❝Soterrada❞

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<Narradora On>

O táxista parecia confuso ao encarar o enorme prédio abandonado que lhe foi dado como endereço.

Antes que o mesmo pensasse em voltar para seu carro uma pá lhe acerta em cheio a cabeça fazendo desmaiar imediatamente.

Mas aquela pá não bateu por conhecidência. Havia alguém  por trás disso. Havia uma garota. Havia S/n. S/n carregava além de uma pá, um corpo. O corpo ensanguentado de Osana Najimi. Mas... Ela não estava morta.

Cautelosamente S/n foi até o carro e jogou bruscamente o corpo de Osana, seguindo até o "fim do mundo".

(...)

Não era muito longe. Só era sombrio e deserto. Um terreno abandonado. Quem diria que uma grande cidade como Tokyo teria um lugar como esse, hum?

Independente de como era, S/n desceu com o corpo e a pá. Jogou o corpo em um lugar qualquer e começou a cavar um buraco fundo.

Demorou um pouco mas S/n terminou de cavar e com o pé direito, empurrou o corpo de Osana para dentro do buraco. Osana não chorava de somente de dor. Chorava de tristeza. E com sua boca, pés e mãos amarradas, a terra começou a cobri-la rapidamente.

Quando S/n terminou já era noite. E depois de ter descartado o carro tocando fogo nele, seguiu caminho para cidade.

(...)

S/n não aguentava mais andar e entrou no primeiro prédio que avistou. Um bar. Um bar escuro e frio.

Ele estava vazio. S/n logo se sentou e pediu uma Cherry Coke mas não aguentou e acabou tomando algo alcoólico.

(...)

Quando ela acordou já era 12:30h. Embora ela conseguisse ver o relógio. A única coisa que vos era o reflexo da fraca luz nas garrafas de bebidas alcoólicas vazias em sua frente.

Deixando um pequeno molho de dinheiro S/n saiu e antes deu uma risada estérica.

Não demorou muito até ela chegar em casa já que havia pego um atalho.

Por mais que ela se esforçasse não teve forças e dormiu no tapete da sala mesmo sabendo que teria uma enorme dor nas costas.

(...)

De manhã, S/n parecia irritada por ter concordado de passar o domingo com Mark na noite da festa.

Ele disse que seus pais iriam viajar e ele não queria ficar sozinho. Ela não ligava para isso. Aceitou apenas por mera educação.

Ela provavelmente o mataria se o mesmo chegasse atrasado depois de tê-la feito esperar por ele.

Logo um borrão apareceu e tomou forma de Mark na visão um pouco turva de S/n.

Mark: — Desculpe pela demora, S/a-Chan... - Disse colocando uma flor em uma de minhas mechas de cabelo.

Ouvi algo cair não muito longe. Olhei pelo canto dos olhos e avistei uma garota aparentemente gótica que saiu correndo.

Apenas a ignorei e segui para o cinema com Mark. Torcendo pra que acabasse logo.

Como se não bastasse estar de ressaca ainda tinha que atura-lo com um sorriso no rosto.

Ela dizia em pensamento que não merecia isso...

My Senpai...Histórias para pegar e não largar. Descubra agora