A manhã se passou rápido, eu não havia tomado café da manhã, por isso na hora do almoço eu comi uma grande porção de lasanha.
Eu já disse que eu amo comida italiana?
- "... pronta?" - eu levantei o olhar do meu prato e não ter que Vlad estava falando comigo a alguns segundos.
Neguei umas duas vezes com a cabeça.
- "Eu não te escutei, sinto muito."
- "Eu disse que vamos sair daqui a pouco e perguntei se você está pronta?" - ele perguntou de novo.i
Oh sim, a estúpida viagem para Paris. Quem não queria ir? Só um tonto... é claro.
Não sei quando eu explodiria, havia alguns momentos que eu sentia que gostava de todos... Camilla era agradável, ela se metia em tudo e isso me fazia lembrar de Larissa, uma das minhas melhores amigas, Larissa é a garota mais sociável e sabe muito sobre tudo. Não se mete em problemas e sempre tira boas notas.
Eu poderia voltar?
Minhas esperanças estava indo embora dia após dia, o castelo era deprimente para dizer a verdade. Seria muito bom se algumas coisas desse lugar mudasse.
- "Gabriele." - ele novamente falou comigo.
- "Eu estarei pronta dentro de alguns minutos." - eu disse me levantando da cadeira.
Eu subo até o terceiro andar, entro no meu quarto e olhei para as duas malas que estava num canto.
Eram duas malas grandes, de cor preta e com coisas que eu nem sequer escolhi, minha bolsa de lado estava em cima de uma dessas malas.
Caminhei até as malas, peguei minha bolsa e notei duas coisas meu celular não estava e havia um cartão de crédito dourado.
Não entendia muito que dizia, estava em francês eu tive aulas de francês na escola e eu não era muito boa nesse idioma, estava com meu nome e eu não conhecia o banco. Quem fez isso? Vlad? Stephany? Camilla? Azlin? Alec?
Meu Deus, eu não sabia em quem com eu ainda podia confiar, mesmo que Camilla estivesse ganhando a minha confiança, tinha medo de que...
- "Olá de novo Gabriele!"
Eu levei um susto, eu conhecia essa voz...ela me dava calafrios.
- "André..." - eu sussurrei me virando lentamente e arregalados os olhos.
- "Oi Gabriele, mas que linda pulseira!" - ele comentou sorrindo se aproximando de mim, cada passo que eu dava para trás, ele dava um para frente... até que eu terminei sentada em uma cadeira.
- "Eu não tenho nenhuma pulseira." - eu sussurrei lentamente. - "Azlin! Vlad!" - eu gritei com todas as minhas forças.
O que foi um erro.
Novamente ele me segurava pelo pescoço como da última vez na biblioteca, me impedindo de conseguir respirar e fazendo eu me sentir vulnerável.
- "Eles não te escutam Gabriele..." - André disse rindo e soltando o meu pescoço. Cai da cadeira e comecei a tossir enquanto tocava o meu pescoço. - "Mas olha, uma pulseira." - disse dramaticamente me mostrando uma pulseira que estava em sua mão. - "É um presente. Você gostou? Você pode achar que eu sou o vilão...mas posso ser seu amigo, você não tem que estar junto com Drácula." - ele sorriu, mas ainda assim me dava calafrios e não me transmitia nenhum tipo de paz, nem vontade de confiar nele.
Por alguma razão eu achava ele ainda pior do que Vlad, mesmo que fossem inimigos por razões que eu desconhecia, eu acredito que Vlad tem os seus motivos para ser assim. Estúpido, não?
Ele me mantinha aqui nesse castelo contra a minha vontade, e ele havia me tratado mal...mas entendia um pouco. A dor fazia ele ser ou fazer essas coisas ruins. Meu pai quando a minha avó morreu, se fechou o que acabou levando ele e a Rebeca brigarem muito e chegaram até em pensar em divórcio, demorou um pouco mas com muito esforço deles acabaram acabaram se reconciliando.
- "O que aconteceu entre você e Vlad?"- eu perguntei confusa. - "Porque..."
Eu me calei quando percebi que ele estava rindo do que eu estava falando.
- "Essa coisa vai tornar tudo mais simples." - ele falou mostrando a pulseira. - "Se divirta Gabriele." - ele disse e desapareceu.
As cortinas estavam fechadas, tudo estava em silêncio como se André nunca houvesse estado aqui. Eu nem sequer estava sentindo a dor no meu pescoço.
Mas...
A pulseira estava no meu pulso, eu sentia minhas cabeça um pouco pesada e estava um pouco tonta.
Caminhei até a porta e sai com a ideia de dizer a Vlad ou Azlin que André havia aparecido novamente, suponho que foi uma ilusão quando André havia dito que nem Vlad e nem Azlin podia me ouvir quando eu gritei.
Eu nem consegui chegar nas escadas quando eu cai no chão.
"Não pode fugir do seu destino... Você ama Vlad? Daria a sua vida pela dele?"
Toquei a minha cabeça que começou a doer no momento que eu comecei a ouvir essas vozes. Era só o que me faltava, ficar louca...
"Você é Gabriele...Não Lucy... Só Gabriele.
"Por acaso, você se importa com Vlad? De verdade?"
"Usa ele, se entrega a ele...odeie ele. Depois acabe com ele."
"E nós...te deixaremos em paz."
- "AHHHHH!" - eu gritei com força.
Minha cabeça doía, nunca havia sentido tanta dor como agora, eu desejaria essa dor nem para o meu pior inimigo.
As vozes na minha cabeça, repetiam uma ou outra vez, eu não sabia que idiomas eram, gritos que diziam o meu nome, sussurros e uma reviravolta no estômago.
O que André fez comigo?
Eu devia falar isso para Vlad ou Azlin o mais rápido possível.
A dor na minha cabeça estava ainda pior, fechei meus olhos com força e aí...eu acabei deixando a escuridão me consumir...
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Reencarnada (Completa)
VampiriGabriele Baxter é uma garota bonita, sensível e extrovertida de 17 anos, que perdeu sua mãe Camile, uma mulher doce e amável depois de um terrível acidente de carro. Desde que a sua mãe morreu a vida de Gabriele virou um verdadeiro inferno. Marcos s...
