21_É um Zé droguinha!

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~ deixem logo o voto, dura só um segundinho e vou comer o furico de quem esquecer

~ comentem muito, fiz esse cap com muito carinho S2

Sydney



— Syd, preciso da sua ajuda. — Will solta de repente.

Eu estava indo para o colégio com Will naquela manhã. No café da manhã Damon tinha dito que não poderia me levar hoje porque tinha assuntos pra resolver, o que despertou minha curiosidade.

Quando saí de casa, ele ainda estava de pijama e tinha subido para seu quarto sem ao menos olhar na minha direção quando passou na sala. Será que ele estava com raiva de mim? Eu não o culparia tendo em mente que o ignoro à maior parte do tempo. Ou melhor... tento.

À verdade é que ignorar Damon era mais difícil do que parecia, ele invadia meus pensamentos sem pedir permissão.

Sem contar que eu evitava estar no mesmo cômodo que ele, porque a simples presença dele era uma tortura para mim. Ter que evitar seus intensos olhos que me olhavam como se fosse a coisa mais linda que ele já viu. Ou então seu lindo sorriso de covinhas que despertava algo em meu peito que era totalmente inexplicável. Também tinha o seu perfume que praticamente impregnava qualquer lugar que ele estivesse.

Céus, como eu queria que ele fedesse a suvaqueira, seria tudo tão mais fácil.

Agora eu estava indo para o colégio com Will que tinha quebrado o silêncio no carro e com sua cara de pau, tinha me pedido ajuda.

— Te ajudar com o que? — pergunto ríspidamente.

Eu ainda estava puta com o que tinha feito com Sarah e Nick.

— Preciso que me ajude a reconquistar a Sarah. — ele diz com firmeza, sem tirar os olhos da estrada.

Rio com descrença. Só podia ser piada.

— Vergonha na cara mandou lembranças, sabia? — o olho incrédula — Você acha mesmo que vou te ajudar depois do que você fez com a Sarah? Você nem gosta dela!

— Eu sei que não tem explicação pra o que eu fiz, eu sei disso. — sua voz sai baixa e ele suspira, apertando fortemente o volante — Mas você não sabe como foi horrível pra mim ver ela chorar e saber que eu fui o causador disso. Nada nunca doeu tanto quanto isso. — ele faz uma pausa — Mas eu gosto dela, Sydney. Caralho, eu sou louco por ela, você não entende o quanto.

— Se você gosta tanto tanto assim dela porque foi esse filho da puta? — eu olho para ele e o vejo travar a mandíbula — Eu não acho que nada que você me diga, vai fazer com que eu te entenda e te ajude.

Ele bufa e encosta a cabeça no banco do carro, ainda prestando atenção na estrada.

— Eu não espero que você me entenda, longe disso. — sua voz sai baixa — Mas eu agi no impulso dos meus sentimentos, Sydney, eu agi levado pelo medo.

Eu franzo o cenho para ele.

— Medo de que, Will? — pergunto casualmente para que ele não note minha curiosidade.

Fofoqueira? Sim.

— Medo de passar pela mesma merda outra vez... — ele solta um longo suspiro e me olha quando quando estaciona o carro em uma vaga no estacionamento do colégio — Medo de entregar meu coração pra ela e ela brincar com ele apenas por diversão.

𝗗𝗲 𝗣𝗲𝗿𝗻𝗮𝘀 𝗣𝗿𝗼 𝗔𝗿Onde histórias criam vida. Descubra agora