Capítulo 15

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O caminho ate a casa dele é descontraído, começamos a conversar sobre assuntos nada específicos, coisas totalmente aleatórias, riamos vez ou outra e me encanto cada vez mais que vejo seu sorriso perfeito chegando ate os olhos. As coisas entre nós, apesar dos empecilhos, depois de finalmente resolver tentar de novo, parece que está mais natural e que não somos desconhecidos e sim duas pessoas saindo sem compromisso nenhum.

Depois de dez minutos chegamos no prédio. Não tinha reparado da ultima vez, no entanto a minha boca vai ao chão por ver a luxuosidade do lugar. Entramos e uma recepcionista vem logo nos receber.

- Senhor Baker, boa noite- Percebo os olhares que ela lança para ele e é nítido quais são as intenções da moça, reconheço pois são as mesmas que as minhas.

- Boa noite- Ele assume uma postura seria totalmente diferente de minutos atrás- Pede para subirem com o jantar, por favor- Ela assente- E qualquer ligação guarda o recado, não quero ser incomodado. 

- Claro, senhor.

- Obrigado.

Ele me guia até o elevador e aperta o botão para o ultimo andar. O elevador em si parece que e maior do que a minha sala. Assim que para a porta abre em um corredor imenso, de frente para uma porta dourada, em estilo rustico. Fico encarando o espaço pela sua grandiosidade.

- Está tudo bem?- Ele pergunta me tirando do transe, colocando a mão em minha cintura seguindo em direção a porta.

- Está, você mora aqui sozinho?- Pergunto.

- Sim, eu comprei esse andar em menos de um ano, desde então, considero esse espaço como casa- Responde despreocupado abrindo a porta.

- O andar todo?- Ele assente- Você não acha demais para uma pessoa só?

- Acho, mas eu nunca paro em um  lugar só, então para mim e normal.

- Entendo.

Entro em sua casa e toda a decoração é em tons claros contrastando com escuros, decoração tipica de um homem solteiro. Seu cheiro está em toda parte me inebriando por completo. Sinto suas mãos pousarem em meus ombros e logo começar a tirar o sobretudo, me viro para ele e vejo um leve sorriso, sem tirar os olhos dos meus ele continua a descer a peça, jogando-a em algum canto. Ele se aproxima e cola seus lábios aos meus sem a menor pressa, curtindo o momento. Coloco as minhas mãos em seu pescoço aprofundando mais o beijo. Escutamos a campainha tocar e ele vai atender.

O jantar chega e o cheiro de comida italiana irradia o lugar por completo, fazendo a minha boca salivar e o meu estomago dar sinal de vida. Caminhamos até a sala de jantar que a mesma já está com tudo posto, nos sentamos e começamos a comer. 

O sabor da comida me faz soltar, inevitavelmente, leves gemidos. Olho para ele e vejo que seu olhar estão presos em mim, com as pupilas dilatadas. 

De repente o ar ficou denso e pesado, como se ele não estivesse conseguindo mais se segurar, ele se levanta e caminha ate mim sem tirar seus olhos dos meus. Por um instante sinto o ar parar na minha garganta. Ele estende as mãos para mim e sem pensar duas vezes eu as pego. Sem me dar tempo de um raciocínio logico ele pega a minha cintura me colocando na beirada da mesa e avança nos meus lábios.

Como reflexo entrelaço as minhas pernas em sua cintura fazendo o meu vestido subir um pouco. Começo a desfazer os botoes de sua camisa e sinto o zíper do meu vestido descer. Eddie  trilha o caminho dos meus tornozelos ate a minha coxa dando um leve aperto interiormente nela, me causando arrepios por todo o corpo. Suas mãos levanta ainda mais o meu vestido, seus beijos descem para o meu pescoço na medida em que o tecido vai deixando de cobri-los. Jogo a sua camisa para qualquer canto. Por um instante sinto os músculos de seu corpo todo enrijecer, quando telefone residencial toca.

- Preciso atender- Sussurra entre os nossos lábios com a respiração irregular.

Ele se afasta me deixando a bela visão de suas costas largas e os cabelos bagunçados. Respiro fundo tentando recobrar um pouco da sanidade quando escuto ele alterar um pouco o tom de voz, o mesmo tom em que ouvi durante a assembleia inteira.

   - E ele quem está falando- Fica tudo calado por um momento

   - Preparem tudo para a saída, quero os melhores soldados disponíveis, quero o Robinson e Dinglle comigo. Em dez minutos eu chego.

   - Só faz o que eu estou mandando- Ruge.

Observo ele colocar o telefone novamente no lugar, caminhando pesadamente. Sua expressão se torna tensa, seria como se ele fosse capaz de ferir qualquer pessoa que estiver em sua frente. Ele chaga até mim passando as mãos no cabelo desesperadamente.

- Isso aqui vai ter que esperar- Não protesto, apenas concordo.

- Tudo bem- É a segunda vez no dia em que fico com tesão acumulado? Sim, mas percebo que é assunto profissional e não protesto.

Ele me ajuda a fechar o vestido novamente e a cada movimento sinto sua respiração pesada sobre o meu pescoço. Acabo de me arrumar e sigo até a saída.

- Eu chamo um táxi para você.

- Não precisa, eu mesmo chamo- Deposito um beijo em seu rosto- Tchau- Sorrio e vou em direção ao elevador.

Não fico nervosa ou puta por mais uma vez o nosso momento ser interrompido, pelas suas expressões sei que algo serio aconteceu e eu não tenho o direito de interromper isso. Mas a cada momento nosso que é quebrado, sinto como se nada entre nós fosse dar certo, parece que tudo está conspirando contra qualquer coisa que rolar entre nós.

Não deixo de ficar curiosa pelo o que se trata a ligação, no entanto vou o caminho todo para casa fazendo as minhas especulações, eu não deveria estar me preocupando com o que ele está fazendo, ou como ele vai agir de cabeça quente igual ele estava quando sai, mas eu estou, e não deixo de ficar preocupada com a situação.

Chego em casa e vejo todos sentados no sofá conversando e vendo algo na TV. Bato a porta e os olhares de Julia, Richard e Sabrina pousam em mim.

- Chegou cedo meu amor- Ele vê algo na tela do celular- Não são nem onze da noite.

- Eu sei- Falo me jogando entre eles- Aconteceu alguma coisa que ele teve que ir.

Respiro fundo e levanto rapidamente indo para o banheiro.

- Onde você vai?- Ele pergunta.

- Preciso de um banho frio- Comento e ele começa a rir.

- Sofia- Julia vem atras de mim- Sabe se aconteceu alguma coisa?- Olho para ela sem entender e ela continua- Allex estava aqui e teve que ir embora correndo depois de uma ligação.

- Não sei o que aconteceu Eddie fez a mesma coisa.

- Espero que eles estejam bem.

- Eu também- Respondo

Fico deitada no meu quarto pensando em como as coisas estão caminhando na minha vida desde que ele apareceu. De fato ele me faz sentir coisas que eu não sinto a anos, mas parece que nada vai dar certo, sempre tem algo ou alguém para atrapalhar, não que eu esteja esperando algo serio, ou coisa do tipo, longe disso, mas eu gosto do tempo em que passamos junto e por eles sempre serem interrompidos me faz duvidar se era para um dia a gente ter se conhecido.  



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