Hola nenes, vim rapidinho deixar um agradinho pra adoçar mais o sábado de vocês.
Bom final de semana, by the way. Aproveitem o capítulo! \o
...
Camila ergueu sua cabeça, terminando de servir a velha senhora com um breve sorriso, anotando com letra pouca legível e também com pouca atenção o que o menino de no máximo 12 anos, neto da simpática senhora, lhe pedia. O garoto mirou-a com curiosidade, beliscando suas panquecas com mel e bebendo sem muita vontade seu grande copo de suco de laranjas frescas. Camila também lhe sorriu, recebendo um sorriso em retorno, ouvindo o baixo agradecimento vindo dos lábios tão pequenos e rosados. Pediu licença e deixou a mesa, caminhando com passos lentos até o central balcão de pedidos. Repassou o pedido para o jovem Rodríguez, permitindo só então que seus olhos se deslizassem para o restante do salão.
O silêncio se fez constrangedor.
O piso de mármore imaculadamente limpo e branco pareceu sugar todo o calor de seu corpo. As paredes claras que nesta manhã combinavam com as centenas de toalhas e também com as centenas de rosas claras, ao invés de refletirem, pareciam lhe sugar todo o calor da alma. O tom de conversas antes baixo tornou-se quase inexistente, mordeu seus lábios agora pálidos, sentindo suas mãos trêmulas, enfiando-as no bolso ao mirar de relance o olhar de malícia e cobiça nos olhos das duas belas mulheres sentadas à mesa logo à frente de seus olhos.
Elas miravam Lauren e Ferrara, os quais haviam acabado de entrar no salão.
Com exceção do entediado garoto, Camila não pôde visualizar uma só pessoa que nem por alguns segundos fixou-se na figura daqueles dois que mais assemelhavam-se personificações de deuses gregos.
Camila engoliu a saliva, perguntando-se se a claridade do enorme e elegante salão provinha de um sol figurativo ou realmente real... Sentia frio, sentia medo e a agonia que lhe causava a imagem daqueles dois caminhando lado a lado a consumia com a força de um vendaval.
Sentiu o tempo apresentar-se lento, extremamente lento.
De imediato seus olhos cruzaram com os olhos de Ferrara.
A loucura, o amor e a ternura atingiram-na como um murro, forçando-a equilibrar-se sobre suas próprias pernas também trêmulas. Os olhos claros de Ferrara miraram-na de forma tão familiar que Camila obrigou-se a conter o soluço preso em sua garganta. Ele levava um terno claro, os cabelos louros ainda molhados, o rosto transparecendo o inferno vivido nas últimas horas...
Mas ainda assim, ainda assim Camila experimentou a velha sensação de sentir-se adorada e venerada como nenhuma outra mulher no mundo.
A palavra devoção lhe veio à mente e o frio que sentia apaziguou-se quando ele lhe sorriu fracamente, franzindo suas sobrancelhas, desejando-a e chamando-a com gritos tão silenciosos que chegavam a ser estridentes. Ele segurava sua pasta negra, aquela que Camila havia lhe presenteado em seu primeiro aniversário de casamento. Ela sabia que continha suas iniciais e a dele porque ela mesma havia mandando fazê-lo. Desviou seus olhos da pasta para ele, incapaz de libertá-lo de sua mirada, incapaz de abrir mão daquele sentimento tão terno que fluía daqueles olhos belos e saudosos para a sua alma tão obscura e ferida de morte. As saudades que sentiu chocaram-lhe e quase escaparam por seus olhos agora escuros pela dor. Sentiu as lágrimas queimando o seu coração.
Seus lábios tremeram e antes que uma cena se fizesse abaixou sua cabeça, quebrando aquele contado, mirando os sapatos gastos e baixos que levava nos pés.
Eles deveriam ter atrasado o retorno à Miami. Esperava que tivessem partido quando bateu seu cartão de ponto, apresentando-se tão silenciosa como uma mulher em sua situação poderia estar.
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Pleasure
FanfictionEra uma mulher, seu marido e sua bela amante... Eram inúmeros prazeres. Uma amante, duas mulheres, um único segredo. É possível negar o que os próprios olhos enxergam? E o que o coração sente? Os desejos, as traições, os instintos, as mentiras e as...
