Capítulo 88

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Saímos do quarto de mãos dadas, eu levava as rosas comigo para colocar na água e depois colocaria no quarto.

- "Estou morrendo de fome." - eu disse quando estavamos descendo as escadas.

- "Eu percebi, estou escutando seu estômago roncar daqui." - Vlad disse brincalhão.

- "Você não me dá comida, que tipo de namorado é você que não me dá comida?" - perguntei de uma maneira dramaticamente exagerada.

Com um grunhido, ele me levantou o suficiente para me carregar e tive que abraçar a sua perna direita com a minha outra perna para não cair por causa da rapidez dos seus movimentos, em poucos segundos já estávamos na sala de jantar.

- "Não volte a fazer isso!" - eu disse colocando meus pés no chão e tentando não cair por causa da leve tontura que senti.

- "Coma a comida está esfriando...ou vai acabar." - Yahanna disse.

Yahanna, Azlin e Francesca já estavam sentadas e comendo; me sentei aí lado de Azlin e Vlad se sentou do meu lado. Em poucos segundos colocaram nossos pratos de comida na nossa frente.

Peguei o garfo e comecei a comer a comida mais deliciosa que eu havia comido em dias, ou ao menos foi isso o que pareceu.

[...]

Fechei a mochila com rapidez e coloquei no meu ombro, peguei meu celular, que Vlad havia encontrado na caminhonete no dia do acidente, e sai pelo corredor encontrando meu irmão e Azlin.

- "Ah, como você está de pé?" - perguntei confusa. Liam me olhou com uma careta. - "Não me leve a mal, mas você estava com a perna quebrada e agora está em pé como se nada tivesse acontecido." - eu esclareci rapidamente.

-"Liam e eu fizemos um acordo." - Azlin interveio com um pequeno sorriso olhando para o meu irmão. - "Aliás não é uma boa ideia de que ele esteja incapacitado quando devemos sair logo daqui." - ela levantou uma sobrancelha, Liam carregou os livros que Azlin trazia em seus braços suspirando. - "Quero falar com você e te dar algo importante, Gabriele. Me siga."

Deixei a mochila no chão e a segui pelo corredor, subimos algumas escadas para encontrar uma porta menor e mais estreita do que as outras. Ela abriu a porta e entrou, eu fiz o mesmo fechando a porta quando eu já estava dentro; o lugar estava escuro.

- "Azlin..." - as luzes se acenderam enfim me deixando ver o quarto; era uma sala de estudos. Tinha papéis, livros, vários computadores, um quadro negro e duas mesas grandes de cristal.

- "Sei que fez um pacto com..." - ela balançou a cabeça. - "Sei as razões e que você foi bastante ingênua para pensar que alguém pode ser muito mal..."

- "André e Delphine são maus o suficiente para quer vê-los sofrer." - eu a interrompi. - "Eu aceitei..."

- "Eu sei porque você fez aquilo e entendo." - agora foi ela que me interrompeu. - "Você não vai se arrepender jamais. Eu já vi isso."

- "O que ele quer?" - perguntei lentamente. - "Você vai me dizer? Por que não vou me arrepender?" - continuei com as perguntas ao notar como ela duvidava em responder.

- "Já é suficiente você saber que não se arrependerá de ter tomado essa decisão" - ela murmurou tocando a minha bochecha com sua mão e sorriu. - "Mas antes...Mina deve desaparecer pra poder descansar em paz de verdade."

Ela caminhou até uma das mesas, pegou um frasco pequeno de cristal que continha um líquido de cor violeta. Me deu e eu segurei lentamente.

- "Pensei que era perigoso ou difícil sem a ajuda de Delphine."

Reencarnada (Completa)Onde histórias criam vida. Descubra agora