Capítulo 22 - como provar algo que você não fez?

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Gwen

Mais uma vez eu acordo para um dia perdido e inútil. Qual é a razão de viver se meu irmão não está vivendo aqui e qual é a razão d'Ele me deixar viva e saudável se eu não posso dar nem um passo para fora desse quarto?

Qual é o motivo desse castigo?

Cada vez que eu acordo aqui, mais convicção eu tenho de que meu irmão nunca mais voltará. Mas também que eu não o matei.

Eu sinto isso. Não me lembro de nada após deitar em minha cama e acordar presa. Eu só sinto em minha alma e dentro de meus ossos que não, eu nunca faria um horror desses.

Mas como ser solta e provar que não fiz?

Como viver em um cubículo, me alimentando, lendo, cantando, relembrando minha vida e dormindo sabendo que meu irmão nunca mais poderá fazer isso?

Como poderei, se eu for liberta novamente para o mundo, rever outras famílias, cada um com seus irmãos?

E se o homem que eu deixei o celular me ajudar chamando a polícia, o governo, o exército, ou pior, a Guarda, mais violenta, mais perigosa, e mais fiel (e infiel, pois quem paga mais é quem é seu amigo)? Logo, o que farei depois?

Acho que achei um ponto ao qual me firmar, além de meu querido – e falecido, tenho sempre que me recordar disso - irmão.

Se alguém me resgatar, o que farei depois?

...

Olar

Acho que as férias escolares mandaram minha mente fazer férias também e não to conseguindo escrever como antes (uma vez por semana) aaaaa

Sorry 😑

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