– Que filho da... – Meliodas me puxou de volta e ergueu o punho para Arthur. – Se afaste da minha namorada!
Eu arregalei os olhos na direção de Meliodas, Arthur também estava com os olhos arregalados, mas não mais do que os meus. Meliodas respirava fundo em minha frente e o seu punho ainda estava erguido como se ele estivesse disposto a socar o Arthur.
– Namorada? – Arthur repetiu com a voz um pouco esganiçada. – Elizabeth você havia me dito que nem tinha pretendentes, e agora já tem um namorado?
– Sim. – confirmou Meliodas. – Eu era, meio que um pretendente anônimo, mas isso não é da sua conta. O que consta aqui é: Elizabeth é minha namorada. Minha e não sua. – ele parecia um tanto ávido.
– Elizabeth...? – Arthur olhou para mim, tentando buscar alguma explicação. Meliodas abaixou o punho e deu uma risadinha baixa. Eu engoli em seco. Parecia mais que eu estava em um complô, a vontade que eu tinha era de meter a mão na cara do Meliodas e no Arthur. – Quer saber? – Arthur colocou os óculos escuros e ajeitou a armação sobre o rosto. – Eu vou embora daqui. – ele nos deu as costas e começou a caminhar levantando areia do chão.
– Qual é o seu problema? – ralhei com Meliodas que se assustou e virou-se para mim.
– Hm? – ele se fez de desentendido. – Fiz o que qualquer namorado sensato faria, resgatei minha namorada daquele predador insignificante. Você deveria me agradecer por ter feito isso.
Tentei não demonstrar a emoção por ouvi-lo falar “namorado” e tentei bancar uma de durona.
– Você me tira do sério! – exclamei.
Ele sorriu de lado.
– Eu queria era tirar sua roupa.
Ok, bancar uma de durona não funcionou com o Meliodas.
– Apenas – eu coloquei alguns fios do meu cabelo para de trás da orelha e olhei timidamente para Meliodas. – pare de brincar com coisas sérias.
– Brincar? – ele disse suavemente e estreitou os olhos. – Não estou brincando Elizabeth, e você sabe disso. Não venha com essa de “qual é o seu problema?” Não seja tão obtusa. Você sabe o que sente, mas, finge que não sente nada, para tentar não sentir. – ele cruzou os braços sobre o peito nu e me encarou friamente. – E adianta?
– Não estou fingindo nada. – dei de ombros. – Quando eu confessei para você no refeitório que eu realmente estava gostando de você, tudo o que você fez foi sair sem me dizer mais nada.
– Ah. Eu fiquei muito feliz por saber disso que fiquei sem reação. – ele se aproximou de mim e pegou em minha mão. Eu olhei para ele com o rosto rígido, ele ergueu minha mão levando-a até seus lábios e beijou meus dedos suavemente. Senti meu rosto rígido agora ficar rubro. O que diabos ele estava fazendo? – Eu gosto da pessoa que me torno quando estou com você, Elizabeth. Obrigado por isso. – ele piscou e soltou minha mão. – Quer dar um mergulho?
– Não. – disse trêmula.
– Eu vou. – ele deu um peteleco na minha testa. – Lembre-se que, eu estarei sempre por perto. – ele saiu correndo em direção ao mar. Eu o encarei quando o mesmo mergulhou. Fitei meus dedos da mão direita onde ele beijara e senti meu coração acelerar. É engraçado que, quando Meliodas está por perto, eu me sinto protegida. Por mais diferente que possamos ser, de alguma forma conseguimos nos entender um pouco. Juntos nós somos como imãs de energias opostas que... se atraem.
Voltei para junto dos outros e me joguei na toalha. King e Diane estavam correndo na beira do mar e Elaine ainda estava lendo seu livro de romance, mas assim que notou minha presença ela fechou o livro e veio até mim.
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Madness
RomancePor que as coisas não vão bem entre o mentiroso, você e a chorona, eu? Amor não é sobre as lágrimas infelizes que vão junto com ele, essas lágrimas apenas machucam e deixam meus olhos secos. Eu amo esse destino. Eu quero aceitar seus sentimentos que...
