Cap27 - A primeira missão a gente nunca esquece

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 A temperatura caia cada vez mais, quanto mais perto da cozinha, mais frio ficava, isso só significava uma coisa: O fantasma estava lá.

 Já estávamos no meio da cozinha, quando os pedaços da mesa que Samuel destruíra começam a ser mexer.

 Suh: - Gente...

Num piscar de olhos, os pedaços de madeira voam em nossa direção, minha única reação é cobrir todos com as minhas asas, apesar da proteção, doeu um pouco.

 Eu: - Vocês estão bem?

 Nat: - VOCÊ tá bem?

 Eu: - Tô sim.

No lugar dos pedaços de madeira, estava a espingarda de sal grosso, o problema é que não fui o único que tinha visto, Suh corre pra cima dela, mas antes de alcançá-la, a arma desliza pelo chão, para longe.

 Nat: - Suh! Sai daí!

Suellem ignora e corre para pegar a arma de novo, dessa vez a arma voa para cima, apontando para ela, aos poucos o velho se materializa, segurando a espingarda.

 - Sua criança nojenta!

Samuel toma iniciativa e atingi o fantasma com a barra de ferro, onde a barra passa, a imagem do fantasma "queimava". Depois do golpe, o fantasma some, deixando a arma cair no chão, Suh ignora o que acabou de acontecer e pega a espingarda.

 Suh: - PEGUEI! PODE VIR AGORA FANTASMA! HÁ!

 Nat: - Para com isso Suellem!

 Samuel: - Me ajudem com a porta!

 Ele estava tentando abrir a porta, tentou até dar uma investida na porta, sem sucesso.

 Eu: - Eu dou um jeito, sai da frente.

Coloco as mãos para frente, pronto para queimar a porta inteira, mas como nada dá certo para a gente, o fantasma aparece na minha frente.

 - Saiam! - Ele berra perto de meu rosto.

Ele ergue a mão na minha direção, sinto um impacto no peito, me jogando do outro lado da cozinha.

 - CRIANÇAS NOJENTAS!

A casa parecia balançar com o grito do fantasma. Natasha e Samuel correm para me ajudar, enquanto Suellem parte para cima do fantasma, com a espingarda nas mãos, ela tenta atirar nele, mas erra o disparo, e tomba para trás com o coice, o velho lança ela para perto de nós.  Então, nosso inimigo se vira para a porta e estende a mão, os móveis velhos voam em direção a porta, a bloqueando por completo.

 Nat: - Melhor correr!

Não penso duas vezes, corro de volta à sala, junto com os outros.

 Suh: - Pensei que ia ser fácil - Ela diz ofegante.

 Nat: - Quando alguma coisa é fácil pra a gente?

 Ana: - O que aconteceu?

 Samuel: - O fantasma é mais forte do que a gente pensou.

 Suh: - Ele bloqueou a porta com um monte de coisa.

 Laura: - A gente ouviu o barulho.

Enquanto eles conversavam, comecei a bolar um plano, era arriscado, provavelmente não vai dar certo, mas o que faríamos se não corrêssemos riscos aqui? Natasha percebe que eu estava mais distante, perguntando:

 - Henrique, que cara é essa?

 Eu: - Eu tenho um plano, tá mais pra uma ideia, mas é o melhor que temos.

 Nat: - Fala.

 Eu: - Podemos pular do segundo andar, e cair no quintal.

 Samuel: - Ah claro, a gente vai sair voando pela janela - Ele diz ironicamente, para me irritar.

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