Gabriele Baxter é uma garota bonita, sensível e extrovertida de 17 anos, que perdeu sua mãe Camile, uma mulher doce e amável depois de um terrível acidente de carro.
Desde que a sua mãe morreu a vida de Gabriele virou um verdadeiro inferno.
Marcos s...
Não sei quanto tempo se passou desde que cheguei em casa, mas eu estava no meu quarto, deitada na minha cama, lendo o meu livro favorito "Trono de Vidro" quando escuto alguém bater na porta do meu quarto.
- "Entre" - digo e vejo a porta do meu quarto se abrir e meu pai entra sorrindo, eu olho para ele e devolvo o sorriso.
- "Oi princesa, você está bem?" - meu pai diz se aproximando de mim e me dá um beijo na testa.
- "Eu estou bem papai!" - digo dando um beijo na sua bochecha.
- "Rebeca me disse que você está trancada no seu quarto desde que chegou da escola. Pensei que você estivesse doente. Aconteceu alguma coisa?" - ele pergunta me olhando atentamente.
- "Não pai, não aconteceu nada. Eu só cheguei cansada da escola e vim para o meu quarto tomar um banho, depois eu comecei a ler esse livro e acabei perdendo a noção do tempo."
Queria tanto falar da viagem pro meu pai, mas não sei como ele vai reagir. E se ele não deixar? Eu queria tanto ir.
Para Gabriele pensamento positivo, pensamento positivo! - repreendi a mim mesma mentalmente.
Respirei fundo, tomate coragem para falar com meu pai.
- "Pai, eu queria te pedir uma coisa!" - eu disse mordendo nervosamente o meu lábio inferior.
- "Pode pedir filha!" - ele disse docemente.
- "É que a escola está organizando um viagem para o fim de ano e...eu queria muito ir!" - digo o olhando..
- "E para onde é essa viagem?" - meu pai pergunta me olhando levantando uma sobrancelha.
- "Para a Romênia...mas precisamente na Transilvânia." - digo já sabendo como seria a sua reação.
- "O que? De jeito nenhum! Você não vai!" - ele disse começando a ficar nervoso.
- "Mas porque eu não posso ir?" - eu perguntei confusa.
- "Você ainda me pergunta? Você é muito nova para ir para o outro continente sozinha!" - ele se levanta da minha cama.
- "Eu não sou mais criança, pai! Daqui a um mês e meio vou fazer 18 anos e eu também não vou sozinha. Meus amigos da escola também vão e também vai ter alguns professores que vão como acompanhante." - eu insisti.
- "Você não vai!" - eu fiz sem dar brecha para discussão.
- "Por favor pai, me deixa ir!" - eu insisto novamente fazendo a carinha do gato de botas.
Vai que cola, né!
- "Eu já disse que não! E essa é a minha última palavra!" - diz sem dar brecha nenhuma para discussão.
- "Mas pai..." - ele me interrompe.
- "Gabriele não vou discutir mais sobre isso. O jantar vai ser servido em 30 minutos e é melhor você descer, caso o contrário, eu venho te buscar!" - ele diz antes de sair do meu quarto.
Sinto as lágrimas começarem a escorrer pelo meu rosto. Ele não deu nem chance a idéia da viagem, ele simplesmente disse não. Ele está me tratando como se eu fosse uma criança, não percebe que eu estou crescendo?
Droga! Isso é muito injusto!
Marcos pai de Gabriele
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