O que foi que aconteceu?
Movi minha cabeça e senti uma dor no meu pescoço, abri os olhos mas isso não fez diferença já que ainda não via nada; só estava escuridão.
Logo um clarão fez com que fechasse os olhos e me queixasse.
- "Enfim está acordada, menina." - Yahanna falou. - "Talvez tenhamos uns trinta minutos. Antes que o meu irmão ou André nos encontre aqui."
Movi minha cabeça novamente, pisquei até me acostumar com a claridade e movi minhas pernas ao notar que estou em um móvel vagamente familiar...
A Casa de Yahanna.
Quanto tempo eu estive inconsciente e como havia chegado em Nova Orleans?
- "O quê...?" - me sentei e Yahanna imediatamente me estendeu um grande copo.
- "Beba um pouco de água e coma um pouco, temos que ir logo." -btomei a água duvidosa, beber algo que Yahanna estava me dando? E colocou um prato com um sanduíche na minha frente.
Por confiar nos outros acabei chegando a vida de Vlad, disso eu não me arrependo agora. Na verdade, desde o início tem sido problemas atrás de problemas.
Eu suspirei.
- "Beba você primeiro e dê uma mordida no sanduíche." - murmurei em voz baixa, limpei minha garganta. Na verdade eu estava com muita sede.
Ela revirou os olhos, pegou o copo e tomou um gole; voltou a me entregar o copo e deu uma pequena mordida no sanduíche.
- "Bem, agora... anda logo, Gabriele." - ela saiu me deixando beber e comer em paz.
Notei que já não tinha o enorme corte no meu braço direito; havia sido substituída por uma cicatriz não tão notável, era apenas uma linha fina e ligeiramente mais clara que a minha pele. Minha blusa continuava rasgada e minha calça jeans manchadas de sangue e terra. Me levantei com o prato e o copo nas mãos; movi os braços, pernas e cabeça confirmando que a dor no pescoço era a única coisa que sentia.
- "Te emprestarei uma roupa e iremos." - ela disse me surpreendendo, ela estava no marco da porta. - "Deixa isso aí." - ela sinalizou uma mesinha. - "Me siga."
- "Obrigada." - eu murmurei. Ela estava sendo gentil, eu acho, depois de tudo...lembrava muito bem que ela me bateu.
Deixei o prato e o copo na mesinha, caminhei rapidamente a alcançando, mordi o lábio ao ver a roupa que ela escolheu para mim. Um vestido vermelho curto e uma bota preta com salto alto.
- "É sério isso?" - perguntei pegando a peça de roupa.
- "Sou uma mulher que adora ser elogiada e admirada, por obviamente todos ao redor me conhecem, já que vivo aqui e às vezes dou algumas festas. Se queremos sair sem levantar suspeitas... será assim; sairemos vestidas iguais no carro você poderá se trocar." - ela me deu uma bolsa preta. - "Uns jeans preto, una blusa da mesma cor e uma peruca negra. O saltos realmente são uma arma...e guardarás uma adaga de prata em cada bota. Você tem cinco minutos pra se trocar."
- "Por que devo confiar em você? Você me bateu e me trouxe para cá onde Delphine me torturou." - franzi o cenho...não queria lembrar daquilo.
- "Não me ocorreu outra maneira de te trazer..." - ela disse encolhendo os ombros. - "Você me bateu primeiro...por isso agora estamos quites." - ela sorriu um pouco. - "Confia em mim, eu jamais vou trair Vlad ou Francesca." - disse saindo do quarto e fechando a porta.
Me restava outra alternativa não tão arriscada? Não havia outra alternativa para ver o exterior ou escapar. Suspirei suplicando mentalmente que eu não estava me equivocando novamente.
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Reencarnada (Completa)
VampirGabriele Baxter é uma garota bonita, sensível e extrovertida de 17 anos, que perdeu sua mãe Camile, uma mulher doce e amável depois de um terrível acidente de carro. Desde que a sua mãe morreu a vida de Gabriele virou um verdadeiro inferno. Marcos s...
