KATARINA
VII
- Não! - Puxou Katarina de repente em desespero. - Me ajude a chegar até o banheiro.
(...)
S.O.S - Alice saindo pela porta do estacionamento. Parece ter algo errado com o bebê, corram!
Ps: Ricardo está sob controle.
- Kat.
Ela balançava- se de um lado para o outro na pequena sala de sua casa, pensando em Alice, claro. Sua amiga pareceu realmente desesperada enquanto corria para sair do café, ela partira ao socorro impedindo que Ricardo a alcançasse em nome do segredo que agora todas carregavam. A gravidez de Alice ainda era um segredo para o mundo e elas como amigas juraram protegê-la, e era isso que Katarina estava fazendo agora, de cabeça baixa ouvindo os resmungos dos seus pais.
- Obrigada, Ricardo, por trazer nossa filha de volta ao lar.
Ele desculpou- se pela milésima vez nos últimos minutos e Kat continuou com a cabeça abaixada, agradecendo por ele ainda estar na sua casa e não possivelmente pensando em correr até Alice. Ela esperava que tudo já estivesse bem e que o tempo que ela tomou tivesse sido o bastante, sentiu- se realmente tonta depois de balançar- se tanto no pequeno sofá mesmo com a "pequena" dose de álcool que ingerira, quilo fizera seus estômago revirar.
- Eu já estou indo. - Disse Ricardo - Fique bem, Kat.
Ele beijou o topo da sua cabeça e saiu com os pais da garota em direção a porta. Ela levantou os olhos assim que ele saiu e ergueu- se em um salto, não devia ter feito isso, sua cabeça girou.
- Querido, eu acho que nossa filha não está bêbada...
- Drogas? - gritou o pai.
A mãe da garota começou a choramingar.
- Eu estou bem! - Disse Kat impaciente. - Mãe e pai, vejam só, eu estava apenas fingindo estar bêbada.
A mãe levou as mãos ao alto.
- E ainda por cima está mentindo! O que está acontecendo com você?
- Foi para ajudar a Alice, eu juro que explico tudo depois.
- Depois? - perguntou o pai.
- Não! - a mãe de Katarina estava realmente chorando?
A garota sentou novamente no sofá da sala, precisava saber se a amiga estava bem mas como?
- Pai... me leva até a Alice, eu preciso saber se ela está bem.
Ele suspirou pesadamente. Kat sabia que pedir para ele seria uma boa ideia, ele virou para sua mãe e lhe deu um abraço.
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Penumbra
FantasyFomos caçados, mutilados e mortos. Os poucos de nós que sobreviveram ao massacre fugiram e se esconderam, uns continuaram em sua cidade recusando-se a fugir, outros simplesmente emigraram. Não mantivemos contato por muito tempo, tivemos uns cochicho...