Narrado por Mark

60 10 0
                                        

Acordei super tarde, a noite com Sig tinha sido maravilhosa, sentia que Sig tinha suas dificuldades em demonstrar sentimentos e às vezes me magoava com isso, mas o amor que sentia por ele era tão grande e eles tinham uma ligação tão forte que me sentia realizado.

Quando olhei no relógio já era quase meio dia, levantei num susto. Subi correndo pra casa e troquei de roupa.

- Mãe o carro do meu pai está aí? - Disse ansioso, não queria me atrasar.

- Ele deu uma saidinha, mas não deve demorar.

- Tenho que buscar Sig num casamento. - Disse preocupado.

- De Stef? Ele foi?

- Foi um dos padrinhos - Falei fazendo uma careta.

- Será que meu pai demora mãe? Vou fazer o seguinte, vou pegar Sílvie e volto pra cá. Não quero deixar Sig esperando, não confio nesse povo.

- Faça isso.

Cheguei na casa de Sig e encontrei Sílvie brincando com Cásper na sala e no maior papo com o Sr Theo. Já tinha uma intimidade que nem chamava mais no portão, aquela casa já representa uma continuação da minha.

- Oi gente. Tudo bem Sr Theo? Sílvie acordei tarde, já estamos atrasados para buscar Sig. - Estava numa ansiedade que não sabia explicar.

- Me perdi na hora também, vou tomar um banho rápido. - Sílvie subiu para se arrumar e tentei me distrair com Cásper, mas sentia um aperto no peito, uma saudade de Sig, iria tentar convece-lo a passar a tarde com ele.

- Meu pai saiu com carro, vai atrasar mais ainda. O Sr viu Sig hoje Sr Theo?

- Vi sim. Ele estava feliz, me deu um abraço. Estava muito bonito de terno, parecia um homem de negócios - disse rindo o Sr Théo. - Tenho meu filho de volta Mark e acredito que devo a você um pouco isso.

Pensei nele de terno e imaginei coisas , ri sozinho. Queria ir logo, estava agoniado, com uma urgência em vê-lo.

- O amor e a liberdade deixam as pessoas felizes Sr Théo, Sig está muito feliz em estar ao lado de vocês de novo.

Sílvie demorou um pouquinho e já passava da uma hora da tarde, vendo minha ansiedade o pai de Sig emprestou o carro dele.

- Pega meu carro filho. Vá buscar Sig.

- Pode deixar que pego Sig e trago pra casa Sr Theo.

- Tá bom filho, confio em vocês.

Sílvie e eu entramos dentro do carro e minha angústia não passava.
Chegando perto do local da festa que era no caminho do nosso lago, era um descampado com árvores em volta, um lugar muito bonito, mas ermo, vi uma movimentação estranha de ambulância,um aglomerado de pessoas, senti uma pontada no peito.

- Aconteceu alguma coisa.. - Disse meio que pensando alto.

- É mesmo Mark, o que será? Ambulância num casamento? Está vendo Sig? - Sílvie também já demonstrava preocupação.

De repente vi Stef com as mãos na cabeça, chorando  e saí que nem um doido do carro, estava com um pressentimento muito ruim, alguma coisa séria tinha acontecido, meu coração me dizia isso.

- Cadê Sig Stef? -  Perguntei gritando. Ele me olhou assustado.

- Acertaram ele Mark, ele bateu a cabeça numa pedra cara, saiu daqui desacordado com a cabeça aberta..

Minha cabeça girou, senti meu sangue sumir do meu corpo, as pernas tremiam, não conseguia ouvir mais nada.

- Como assim Stef?  - eu gritava -  Quem acertou? Eu sabia, sabia, esse povo dos infernos.. - Lágrimas escorriam do meu rosto e uma revolta crescia no meu peito. Sig era incapaz de machucar alguém.

BoysOnde histórias criam vida. Descubra agora