Marine
Hoje é o dia de meu aniversário. Não é todos os dias que se faz dezesseis anos.
Não é todos os dias em que você despede-se dos seus pais para talvez sempre.
Pela primeira e única vez é permitido em nossa família fazer uma festa. Logo depois da missa de hoje, terá um jantar um pouco mais sofisticado.
E a missa acabou de terminar.
Estamos caminhando, eu, meus pais, Dan e seu pai.
Não é algo estranho nossas famílias andarem junto, principalmente depois da missa. Mas hoje, eu não consigo olhar para os adultos, pois parece que está em minha testa "olhem, eu beijei Daniel e mesmo fazendo algo errado, eu não vou ficar aqui e casar com ele".
Estou assustada. Estou com medo. E estou muito, mas muito nervosa.O jantar é basicamente cordeiro e purê de batatas. Ele se passa em silêncio, como de rotina na aldeia Amish de Mer. Depois de minha mãe se retirar para lavar as louças e os pais sentaram-se no sofá para fumar, recebemos permissão para terminar de arrumar a minha mala.
Dan e eu nos encaminhamos para meu quarto, chegando lá, olho para trás e percebo: ele está chorando.
E pela primeira vez, eu vejo alguém fazer isso além de mim.
E é a primeira vez que sinto algo em meu peito, algo sufocante.
Dor.
Fecho a porta e corro para seus braços. Dan está soluçando deitamos em minha cama, está caindo lágrimas igualmente em meus olhos.
- Eu vou sentir tanto sua falta... -ele soluça, abraço-o mais forte.
- Eu também, meu querido, oh, eu te quero tanto, quero tanto voltar para você... mas, para voltar, primeiramente, eu preciso partir, entende? - Respondo, o mais calmamente que eu posso.
Passamos minutos assim, abraçados, deitados e chorando um com os olhos do outro.
Mas a vida passa correndo. O que me pareceu minutos, foram quase duas horas.
Corremos para arrumar minhas coisas. Coisas que eu não faço a mínima ideia se me fazem adequar a mais de cento e cinquenta anos após da moda em que eu uso.
Minhas saias e espartilhos, sapatos de cardaços e blusas de renda parecem tão cinzentos e desbotados para um mundo tão pintado para mim. Mas estas são as roupas que eu tenho, as que uso e preciso para enfrentar o frio e o calor.
E mesmo com uma tarefa tão pesada como essa, levar as coisas que talvez precise para toda uma vida, eu e Dan não conseguiamos nos olhar sem uma lágrima escorrer por nossas faces.
E foi assim até quando a porta da saída se fechou entre nós dois, sem que percebessemos que era a última vez em que nós iriamos nos ver.
E quando ele saiu para fora, isso doeu, doeu tanto que parecia que eu ia explodir....
Oi!
É pa vê ou pa cumê?
É pa çoca mesmo.
Aaaa não aguento isso mais isso na minha cabeça aaaSe você está gostando de Save Yourself, deixa uma estrelinha, por favor.
Eu estou amando escrever. Mas, nessas últimas semanas as coisas tem sido um pouco corridas, então, talvez, eu demore um tempo para escrever, mas acho que vai tudo permanecer no mesmo ritmo de postagens, um, dois capítulos semanais.
Muito, mas muito obrigado por ler Save Yourself ❤
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Save Yourself
General FictionGwen está presa em seu quarto há semanas. Tudo começou com a morte de seu irmão, Michel, notícia na qual ela desconhece. Marine é uma garota Amish. Entre os dezesseis e dezoito anos, ela pode fazer o que quiser e seus pais não podem julgá-la, muito...