– Você só vai sair daqui quando me responder. – alertou ele suavemente. – Você quer ou não quer transar comigo? – ele murmurou, para que ninguém ao nosso redor ouvisse.
– Olha a pergunta que você está fazendo! – murmurei. – Olha aonde a gente está. Aqui não é o lugar pra gente falar sobre isso. – ele me encarou por um tempo, até que desistiu e soltou o meu cotovelo. – Podemos conversar depois? – pedi.
Meliodas assumiu uma expressão impaciente.
– Tudo bem. – garantiu ele, forçando um sorriso. – Você que sabe. – ele fez o símbolo de paz e amor com os dedos e se afastou, girou nos calcanhares e seguiu para a sala dele. Eu passei as mãos no rosto, incrédula com essa situação toda. Olhei novamente para o outro lado do refeitório, mas a Christine não estava mais lá.
Fui para a sala com o coração batendo a mil. Elaine estava fazendo algumas anotações na sua agenda quando eu me sentei. O professor não tinha entrado ainda, alguns alunos estavam com grupinhos no canto da sala, outros conversando sentados em cima das mesas e com os pés nas cadeiras. Eu olhei para Elaine, ela parou de escrever na agenda e subiu o olhar para mim.
– Que carinha é essa?
– Você ficou sabendo?
– Sobre o ato heroico de Meliodas com a garota da sala dele? Fiquei.
Eu cobri a boca por um instante e inspirei fundo.
– Isso resultou em problemas pra vocês dois? – quis saber ela. – Porque um monte de garotas disse que ele fez respiração boca a boca na garota. Teve uma menina que disse que ia se afogar de propósito, só para ele fazer o mesmo com ela.
– Ah, que maravilha! Bem que Diane me alertou. – cocei os olhos.
– Contou pra Diane sobre o namoro?
– Contei. – umedeci os lábios. – Foi Ban que te ligou?
– Foi sim. – ela não entrou em detalhes e eu decidi não insistir. – Você está com essa cara aí por causa daquele lance de virgindade?
– Mais ou menos. – mantive minha voz calma. – Eu contei para o Meliodas que eu ainda sou virgem.
– E ele? – Elaine perguntou, completamente curiosa.
– Ele me pediu para eu ficar tranquila em relação a isso porque quando acontecer vai ser naturalmente. E que eu vou saber como reagir, o que eu duvido muito porque eu vou passar vergonha, já estou até vendo. – Elaine riu e eu bufei. – Ele também disse que eu posso confiar nele. Daí depois ele já estava até imaginando como iria ser a nossa noite.
– Olha Elizabeth, se ele disse pra você confiar nele, confie. Não precisa entrar em pânico a cada hora que pensar sobre isso.
– Ele me perguntou se eu queria ou não transar com ele.
– Ele perguntou? – Elaine sorriu. – Ele perguntou na cara dura?
– Pra você vê, né? – passei as mãos no cabelo e descansei os braços na mesa. – Ele perguntou e não teve vergonha nenhuma quando fez isso. Ao contrário de mim que fiquei um tremendo pimentão no meio do refeitório.
– Espera aí! – Elaine sacudiu a cabeça, tentando assimilar o que eu acabara de dizer. – Ele te perguntou se você queria transar com ele no meio do refeitório cheio de gente?
– Isso aí. – confirmei.
– Nossa. – ela sorriu de novo. – Seu recém namorado é completamente radical. – o professor entrou na sala com sua carranca, os alunos que estavam no canto da sala e os outros que estavam sentados em cima das mesas rapidamente se ajeitaram em seus lugares. Elaine girou na cadeira, também se ajeitando. – E o que você respondeu pra ele? – ela perguntou com um sussurro quase inaudível.
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Madness
RomancePor que as coisas não vão bem entre o mentiroso, você e a chorona, eu? Amor não é sobre as lágrimas infelizes que vão junto com ele, essas lágrimas apenas machucam e deixam meus olhos secos. Eu amo esse destino. Eu quero aceitar seus sentimentos que...
