Gabriele Baxter é uma garota bonita, sensível e extrovertida de 17 anos, que perdeu sua mãe Camile, uma mulher doce e amável depois de um terrível acidente de carro.
Desde que a sua mãe morreu a vida de Gabriele virou um verdadeiro inferno.
Marcos s...
Se passaram meia hora desde que meu pai saiu do quarto e eu tenho que descer para jantar. Pra falar a verdade, eu não tenho a mínima vontade de descer e ter que olhar para a cara da minha madrasta e nem a do meu pai.
Mas sei que se eu não descesse, conhecendo o meu pai como eu conheço, ele subiria e me levaria para a sala de jantar contra a minha vontade.
Ainda estou um pouco chateada com o meu pai, ele foi tão injusto comigo e nem ao menos se deu uma oportunidade para pensar sobre o assunto. Ele me trata como se eu ainda fosse uma criança e não demonstra que confia em mim.
Quando chego na sala de jantar, vejo que todos já estão sentados nos seus lugares. Olho na direção do meu pai com raiva, não faço questão de esconder a minha chateação. Me sento em meu lugar, coloco à comida no meu prato e começo a comet em silêncio.
- "Gabriele!" - meu pai me chama e eu olho para ele com má vontade. - "Rebecca e eu conversamos sobre a sua viagem, e ela me fez perceber que eu estava sendo muito injusto com você. É difícil pra mim, mas percebo que você cresceu e já não é mais a minha garotinha. Então decidimos deixar você ir nessa viagem."
O quê é sério isso? Quem é você e o que você fez com o meu pai?
- "É sério isso?" - perguntei animada.
- "Sim é sério! Mas você vai com uma condição." - meu pai diz me olhando.
- "Qual?" - eu olho pra ele sorrindo.
- "Você vai se cuidar e terá que me ligar todas as noites. Eu preciso ter certeza de que você está bem." ele diz e eu sorrindo. Eu me levanto da cadeira e dou um abraço no meu pai. - "É tão difícil admitir que você está crescendo, mas saiba que pra mim, você sempre será minha garotinha. Eu te amo tanto, minha princesa."
- "Obrigado papai, eu também te amo muito!" - digo sorrindo e me separo dele.
- "De nada princesa. Mas você também precisa agradecer a Rebeca, foi ela quem me fez repensar as coisas e me convenceu a te deixar ir a essa viagem." - ele diz e eu me viro para Rebeca para agradeçê-la.
- "Obrigado Rebeca." - digo olhando pra ela.
- "De nada, queroda!" - Rebecca diz me dando o seu famoso sorriso falso.
É sério, o que meu pai vê nessa mulher? Eu tenho a absoluta certeza de que ela não fez isso pra me ajudar, ela fez por ela mesma. Fez isso pra se fez isso para se ver livre de mim por pelo menos por duas semanas.
- "E aproveitando que estão todos aqui reunidos e felizes, eu tenho uma ótima notícia para dar a todos." - ela disse olhando de forma debochada para mim.
- "O que é querida?" - meu pai pergunta olhando para ela.
- "Bom, a novidade é que daqui há alguns meses, nossa família vai receber mais um membro." - ela diz passando a mão na barriga. - "Estou grávida!"
- "Mas isso é ótimo!" - meu pai diz se levantando para abraçá- la.
PUTA QUE PARIU!
Por essa eu não esperava!
Olho para os meus irmão e vejo eles se levantarem correndo para se unir ao abraço entre meu pai e Rebecca. Os dois ficaram feliz com a notícia de que vão ganhar um novo irmãozinho. E eu? Eu estava chocada!
- "Não gostou da notícia Gabriele?" - Rebecca disse me olhando de um jeito debochado.
- "Ah! Claro, só estou um pouco... surpresa."
Depois desse choque(pelo menos pra mim), todos voltamos a comer. Depois do jantar recolhi a louça suja da mesa e vou para a cozinha lavar a louça.
Mas como alegria e a paz de pobre dura pouco, a cobra da minha madrasta, entra na cozinha para encher a minha paciência.
- "Oh pirralha, não vai achando que eu convenci o seu pai a te deixar ir viajar, pra te ajudar não. Eu fiz pra me ajudar a ficar livre de você, pelo menos por uns dias." - ela disse destilando o seu veneno.
Gabriele: "Você acha que eu não sei? Só o meu pai acredita nesse papel ridículo de que você é uma mulher doce, compreensiva e que só quer a união da família. A boa samaritana. Mas eu sei a cobra que você é. Mas eu tenho que te agradecer, Rebecca." - digo olhando para ela e vejo a confusão aparecer em seus olhos. - "Mesmo você ter agido por egoísmo, você acabou ajudando. Você não tem ideia do quanto estou feliz por não ter que olhar para sua cara feia por duas semanas." - eu sorrio ao ver a raiva aparecer em seus olhos.
Rebecca se aproxima de mim rapidamente e segura o meu braço com força. Mas em nenhum momento me abalo, o meu sorriso continua intacto.
- "Escuta aqui garota." - ela me olha de forma ameaçadora. - "Eu só não convenço o seu pai a não deixar você ir mais nessa viagem, por que o castigo seria pra mim, mas quando você voltar pra casa. Você me aguarde, vou fazer da sua vida um inferno!"
- "Estou morrendo de medo cascavel!" - digo sem desviar os olhos dela enquanto solto o meu braço bruscamente.
- "Mas você deveria ter, não estou pra brincadeira. Você não sabe do que eu sou capaz."
- "Eu imagino." - olho fixamente pra ela. "Mas digo novamente, não tenho medo de você! Agora pode sair da cozinha, tenho coisas melhores para fazer do que perder o meu tempo discutindo com você."
- "Olha como você fala comigo garota! Eu vou sair porque eu quero é não porque você pediu." - ela disse e ela ia sair da cozinha, mas eu a chamei.
- "Rebeca!" - ela parou de andar e olhou pra mim. - "Limpa a boca, tem veneno escorrendo." - digo e ela me lançou um olhar de raiva e saiu da cozinha fervendo.
Volto a lavar a louça sujo com um enorme sorriso no rosto.
Ainda não acredito que meu pai deixou eu ir para a Transilvânia. Estou tão feliz que nem a cobra da Rebecca destilando o seu veneno, vai conseguir tirar a minha felicidade...
Rebeca; madrasta de Gabriele
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.