36 ° Acho que eu te amo.

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Henrique



Levantei- me calmamente da cama para que Bianca não acordasse, ela dormia tão serena que eu não quis incomoda - lá a noite de ontem havia sido longa, mas não que eu estivesse reclamando.

Não me lembrava da hora exata em que fomos dormir, estávamos tão exautos que caímos no sono rapidamente, a última coisa que eu me lembrava era de olhar para Bianca antes que ela caísse no sono, tão pacífica, tão calma, imaginei se eu era a causa de toda aquela paz que ela transmitia, dormi agarrado em seu corpo com a esperança de que a resposta fosse eu, de que ela se sentia da mesma forma quando eu estava ao seu lado.

Bianca me tinha de uma maneira absurdamente louca, eu acreditava já estar viciado naquele seu corpo, no gosto daquele beijo, do sabor dá paixão queimando meu peito novamente, eu já não podia conter aquela explosão ao te - lá perto.
Agora que eu a via dormindo tão calmamente em minha cama eu tive a noção da sorte que eu tinha em te - lá ao meu lado, não sei onde eu estaria agora se Bianca não tivesse entrado na minha vida, provavelmente em uma mesa de bar uma hora dessas, e isso aqui era muito melhor, mil vezes melhor.

Tomei um banho e coloquei minhas roupas sociais, deixei um bilhete escrito sobre a cômoda para que quando Bianca acordasse não estranhasse minha ausência, logo depois eu sai, tinha coisas importantes para fazer hoje.

Peguei um táxi e segui direito para a Stiles, precisava falar pessoalmente com meu pai, e assim que cheguei felizmente acabei me encontrando com Bruna. Sorri ao vê - lá.

- Hm...Pelo sorrizinho nesse seu rosto devo dizer que você e Bianca se acertaram. - Disse Bruna me cumprimentando.

- Como sabe? - Quis saber, sua suposição estava com cara de afirmativa. Bruna arregalou os olhos.

- Vai dizer que não viu? - Questionou ela.

- Não Bruna, o que aconteceu? - Perguntei preocupado. Bruninha abriu sua bolsa rapidamente e tirou seu tablet com as notícias diárias dá revista Stiles.

- Veja você mesmo então. - Disse ela. A encarei confuso e peguei o tablet de suas mãos para ver a matéria, e ao ver a primeira capa rapidamente entendi do que se tratava. A encarei sentindo a raiva borbulhando dentro de mim.

- Merda! - Exclamei devolvendo o tablet para Bruna completamente em fúria.

- Ei, pera lá! - Exclamou ela, mas eu já estava longe dali indo em direção ao elevador querendo estrangular alguém com as minhas mãos.

Cheguei na sala do meu pai e fui me aproximando dá porta para entrar, eu sabia que aquela hora ele provavelmente estava em sua sala então não me importei em chegar do nada, e eu realmente não estava com paciência para esperar até que me atendesse, eu precisava resolver aquilo, e tinha que ser agora.

- Henrique! - Exclamou Dona Cecília que quando me viu correu para a frente da porta. Cecília era recepcionista do meu pai, ela trabalhava pra ele a mais tempo que eu podia contar.

- Sai da frente Cecília. - Eu disse encarando a mulher em fúria, eu queria socar tudo que eu via pela frente e de preferência a cara de Daniel junto.

- Não. - Disse ela dura.

- Eu preciso falar com ele. - Eu disse impaciente tentando passar pela senhora a minha frente.

- Não, não, não pode, seu pai está com visita não pode falar com você agora. - Disse ela. Revirei os olhos irritado.

- Quem está com meu pai Cecília? - Questionei. Mas antes que a mulher a minha frente abrisse a boca para responder, a porta da sala do meu pai se abriu e quem eu mais queria encontrar apareceu.

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