55° Um esconderijo.

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Henrique.

- Como assim não sabem onde ela está? - Exclamei abrindo a porta do escritório de Daniel.

Depois de me ligar dizendo que Augusto tinha levado Bianca para sei lá onde, eu só consegui reunir forças pra sair daquele lugar pela vontwnde de quebrar a cara do desgraçado do Augusto, oq ia diabos deu nele para mudar o plano desse jeito? E se pegaram eles? Eu só queria socar alguém!

- Calma, eu estava desconfiando desse cara e granpiei seu telefone, se ele ligar ou recebê alguma ligação vamos saber, e outra, meus homens estão tentando rastrear seu celular.

-E se Luiz Carlos pegou eles? O que a gente faz? - Exclamei exaltado.

- Henrique calma! Se desesperar não vai adiantar de nada! Senta na porra dessa cadeira e espera! - Exclamou Daniel. Respirei fundo e me sentei.

Alguns minutos depois o celular de Daniel tocou fazendo meus braços pularam novamente, ele atendeu a ligação e deu um suspiro de alívio.

- Você é um imbecil! - Exclamou ele. Não me conti e peguei o celular de sua mão.

- Onde está Bianca? - Questionei com um tom de voz severo que até eu me surpreendi.

- Henrique. - Suspirou Augusto. - Olha, você iria estragar tudo! Você mal sabia digirir o carro muito menos fugir do jeito que era necessário, eu tive que arriscar pela segurança de Bianca! - Disse ele.

- Foda - se! Você deveria ter seguido o plano! Agora me responde aonde esta a Bianca? - Declarei sem paciência espremendo o telefone em minhas mãos. Augusto demorou um tempo para responder, a sensação era de que havia deixado a linha na espera.

- Vou te mandar o endereço do hotel onde nos escondemos, achamos que o melhor é leva - lá para algum lugar que nenhum de nós conheça. - Disse Augusto.

- Ok. Eu tenho um lugar. - Declarei e desliguei a chamada.

- Você tem um lugar? Que lugar?- Perguntou Daniel sem entender nada.

- Augusto disse que estão escondidos em um hotel, que acha ideal que Bianca fique em algum lugar que ninguém conheça. - Eu disse.

- E você tem um lugar? Posso saber onde? Aquele apartamento mixuruca que não é.  - Disse Daniel com deboche.

- Eu tenho, e se eu te contar não seria um lugar que ninguém conhecesse. - Declarei e peguei meu celular quando recebi uma mensagem de Augusto com o endereço do Hotel.

- Eles estão na estrada, não é muito longe daqui. - Eu disse ja me virando para ir embora.

- Henrique, espera. - Chamou Daniel. - Quero que leve isso. - Disse e me entregou uma pequena caixa de madeira.

- O que é isso? - Questionei enquanto abria a caixa, me arrependendo logo depois.

- Eu não vou levar uma arma! - Exclamei.

- Cala a boca idiota! E você vai sim porque o cara que sequestrou Bianca é louco e papai me mataria se alguém matasse você. - Disse Daniel. Abri um leve sorriso.

- Está preocupado comigo irmão? - Questionei.

- Não! Só não quero passar o resto da minha vida preciosa escutando do nosso pai que eu fui o culpado por deixar seu filhinho morrer. - Disse revirando os olhos. Ainda achando graça eu aceitei a caixa.

- Só no caso de emergências. - Eu disse e Daniel assentiu. Sai de sua sala logo depois.

Entrei no carro e respirei fundo, por Bianca.

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