13_Cala a boca e me beija!

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Sydney


— O que está fazendo aqui? — deixo meu celular em um canto e sento na cama rapidamente.

— Posso ir embora se quiser. — ele diz em um tom rouco, se aproximando — Você quer?

Eu quero?

Quero que ele vá? Argh, eu não tenho que querer, só tenho que expulsar esse traste do meu quarto, antes que a sanidade - que eu já não tinha - fosse embora de vez.

— Vaza, Black! — levanto da cama e vou na sua direção, começando a empurra-lo, mas o demônio não saía do canto — Se mexe, caralho!

Empurro seu peito com mais força e ele agarra meus pulsos, deixando minhas mãos apoiadas em seu peito quente e nu.

Ele estava sem camisa e seu corpo só estava coberto por uma calça de moletom que marcava suas coxas grossas. Tinha os cabelos levemente bagunçados e as bochechas coradas, como se estivesse acabado de sair do banho. Inferno, porque o quarto está tão quente?

— Então esse era o seu biquíni? — ele aproxima seu corpo do meu e sinto seu perfume — Deixou seus peitos mais lindos do que já são.

Eu o vejo olhar para os meus seios e faço o mesmo, arregalando os olhos em seguida.
Eu estava de short e só com a parte de cima do biquíni preto.

— Me solta, Black! — tento sair dos seus braços, mas ele me aperta mais contra seu corpo. Isso, me aperta — Eu vou gritar!

— Calma, Clark. — ele tapa minha boca com uma mão enquanto leva os lábios ao meu ouvido — Se você gritar, vão perder besteira.

— Então me solta, idiota! — mordo sua mão e ele me solta, gritando.

— Sua canibal! — ele segura a mão contra o próprio peito.

— Sou mesmo, agora vaza! — o empurro  novamente mas ele desvia de mim e vai em direção a minha cama.

— Não. — diz com simplicidade e se joga na minha cama. Minha cama.

Cruzo os braços e olho pra ele, que estava jogado sobre minha amada cama, como se a própria fosse dele.

— Sai da minha cama, Black! — bato nas canelas dele e ele cruza os braços atrás da cabeça em um jeito preguiçoso e sexy. Deus, me dê forças.

— Já disse que não, Clark. — ele se acomoda mais.

— Mas eu quero dormir! — jogo um dos meus tênis nele.

— Dorme, ué. — diz, desviando do meu tênis e depois sorri com malícia — Ou então deita aqui do meu lado e dorme. Eu juro que não mordo. Não muito.

— Não, a cama é minha! — bato o pé no chão, com raiva.

— Deixa de ser chata e divide. — ele se senta com as costas contra a cabeceira da cama — Deus mandou dividir.

— Ele mandou dividir o pão, não a cama! — abro a porta e aponto pro corredor — F.o.r.a!

— Eu. Já. Disse. Que. Não. — ele deita novamente.

𝗗𝗲 𝗣𝗲𝗿𝗻𝗮𝘀 𝗣𝗿𝗼 𝗔𝗿Onde histórias criam vida. Descubra agora