Depois de toda essa muvuca, eu voltei pra escola e foi tudo... Normal? As pessoas continuavam nos olhando mal e cochichando. Os nossos amigos apareceram e a gente se encontrou no recreio.
"Eu não entendo..." Luka parecia transtornada.
"Os humanos do Consulado querem fazer uma lei contra os monstros e talvez... Os híbridos..." Max falou baixinho.
"Porquê?" Emily atracou-se no seu braço.
"Por causa de algum bate boca que tiveram lá... Alguma coisa não agradou..." Elisa respondeu.
"E agora que isso está mais difundido, as pessoas sairam por aí falando besteira..." Lúcia estava irritada.
"Que droga!" Ruby deu um soco no chão de terra.
Eu me manti calada e Flink também.
"E agora? O que a gente faz?" Lúcia agia como líder.
"Todo mundo quer nos matar!" Emily ficou logo apavorada.
"Ei, ei, não! Não vamos pensar assim! Ninguém disse em matar! Fica calma!" Max tentou acalmar a situação.
"E os meio mostros aqui somos nós..." Flink falou baixinho de cabeça baixa.
"Ei, calma! Não vamos nos separar mais!"
"Isso! Vamos fazer o Hybrid Protection Squad!" Luka levantou do chão.
"Boa ideia! Assim ninguém vai machucar ninguém!"
Enquanto o resto do pessoal ficava falando coisas legais, sobre amizade e de como lutariam pra nos defender, eu fiquei olhando o Flink. Ele parecia sem expressão... Triste, cabisbaixo...
Tenho a impressão que já o vi assim... É como se ele estivesse maos calado, mais quieto...
Tem algo errado com ele.
Talvez esteja se sentindo ameaçado... Fraco...
Quando a campa bateu, eu peguei no braço esqueleto dele.
"Mano, tá tudo bem?"
"Tô bem... É só... Eu só... Eu tô bem..."
"Esse tipo de resposta... O velho joguinho... Eu sou perita nisso."
Ele fez um sorriso fraco.
"Tem alguma coisa te incomodando?"
"Nada... Eu tô te incomodando?"
"Claro que sim! Você parece mal..."
Você parece um pouco eu quando estou nervosa...
Eu ouvi a vibração do celular dele no bolso e ele olhou pra ele, assustado.
"O que é?"
Ele pegou o telefone e viu a mensagem.
"Quem é?"
Ficou calado olhando aquilo. Eu me zanguei e tentei tomá-lo à força.
"Nãão! Me dá! Solta!"
"Só se me disser a verdade!!"
"Fala a verdade você também!!"
Ficamos em silêncio.
Não tinha mais ninguém no pátio.
"Agora a gente deveria ficar junto, mais do que antes! Então me fala a verdade!!"
Eu suspirei e larguei o celular.
"Mas... Como você sabe que eu guardo alguma coisa!?"
"Chara me contou!"
"C-Chara?" Um arrepio na espinha me veio na hora que escutei o nome.
"Ela vêm me dizendo coisas... Que eu acho que são verdades... Ela disse que isso ia acontecer! Humanos contra Monstros! Ela... Vem me fazendo propostas... Eu... Eu não entendo o que ela diz... Ela fala em LV, EXP... Lutar ou ter Piedade... Determinação e outras coisas..."
"Ela me disse das suas bonecas... Eram pra ser minhas..."
"Suas? Mas veio nas minhas coisas..."
"Ela acreditou que sendo o mais novo, eu sou mais vulnerável... E ela está certa..."
"Ei! Não se pôe pra baixo! Só vai piorar!"
"Flink, vou te falar de uma vez... Mas por favor não espalha..."
"Tem minha palavra se não espalhar que eu falo com a Chara sobre coisas ruins..."
"Sobre... Coisas ruins?"
"Promete?" Ele me interrompe com uma cara irritada.
"Ok... Eu prometo."
"Eu tenho visões. Linhas do tempo aparece em forma de linhas, eu as pego e vejo coisas. Eu sonho com o Asriel e me teletransportei pro Void, um lugar no nada e lá eu falo com o nosso avô Gaster. Chara quer a alma da mamãe, e papai tem a ajuda dela pra máquina. Eu agi daquela maneira com a Kate e com a Salty porque uma vez elas me espancaram..."
Ele ficou com os olhões abertos, espantado e surpreso. Eu parei uns minutos e fiquei com vontade de chorar.
Mas esses meus problemas nem chegavam aos pés dos do Flink.
"Tia Chara fica querendo me usar como arma. Ela diz que os humanos são ruins e maus com a mamãe e o papai, e quer que eu faça... "
"...Genocídio..." Dissemos juntos. Eu estava apavorada por dentro.
"Você sabe o que isso significa?"
"Muitas mortes..."
"Isso eu sei. Mas o que significa a palavra Genocídio?"
"Genocídio é a extinção de uma raça inteira, ou mais. Mas não é extinção que nem como com os dinossauros... É assassinato... Por um serial killer."
Flink ficou tão assustado que fez um barulhinho e começou a chorar.
Eu segurei ele e o abracei.
"E-eu... Não quero matar! N-não quero ser um s-serial killer!" Desabou no choro.
"Eu também não... Você não vai ser isso. Eu não vou deixar..."
"Mas já é tarde!"
Eu olhei pra ele com susto.
"Ela começou por ela mesma! Ela s-sabia que eu não ia a-aceitar..."
"Quem você sabe que ela matou?!"
"Ninguém! Eu não sei de ninguém! Até agora ela só me mandou mensagens com uma carinha..."
"Qual?"
Era um smiley, emogi, sei lá. Mais ou menos assim...
'=)'
Mas era estranho, como se nenhuma letra ou simbolo daquele tivesse no teclado.
O número dela é impossível!
'9999-9999'
Tinham vários o que me deixou com medo. Parecia um tipo de vírus.
De repente eu percebi que a gente já tinha perdido meio horário de aula...
AH VÁ SE LASCAR ESCOLA, AGORA ESTAMOS NUMA CRISE DO QUE FAZER!
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Legacytale
FanfictionQuando sua mãe Frisk e seu pai começam a se hiperatarefar com o trabalho, Helvética percebe que suas visões ficam cada vez mais cheias de sentido, Asriel e Gaster só parecem mais e mais misteriosamente certos em suas previsões, e Sans cada vez mais...
