Não demorou muito até o organizador voltar a falar com a multidão, ele tomou seu microfone novamente e começou a falar:
- Agora vamos às respostas! Quem acha que eles devem ser desclassificados, faça barulho!
Um coro de vaias começou, parecia ser uma quantidade muito grande pessoas, meu coração palpitava de nervosismo.
"Por que eu estou preocupado com isso? É só uma competição idiota!"
Mesmo tentando convencer a mim mesmo, não consegui resultados. Natasha ainda segurava minha mão, eu estava com medo de ficar ainda mais nervoso (Se é que isso é possível) e sem querer queimar sua mão.
O cara esperou até todas as vaias dissiparem por completo para continuar a falar:
- Parece que muitos não gostaram da ideia, hein? - ao terminar a frase, ele lança um olhar sobre o ombro para nós, como uma provocação.
Ele dá risadas baixas enquanto tapava o microfone com a mão. Quando recupera o fôlego, ele volta a falar:
- E agora, quem acha que eles devem ganhar, faz barulho!
Sou pego de surpresa pelo som estrondoso de nossa "torcida", muitas pessoas estavam gritando, assobiando ou batendo palmas. Até o cara com o microfone parecia surpreso com a resposta. Ele começa a falar com a voz trêmula:
- E-Então parece que o grupo vencedor é esse, p-palmas para eles!
O som das pessoas torcendo por nós aumenta em resposta.
"Ganhamos? HÁ! Tomem essa, pessoas do terceiro!"
Comemoramos entre nós, nos abraçando e rindo, apesar do nervosismo coletivo e das chances sempre parecerem estar contra nós, conseguimos, e de quebra, acabamos com o povo do terceiro ano.
Logo após o anúncio, o aluno do terceiro, voltou trazendo seis daquelas sacolas de cabeça de abóbora cheias de doces.
- Aqui está, o prêmio de vocês.
Ele nos entrega as sacolas com desgosto, ele deveria estar odiando tudo aquilo. Voltamos para o canto que estávamos antes, com alguns elogios enquanto passávamos.
Quando me sentei, meu corpo parecia pesar uma tonelada, com o cessar da adrenalina, o cansaço finalmente se abateu sobre nós.
Samuel: - Mandamos bem né?
Nat: - Poderíamos não ter mandado.
Samuel: - O que você quer dizer com isso?
Laura: - Que não precisávamos ter passado por isso, né Ana?
Ana: - Que?
Ana não estava prestando atenção, ela deveria estar pensando nas palavras do espírito do cemitério sobre Gael, e sobre sua viagem no passado.
Suh: - Mas agora a gente tem doce!
Eu: - E ajudamos um grupo de pessoas e um espírito sofredor, não é essa nossa função?
Silêncio constrangedor. Continuamos conversando, rindo e comendo doces até o final da festa.Apesar de nossa cota de festa ter dado, muitos outros adolescentes continuaram por lá, até mesmo pessoas conhecidas, da nossa sala mesmo, que provavelmente dormirão durante as aulas de amanhã.
Nos despedimos, e cada um foi para sua casa. Ao chegar em minha casa, me apronto para dormir parecendo um zumbi de sono, e caio na cama, sem me importar com mais nada.
Acordo na manhã seguinte ainda meio lento, demorei até conseguir voltar ao normal. Como imaginei, muitos dos alunos que continuaram na festa ontem, ou faltaram nas primeiras aulas, ou dormiram quase o dia inteiro ou nem ao menos vieram para a escola.
Chegamos até a sexta-feira sem encrencas, sem monstros de poeira ou brigas com as falsianes, apenas a Leticia nos ignorando ou fazendo questão de ser notada, passando perto de nós e falando alto e coisas assim( deve ter aprendido com Laura), e claro, também tem o mago de poeira, cada vez mais cheio de si, provavelmente pensando em seus planos para retirar a energia das falsianes. Mas, as encrencas nos perseguem, e não perdoam nenhum descanso.
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Uma vida Super-Natural
FantasiEm um mundo onde todas as lendas e mitos de fato existem, um grupo de jovens que está no ensino médio descobre que suas séries, livros e histórias fazem parte de sua vida de um jeito diferente agora. Eles terão de lutar com seus demônios internos, l...