cinquenta e três.

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Depois que Pietro me fez lavar e secar a louça, finalmente, eu me sento na frente do computador para começar a assistir o vídeo.

Fico aprestando a atenção nos detalhes do casamentos de Ali e Fred, vejo meu sobrinho no colo da minha mãe com apenas um aninho, vejo meus familiares, meu maior presente que a vida me deu, cada olhar que Fred dá para Ali, e vice versa,  deixo o vídeo rodando primeiro e eu vou marcando os momentos mais emocionantes, que me emocionam.

As lágrimas caem dos meu olhos, mas eu estou com um sorriso no rosto, sinto uma mão no meu ombro, e em seguida um beijo demorado em minha bochecha.

- Você está chorando?

Pietro diz, e dá um beijo demorado, perto do meu olho.

Ele puxa uma cadeira e se senta ao meu lado.

- Quer ver do começo?

Ele faz que sim, e então eu volto para o começo. O vídeo começa, e emoção vem a tona de novo, Pietro me abraça de lado, e deixa sua cabeça apoiada em meu ombro, sua mão faz carinho em minha barriga.

- Foi tão bonito o casamento - ele sussurra - meu deus, essa era você pequeninha?

Eu dou um sorrisinho - Sou.

- Você era uma fofa.

- Era?

Ele morde meu ombro - as vezes, ainda é - ele sorri - mas, as histórias que me contam sobre você, são as melhores.

- Ah é? 

- Sim, me contaram que você era uma casamenteira.

Olho para ele, que está olhando para mim.

- Isso é sigilo, ninguém pode saber.

Ele dá risada, mas ficamos em silêncio o resto do filme.

- Menininha chorona.

Ele diz se levantando, ele dá um beijo em cada lado do meu rosto, e depois passa os dedos para secar minhas lágrimas, abro um sorriso.

- Vem - ele me pega pela mão, me fazendo me levantar - vamos arrumar isso sentados no sofá.

Pietro começa  a edição do vídeo, recortando o vídeo, colocando música, e colocando fotos da nossa família, e da família que eles construíram.

- Vai ficar lindo.

Eu comento com Pietro.

- O casamento por si só, já é bonito, agora com essa homenagem do Fred para ela, vai ficar ainda mais.

Dou um sorriso, e deixo minha cabeça apoiada no ombro do Pietro, enquanto terminamos de arrumar os últimos detalhes, ele coloca para salvar.

- Agora só esperar, chorona.

- Não, sou não.

Digo resmungando, ele dá um sorriso.

- Agora, que nós acabamos vamos fazer o quê?

Dou uma olhada na hora, e sugiro.

- O que você acha de uma passeio no shopping.

Ele parece avaliar a minha proposta.

- Você vai aguentar só andar? E o principal, você não vai fazer compra.

- Não vou fazer compra - digo, resmungando - e eu aguento, o médico disse que é bom eu dar uma andada.

Eu ainda não tinha tirado o gesso, mas pelo o que meu médico me disse, que quando eu voltar, é provável que eu já tire o gesso. Vou comemorar muito.

- Pode ser então - ele me olha - quero provar aquele novo sorvete.

Sorvete?

- Que sorvete? - minha atenção se prende nele, e ele solta uma risada.

- Um que lanço ué.

Olho para ele indignada.

- Você não vai fazer isso comigo.

- Na verdade eu já fiz - ele pisca para mim, e volta a sua atenção para o computador - pronto, vamos testar.

- Vamos.

Eu digo alto, e ele resmunga.

Ele se levanta e conecta o pen drive na televisão, pega o controle, e se senta ao meu lado, e eu para provocar, me sento no seu colo.

- Amisha.

- Por favor.

Ele suspira, e liga o vídeo. O vídeo começa tranquilo, até que todas aquelas mensagens, e fotos que colocamos começa a ficar emocionante.

- Ficou lindo.

Digo, e dou um beijo na bochecha de Pietro, que sorri.

- Vou mandar para o Fred.

Eu não me solto, e tento me acalmar, deixo minha cabeça se apoiar em seu ombro, Pietro fica passando a mão em minhas costas. Ele olha para mim, e dá um sorriso.

- Você anda muito emotiva.

Ele comenta, eu levanto meu olhar,  e me deparo com ele me olhando.

- Deve ser TPM.

Eu aproximo meu rosto mais do dele, e deixo que nossos lábios se encostem devagar, ele dá um sorriso, morde meu lábio, e o chupa.

- Pietro.

Ele não me responde, só coloca a mão na minha cabeça, e passa uma braço em torno na minha cintura, me prendendo a ele, ele passa a língua pelos meus lábios, e eu os abro, e ele me beija. Eu envolvo minha mão em seus pescoço, e aproximo meu corpo mais perto do dele se é possível, nosso beijo é lento, calmo tranquilo, como uma conquista, como se nós estivéssemos se reconhecendo, reconhecendo nosso toque, mordo o lábio dele devagar, ele abre um sorriso durante o beijo, eu dou mais um selinho demorado em seus lábios.

Abro meus olhos devagar, e encosto minha testa com a dele.

- Isso foi.

- Isso foi.

Repito, o que ele falou, e ficamos assim por alguns minutos. Pietro, me abraça,  e eu dou mais um selinhos em seus lábios.

- Obrigado.

Ele diz, e eu não sei, o porque, ele diz isso, e nem quero saber.



Amor á segunda vistaOnde histórias criam vida. Descubra agora