Marine
Logo após Dan e eu beijar, fui para casa.
Se você acha que eu não parei de pensar naquele beijo quando cheguei em casa, está totalmente errado.
Não foi só quando cheguei a casa. Eu não dormi por causa disto.
Cada vez que eu vi meus pais no dia que sucedeu ao do beijo eu pensava: eles devem saber o que eu fiz. Pensava cada vez mais no próximo domingo, em que iria me confessar na igreja pela primeira vez. Acho que agora eu tenho algo a dizer ao padre.
Pensava cada vez mais em quando fosse morar em Lywinn, e o quão difícil seria.
E Dan.
Cada vez que pensava em alguma coisa que me afligia, pensava em Dan e, por um instante passava. Mas logo após vinha um pensamento negativo sobre ele, que ele está mentindo, que ele vai me esquecer quando eu morar em outro lugar, que foi pago por meus pais para estes me fazerem permanecer aqui na aldeia, e tantas, tantas outras coisas. Minha cabeça estava explodindo.
Mas toda manhã ou tarde eu via ele desde que tinha quatro anos (mas naquela época ele tinha aulas comigo e ele também não sabia nada das matérias, como eu) e aquele dia após o ocorrido não foi diferente.
Ele chegou até em casa e, logo após minha mãe sair da sala, ele chegou sorrateiramente ao meu lado e me beijou na bochecha.
- Que tal nós estudarmos lá fora hoje? - propõe e eu aceito prontamente, pois gosto de estar ao ar livre.
Pego meus materiais de aula e os coloco num saco, coloco nas minhas costas e vamos caminhando até um campo sossegado, onde há um lago e umas árvores.
Assim que nos sentamos lá, me acomodo no seu ombro e ele pega seu livro didático. Acho que poderia ficar assim para sempre.
Ele me explica a matéria e depois, quando a aula está por terminada, resolvo perguntar:
- Por que agora Dan? Tanto tempo antes e somente agora! Por quê?
- Marin, nós somos muito crianças. E então, a pouco tempo, me dei por conta de que você irá partir, sabendo que eu gosto de você ou não e, se bem lhe conheço, talvez nunca mais voltar. Então, decidi contar para você antes que seja mais tarde ainda e o fiz. Nos últimos "segundos". Eu sei, é covardia, mas o que faria? Você só tem dezesseis anos! E eu já sou considerado adulto, então, levando as circunstâncias de que talvez nunca mais visse você, resolvi arriscar minha última carta. Isso é egoísta? Sim, eu sei que é. - ele olha para o céu do meio dia com raiva de tudo, mas de nada. Eu aceito sua explicação.
Sim, nós dois sabemos que eu irei partir, e mesmo que eu fique em Lywinn por alguns meses, meses são muito tempo. Eu posso conhecer outro alguém ou posso mudar ao ponto de que ele não me reconheça.
Ele continua: - Mas se você partir e nunca mais voltar, entenderei, eu só quero que você seja feliz.
Olho bem para os seus olhos e, sem querer choro em seu colo pela segunda vez nessa semana.
- Eu te amo, Dan. Eu sinto isso aqui. - toco meu coração - Mas não suporto lugar, esta aldeia. Esse lugar me faz pensar em outros, nos quais eu nunca conheci. A nossa aldeia, Mer, nunca me faz ter pensamentos positivos. Sempre parece que tem algo a mais, uma questão em aberto. Como é os outros lugares, Dan? Você nunca me conta realmente. E mesmo que contasse, eu quero ver, sentir. Se nosso amor é tão real como pensamos aqui, juntos, irei partir, mas voltarei. Se não retornar... - começo a soluçar. Ele me abraça. É uma escolha difícil para uma garota decidir aos dezesseis anos.
É muitas coisas para uma pessoa processar.
É muita oportunidade para eu simplesmente desperdiçar.
É somente a minha vida inteira a decidir.
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Save Yourself
Ficción GeneralGwen está presa em seu quarto há semanas. Tudo começou com a morte de seu irmão, Michel, notícia na qual ela desconhece. Marine é uma garota Amish. Entre os dezesseis e dezoito anos, ela pode fazer o que quiser e seus pais não podem julgá-la, muito...