei lá. Eu corri pro banheiro.
Eu fiquei lá uns segundos, porque eu não queria ver a treta. Sério. Depois daquela vez, eu não consigo mais ficar olhando gente brigar.
Mas parece que não teve nada. Ficou bem quieto. Muito.
Eu saí devagarinho e no meio do corredor, bem no meio mesmo, tinha uma linha do tempo brilhante.
Eu odeio minha curiosidade.
Fui lá tocar.

O corredor virou... Um corredor grande. Só que agora brilhante. Parecia até que eu tinha morrido, sei lá. Aquelas representações de céu ou de mitologia grega.
Como a linha era contínua, ou seja, ia de uma ponta do corredor à outra, fui seguindo o comprimento do fio, nunca largando.
Quando eu cheguei onde devia ser as escadas, estavam duas figuras brilhantes e duas figuras de negro.
Uma das figuras de branco parecia... Muito a vovó. Ela segurava pelas mãos uma menina com flores na cabeça.
Essa menina se desprendeu da moça rápido e andou até a figura de preto com uma foice.
Na verdade tinham duas figuras com foices. Só que a outra menina com a foice, tacou a ponta no chão e coisas negras pegaram a menina.
O outro lá, o da foice que parece um ceifador sei lá, começou a atacar a enviada do caos com... Ossos. Quem mais que eu conheco pode fazer isso?
A Garota do Caos levantou o rosto e sorriu. Ela tinha a alma da... Enviada da Vida? A Menina das Flores?
Mas o Dona Morte destruiu o Caos ceifando a vida da menina. O Caos gritou e deu o fora.
A menina criou asas e virou um anjo. Ela beijou a testa da Morte e foi pra perto da Vida.
Com o poder da Vida, a Anja ficou grávida! Grávida de dois: Um com asas mas vestindo negro e outro com roupas de anjo mas usando uma capa negra.

Eu larguei a linha na hora quando eu me vi na criança que usava capa.
Sério, eu me vi nela.

Quando eu acordei do transe da visão, todo mundo me olhava. Eu tava da descida da escada paradona lá que nem trouxa. Acho que interrompi algo porque não escuto o mundo exterior nas visões.
Mas parecia que não foi nada sério ou importante.

Quando deu a hora de voltar, Flowey acabou querendo ficar e a gente deixou.
Chara veio falar comigo.
"E ai? Gostou do presente?"
"É... Bonitinha..."
"Poisé. Ela tem uma amiguinha agora."
"Amiguinha?"
"É. Você vai ver."
Ela sorriu e aqueles olhos vermelhos penetraram minhas orbes e leram.minha alma! Deu um frio na espinha...
Me despedi da vó, do vô e do tio e da Flowey, chamando ela de Asriel só pra checar uma coisa que bugou minha cabeça.
"Então tchau... Asriel."
"Tcha-... Como que....? Como...? Não sei do quê tá falando... Sua estúpida."
[Eu ia escrever clod mas n ia cair bem... Mas sempre imaginei a Flowey falando como a Peridot na dub americana! Mesmo que na verdade ela é um menino cabrito, mas como as flores são os órgãos reprodutores femininos das plantas, Flowey é menina.]

Eu ri e fomos pra casa. Eu preciso falar com o Gaster... Sinto falta dele.
Queria dizer pro papai "Ei pai! Eu conheço o vovô! Vejo ele quando vou pro Void as vezes!" mas fico imaginando como ele reagiria. Ele não acreditaria em mim. Talvez.

[O título do cap é o possível nome da Helv e do Flink em Reapertale. Eu sei que esse AU é principalmente de Soriel mas eu fiz ele versão Frans. (Apesar dele fazer muito mas sentido com Soriel mas ok eu shipo Frans)]

LegacytaleWhere stories live. Discover now