Capítulo 29

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Eu estava me sentindo um fragmento de outra pessoa, por que eu me lembrava de coisas muito dispersas de momentos que eu nunca vivi.

- "Aonde nós vamos?" - perguntei com seriedade. O breve momento de trégua se dissipou.

- "Visitar suas amigas, Gabriele." - ele respondeu.

Parei Genebra de forma de uma maneira um pouco incorreta, ela bufou e depois relinchou.

- "Gabriele, você deve acalma-la, acho que..."

Genebra começou a correr e eu gritei ao ver o perigo que eu estava correndo. O caminho de ida e volta para o castelo era plano e sem pedras, o caminho por onde Genebra estava indo era cheio de buracos e pedras, e era a beira de um barranco.

- "Vlad! Vlad!" - eu gritei aterrorizada segurando a vontade de chorar por causa do medo.

Já não consigo pensar com clareza... E se esse for um plano para me matar? Ou me perder? Foi ele que assustou a égua?

É assim que a minha vida vai terminar?

Eu senti que estava escorregando de cima da égua, gritei de medo quando ela saltou e eu já não tinha mais força para segurar as rédeas.

A égua relinchou ao sair em disparada e gritei ao bater com força em uma árvore. Rolei algumas vezes morro a baixo, até que senti uma dor enorme nas costas. E comecei a chorar.

Minha cabeça doía demais, escutei alguém chamando o meu nome com desespero, sorri ao pensar que fosse o Vlad. Preocupado comigo.

Devia ser meu pai ou as meninas... não me importava que fosse um deles e me levasse com eles para um lugar melhor!

Gritei alto ao sentir que me moviam, o meu corpo inteiro doía.

- "Gabriele, por favor olha pra mim!" - escutava vagamente um eco em cada palavra que confundia mais a minha mente.

- "P-papai." - sussurrei quase rompendo em choro por causa da dor e ao vê-lo de novo. Não me importava saber como ele me encontrou.

- "Sim querida. Se mantém acordada." - ele soava desesperado, mas porque?

Oh claro!...eu havia caído do cavalo. Eu solucei ao ser movida outra vez.

- "Tenho que te levar até o povoado, mas ainda está muito longe." - sussurrou desesperado. - "Querida... não, não feche os olhos. Gabriele olha pra mim!"

- "Eu só... quero descansar idiota." - disse fechando os olhos. - "Só um segundo..."

Me deu muito sono, não conseguia manter os olhos abertos. Em poucos minutos a dor diminuiu assim como as súplicas do meu pai.

Soava como se fosse Vlad falando...

Meu peito doía ao saber que esse era seu plano, me assassinar nessa densa vegetação da Transilvânia. Lucy parecia chorar por ele. Mas porque se ele sempre foi um monstro? Ela que havia dado tudo por Vlad e acaba com sua alma outra vez.

Abri meus olhos de novo e estava com meu pai ele estava me olhando fixamente.

- "Sinto muito." - disse com a pouca voz que tinha.

Lamentava ter escolhido vim para a Transilvânia e não ter ficado com minha pai, minha madrasta e meus irmãos.

E fechei os olhos outra vez...

Reencarnada (Completa)Onde histórias criam vida. Descubra agora