Sydney
— O que está fazendo aqui? — deixo meu celular em um canto e sento na cama rapidamente.
— Posso ir embora se quiser. — ele diz em um tom rouco, se aproximando — Você quer?
Eu quero?
Quero que ele vá? Argh, eu não tenho que querer, só tenho que expulsar esse traste do meu quarto, antes que a sanidade - que eu já não tinha - fosse embora de vez.
— Vaza, Black! — levanto da cama e vou na sua direção, começando a empurra-lo, mas o demônio não saía do canto — Se mexe, caralho!
Empurro seu peito com mais força e ele agarra meus pulsos, deixando minhas mãos apoiadas em seu peito quente e nu.
Ele estava sem camisa e seu corpo só estava coberto por uma calça de moletom que marcava suas coxas grossas. Tinha os cabelos levemente bagunçados e as bochechas coradas, como se estivesse acabado de sair do banho. Inferno, porque o quarto está tão quente?
— Então esse era o seu biquíni? — ele aproxima seu corpo do meu e sinto seu perfume — Deixou seus peitos mais lindos do que já são.
Eu o vejo olhar para os meus seios e faço o mesmo, arregalando os olhos em seguida.
Eu estava de short e só com a parte de cima do biquíni preto.
— Me solta, Black! — tento sair dos seus braços, mas ele me aperta mais contra seu corpo. Isso, me aperta — Eu vou gritar!
— Calma, Clark. — ele tapa minha boca com uma mão enquanto leva os lábios ao meu ouvido — Se você gritar, vão perder besteira.
— Então me solta, idiota! — mordo sua mão e ele me solta, gritando.
— Sua canibal! — ele segura a mão contra o próprio peito.
— Sou mesmo, agora vaza! — o empurro novamente mas ele desvia de mim e vai em direção a minha cama.
— Não. — diz com simplicidade e se joga na minha cama. Minha cama.
Cruzo os braços e olho pra ele, que estava jogado sobre minha amada cama, como se a própria fosse dele.
— Sai da minha cama, Black! — bato nas canelas dele e ele cruza os braços atrás da cabeça em um jeito preguiçoso e sexy. Deus, me dê forças.
— Já disse que não, Clark. — ele se acomoda mais.
— Mas eu quero dormir! — jogo um dos meus tênis nele.
— Dorme, ué. — diz, desviando do meu tênis e depois sorri com malícia — Ou então deita aqui do meu lado e dorme. Eu juro que não mordo. Não muito.
— Não, a cama é minha! — bato o pé no chão, com raiva.
— Deixa de ser chata e divide. — ele se senta com as costas contra a cabeceira da cama — Deus mandou dividir.
— Ele mandou dividir o pão, não a cama! — abro a porta e aponto pro corredor — F.o.r.a!
— Eu. Já. Disse. Que. Não. — ele deita novamente.
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𝗗𝗲 𝗣𝗲𝗿𝗻𝗮𝘀 𝗣𝗿𝗼 𝗔𝗿
Teen Fiction[CONCLUÍDA] [+16] Ser órfã era apenas mais um detalhe na vida monótona que Sydney Clark levava no Brasil. Os dias no orfanato pareciam iguais, até o fatídico momento que Dayvid Black surgiu com os papéis de adoção e sua passagem para Nova York. Agor...
