Capítulo 21

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Quando cheguei na Transilvânia eu tinha ideia de conhecer o castelo do Conde Drácula, e talvez descobrir algo que normalmente não é qualquer pessoa que te diria.

Em parte eu tinha razão, ninguém havia me dito isso. Talvez se eu não houvesse livro O Livro de Bram Stoker eu nunca iria querer saber sobre sanguinário do personagem, o que não esperava que esse sanguinário personagem é real e... mais sanguinário que eu tinha imaginado.

- " Que bom que acordou Gabriele!" - escutei a sua voz.

Sentia que meus tornozelos e pulsos estavam amarrados, mas não abri os olhos, havia um certo odor de umidade e me perguntei se tudo o que aconteceu foi um sonho.

Eu sendo chamada de Lucy não me surpreendo de ter mudado de nome porque não é a primeira vez e logo... apareceram Mina Marks e duas crianças estranhas para mim.

- "Abra os olhos!" - ele gritou me assustando.

Não me restou nada além de obedecer. Estava suficientemente escuro, o lugar espantoso e eu sabia o que era. Era um calabouço.

- "Não gosto de te ter assim!" - ele murmurou acariciando minha bochecha.

Minha respiração se acelerou por causa do medo e a. ira começou acrescer dentro de mim. Eu o detestava, o odiava, mas eu não encontrei ainda uma maneira não tão estúpida para escapar.

- "Você poderia me soltar me deixar ir embora e você não precisaria mais me ver de forma nenhuma." - sussurrei. Estava com sede, muita sede e minha boca estava seca.

Ele começou a rir. Era um monstro, um maldito. Mina havia morrido por ele e era ele que devia ter morrido. Ele é um demônio!

- "Pequena, eu te disse que você é minha." - disse com dureza. - "Eu preferia Mina, minha amada Mina...mas aqui está você. Uma bolsa de sangue especialmente para mim."

- "Eu sou uma pessoa!" - gritei ofendida. - "Me mata, acaba comigo, tira todo o meu sangue... Você já tem o seu castigo"

- "E atender seu pedido? Te matarei da maneira mais dolorosa possível e vou drenar você dia após dia... Você vai agonizar até que não exista mais." - apertou a minha bochecha e me obrigou a olha-lo e depois solta a sua mão com brutalidade do meu rosto.

- "Maldito bastardo!" - sussurrei.

- "Se você se comportar te darei de comer e beber." - murmurou. Ele parecia se desfrutar da minha dor, minha tristeza e ira.

Ele era obscuro. Posso passar dias falando das coisas ruins sobre ele, agora teria muito mais tempo para pensar muito mais, se é que eu já não tenha escapa do daqui.

Não o respondi eu estava com fome e sede.

Os segundos se passaram e ele sorriu.

- "Vai se comportar?" -  ele perguntou.

- "Sim!" - sussurrei.

O que podia fazer?

Estava presa, eu preferia que pensasse que eu estava devastada e derrotada, que não tentaria fugir, envelheceria e morreria sem lutar. Era isso que ele tinha que pensar, ele a batalha já tinha sido ganha.

Surpreendentemente ele me soltou, foi difícil ficar em pé e os meus braços doíam, por ter sido amarrada por um longo tempo.

Eu não entendo qual é o problema dele.

Reencarnada (Completa)Onde histórias criam vida. Descubra agora