Armação Part.1

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[ 27 de maio, quinta-feira de 2022 / Casa de S/n. ]

8:30

Ontem eu passei o resto do dia trancada no quarto e nem saí pra jantar, embora meu pai houvesse me chamado várias vezes. Mesmo sabendo que eu poderia sair de madrugada para revirar a geladeira e a despensa de mantimentos, eu preferi ficar quieta do que arriscar em acorda-lo enquanto eu perambulava a casa.

Decidi também não levantar cedo, já que acordar tarde era praticamente impossível. Eu não sou o tipo de pessoa que praticamente hiberna nas férias ou nos fins de semana, muito pelo contrário, fui acostumada a sempre acordar cedo e terminar minhas tarefas antes de algum tipo de lazer. Ah essa hora, eu já tinha feito minhas higienes matinais, trocado de roupa e arrumado minha cama, como tenho costume pela manhã.

Resolvi finalmente sair dali antes que mofasse ali mesmo. Peguei meu celular e os fones de ouvido, colocando-os no bolso do meu vestido vermelho, que era um tanto curto e tinha que ser usado com um short por baixo (antes que alguém achasse que eu estava dando o cuzinho aqui), e como ele tinha um elástico grosso no final que o deixava um pouco fofo e com um capuz com regulador. Ele também tinha mangas compridas mas eu as puxei até o antebraço sem dobrar.

Desci as escadas descalça, sem fazer barulho.

Por fim, eu não escutei ou vi movimentação nenhuma. Só tive a pior visão de definição de bagunça na minha frente. Eu seria capaz de dar um grito, claro, se eu não estivesse tão ocupada jogando água na cara do meu amado e não organizado pai, pra que ele acordasse e levantasse do sofá. Ele teve um susto tão grande que caiu no chão, que infelizmente estava com o tapete.
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Hisoka: - O QUE? COMO? ONDE? - Gritou olhando pros lados antes de se dar conta que eu havia chegado ali.

S/n: - Que bagunça é essa, pai? - Perguntei me referindo as garrafas de refrigerante e bebidas alcoólicas que estavam no chão, sem contar com as caixas de pizza na mesa e no móvel da TV.

Hisoka: - Bom dia pra você também. - Respondeu irônico.

Eu o encarei séria enquanto ele se levantava e passava as mãos no rosto para tirar o excesso da água que eu havia derramado nele.

Hisoka: - Desculpe querida. Eu só estava com fome e não encontrei nada para comer. Tive que improvisar. Mas quanto a bagunça, podemos limpar. - Explicou tentando me acalmar.

S/n: - Se com "podemos", você quis dizer "apenas você", fique a vontade. - Eu falei me virando e subindo para meu quarto novamente.

Nem sei porque saí daqui...

Suspirei me encostando na porta, após fecha-la e peguei meu celular que tinha acabado de vibrar como um aviso de que eu havia recebido uma mensagem. Que por sinal, era da Kokona, perguntando se eu podia encontrá-la no ponto do metrô central daqui a dez minutos. Rapidamente respondi sim, já que essa era a melhor oportunidade pra sair de casa e não ter que olhar na cara do meu pai.

Fui no meu armário e coloquei uma legging preta com detalhes em strass e calcei minhas botas de cano curto pretas , com cadarço e salto de 12 centímetros mais ou menos. Aproveitei e passei máscara de cílios e coloquei meus brincos.

Corri nas escadas e escorreguei na última parte do corrimão.

Hisoka: - Onde vais? - Perguntou com algumas garrafas de refrigerante na mão.

My Senpai...Histórias para pegar e não largar. Descubra agora