Capítulo 33

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TEMPO PRESENTE...

Estava mais abatida do que nunca.

Minha cabeça ainda doía em algumas ocasiões. Durante dias eu não havia saído do quarto, não havia visto ninguém durante todos esses dias, a única que entrou no meu quarto para deixar minha comida e retirar os pratos foi Ceece, que se negou a falar comigo.

Eu dormia a maior parte do tempo, nem sempre conseguia comer e meus sonhos confundia muito a minha mente e meus sentimentos estão completamente confusos.

Eu não era Lucy.

Devia me concentrar nisso, mesmo que fosse difícil e os sonhos parecia tão real que às vezes eu desejei que tudo tivesse acontecido e algumas vezes eu acordava chorando. Eu estava ficando louca.

Estava a 4 dias sem sair e sem ver a luz do sol, nem sequer Azlin havia aparecido para me ver. Desde o acidente onde eu pensei que tudo tivesse acabado, que meu pai tivesse me resgatado.

Será que ele havia me entregado novamente para Vlad?

Mas... E se o meu pai também tivesse sido mantido em cativeiro?

Será que beberam todo o seu sangue até matá-lo?

Minha cabeça estava dando voltas e acabei me encostando na cama, e a dor que sentia na minha cabeça aumentou muito até que ficou insuportável.

- "Cecee! Alguém! Me ajuda!" - gritei gemendo de dor e as lágrimas desciam pelo o meu rosto, tentei me levantar da cama, até que consegui, caminhei lentamente já que tudo estava dando voltas.

Não havia me surpreendido que eu realmente tivesse com dor na parte de trás da cabeça e minhas costas também estavam doendo era como se uma espada tivesse sido atravessada. Havia tido pouco tempo para pensar já que eu imaginava que eles haviam me dado algum remédio para dormir e os sonhos consumiam a minha mente...

Comecei a sentir que ia cair no chão e procurei alguma coisa para me segurar.

Mas encontrei o vazio.

Cai no chão e soltei um forte e doloroso grito ao sentir uma dor intensa na minhas costas.

- "Gabriele!"

Não tive forças para reagir ao ver que Vlad estava me segurando em seus braços, me sentia muito frágil e não tinha me acostumado ao saber que estou a dias sem saber sobre o meu pai. Estou preocupada, não sei se ele está bem e seguro, ficar sem saber de nada estava acabando comigo, não pensei que eu estivesse tão ruim.

- "Camilla! Diga a Ceece para levantar os remédios para o quarto de Gabriele."

Eu sentia muito frio e pude sentir que a angústia de Drácula não me passava despercebido.

- "O que você fez... com..." - perguntei fechando os olhos e soltando um gemido de dor. - "Meu pai?"

Ele não respondeu, Ceece havia chegado e agora dois pares de olhos me olhavam com preocupação.

Bebi a água e engoli os comprimidos e eu estava a ponto de dormir até que eu senti que alguém estava tocando a minha bochecha direita.

Várias recordações sobre tudo vinha a minha cabeça... minha mente estava a ponto de explodir.

O cheiro de rosas, eu brincando com minhas amigas, a morte do meu primeiro mascote, meu primeiro beijo, meu primeiro namorado... coisas sem sentido vinham em minha mente

- "Azlin..."

- "Não sou eu Vlad, eu..."

Mais uma vez a inconsciência me levou...

Reencarnada (Completa)Onde histórias criam vida. Descubra agora