Cap15 - Trocas

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 Outro dia se inicia. Já acordo com o melhor pensamento do dia: "Finalmente sexta-feira!"

 Me arrumei para ir à escola como de costume, durante o caminho fui torcendo em minha mente: "Que seja um dia diferente hoje!"

 Mas o que seria um dia diferente? Para mim, um dia diferente é quando nada ou ninguém tenta me matar, isso sim se tornou diferente para mim.

 Chegando na escola percebo que Laura está bem com o grupo de novo.

 "Essa garota é bipolar ou o quê?"

 Cumprimento todos e me sento para esperar a aula começar, mas não sem antes olhar para as falsianes, lógico.

 Péssima Ideia.

 Se não fosse pelo professor, uma luta de Transformados teria iniciado ali, resumidamente:

 Eu olhei para elas e então a Ana Paula bateu com a palma das mãos na mesa e se ergueu, em sequência o grupo delas já estava se preparando para o conflito, mas meu grupo não ia deixar por assim mesmo, também já estávamos nos preparando para a luta, inclusive consegui ouvi Samuel rosnar baixo, como um cão, foi aí que o professor chegou dizendo para cada um ficar em seu lugar. Briga sobrenatural evitada com sucesso.

 Tirando essa quase-briga, o dia seguiu até o almoço de forma normal, e dessa vez normal do jeito normal mesmo.

 É impressionante como o universo gosta de ferrar nossa vida durante o horário do recreio, não é mesmo? Nunca durante aulas chatas, aquelas que daríamos de tudo para poder sair sem consequências. Mas como o universo gosta fazer isso, foi durante o recreio do almoço que uma intriga começou.

 Como de costume, meu grupo estava em um banco conversando após almoçar, e para variar as falsianes estavam por perto. Por algum motivo que só ela sabe, Suh queria que fôssemos para a arquibancada da quadra, e como quando aquela garota resolve fazer birra fica insuportável, fomos para a droga da arquibancada. Chegando na arquibancada, que na verdade é um grande bloco de concreto que se estende ao longo da parede, avistamos as falsianes vindo para cima de nós.

 AnaP.: - Quem vocês pensam que são hein?

 Ana: - Transformados assim como vocês!

 Larissa: - Somos o quê?

 Dani: - Quem deu o direito à você pra tentar nos queimar?

 Eu: - Quem deu o direto à vocês de paralisar meus amigos?

 Minha resposta causa um impacto estranho nelas, quase como se elas estivessem arrependidas.

 Lilian: - Você derreteu parte da minha sandália!

 Eu: - Vocês podiam ter derretido a SUELLEM!

 Dani: - Da primeira vez a gente conversa, na próxima a paralisia vai ser a última coisa para se preocuparem!

 Dani termina de falar e faz um gesto com as mãos para o grupo delas se retirar. Quando estavam a uma distância segura, Samuel grita:

 - VACAS!

 Olhamos para ele rindo muito, pelo jeito ele não gostou de ficar paralisado, até mesmo porque, quem gostaria?

 Uma aula depois do almoço, a diretora bate na porta fazendo um comunicado:

 - Não sei se vocês sabem, mas o professor de biologia está resolvendo alguns projetos para a escola, então ele não vai poder dar algumas aulas pra vocês.

 Assim que a diretora fechou a porta, nossa sala vibrou em comemoração, uma aula a menos é sempre muito bem-vinda, ainda mais se tratando de uma onde nunca sabemos qual será o assunto sem conexão.

 Para variar a sala virou aquela bagunça completa, gritos, cadeiras sendo arrastadas e diferentes funks tocando ao fundo, a sinfonia de minha sala, orquestrada por colegas que eu compararia com demônios, mas depois de tudo o que houve, acho que não é uma comparação justa para Laura. 

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