Capitulo 23

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"Kendall"

O Que posso dizer, estou aqui deitada na cama com dois estranhos, depois de ser fudida de um jeito bem louco e insano, meu corpo vermelho pelas mãos brutas dos estranhos, eles dormiam e eu ainda acorda. Nem em um milhão de anos, me passou pela cabeça que eu mataria alguem, mas ja estava feito. Eu tinha dado um fim na vadia, agora era esperar e vê no que dá. Levantei e sai de perto dos corpos, me revirava o estomago, mas ja estava á meses sem sexo, não poderia parar. Deixei que me tirassem do bar e fosse levada pra parte de cima. Na hora nem liguei estava excitada e queria aquilo, mas agora, estava ficando puta pois tinha traido o Marcos, mas á culpa era dele, pois se estivesse comigo, eu não teria feito nada daquilo. Fiquei transtornada, fui colocando á roupa e sai dali. Desci as escada meio tonta e cheguei á rua. Virei-me pra chegar ao meu carro e vi uma viatura parando ao lado dela. Gelei e voltei da onde tinha saido, fiquei me recriminando mas eu não sabia do que tratava, poderia ser por qualquer um. Ou poderia ser por mim. Fiquei no canto da parede e olhei pre viatura e vi dois policias saindo delá. Um deles entrou no bar e o outro ficou do lado da porta de entrada. Não esperei pra saber, corri pros fundos do bar e tentei pular o murro, mas tinha um cachorro e voltei e fiquei agachada proximo aos latões de cerveja. Tremia de odio, pois queria muito que aquela vagabunda estivesse morta, mas ela deviria estar, não?

Ouvi as sirenes alto e continuei agachada, clamei aos deuses que aqueles policias não fosse pra mim. Um barulho e voz me chamou á atenção. 

- Então é ai que se escondia? - olhei pro policia e ele ja me puxou pelo braço e fui conduzida ate á viatura. - Kendall C. Brondy voce esta presa pela tentativa de assassinato de Mônica Trevor...

Depois do tentativa eu não ouvi mais nada. Inferno á vadia não tinha morrido. As algemas geladas me tiraram do desvaneio e gritei.

- NÃO, AQUELA VAGABUNDA TINHA QUE TER MORRIDO. - falei pro policias e minha sanidade ja tinha ido pro ralo - ELA TINHA QUE TER MORRIDO, EU É QUE TINHA QUE FICAR COM MARCOS! ME SOLTA! ME SOLTA AGORA. - Me atiraram dentro da viatura e logo depois eles entraram e começei á me debater furiosamente. Pensei comigo horas depois, ja dentro de uma cela. Eu não estava morta. E eles ainda ouviriam muito de mim.

"Marcos Oliveira"

- Jesus, ela ta gravida. - quando eu terminei de falar começei á rir. Era muita loucura pra um dia só. Meu riso foi transformado em lágrimas pois lembrei de sua situação. Fui amparado, mas por Deus eu trocaria de lugar com ela se Deus me permitisse.- Posso vê-la? - perguntei angustiado

- Por favor preciso ver minha filha. - falou Barbara ao meu lado.

- Bom, vou liberar á visita, mas somente uns minutos ok. Ela ja esta em um quarto, á cabeça dela esta enfaixada, mas não se espantem. - concordamos e entaria, de dois em dois pra vê-la.

Quando á vi, quase demoromei, realmente sua cabeça estava enfaixada e um pouco de tufo de seu cabelo avermelhado saía por cima, sua pele estava pálida, quase translucida, conseguia ver as veias pela sua mão que parecia sem vida. Olhei pro outro lado da cama e encontrei o rosto da mãe da Mônica, transmitia dor e sofrimento, seus olhos arregalados pela forma em que via á filha, me solidarizo com a situação em que se encontra, mas não tinha palavras pra expresse-las.

- Oh, minha menina - falou Barbara chorando - Eu te amo, desculpe abandona-la. Eu sinto tanto...

- Eu tambem, sinto muito dona Barbara.

- Por favor Marcos, eu não quero me exaltar na frente da minha filha moribunda. - ela me olhou e vi á magoa refletirem em seus olhos. - Eu sabia que isso não daria certo. Eu sei como é á cabeça de uma mulher rejeitada. E acredite não aconteceu coisa pior, pois voce estava em casa. Se ela estivesse sozinha, poderia estar morta.

- Sinto muito, mas eu amo sua filha, e eu trocaria de lugar rapidamente se pudesse, e vou fazer de tudo pra saber colocar essa pessoa atras das grades. 

- Voce sabe quem foi?

- Foi á Kendall, eu tenho certeza, ninguem mais tinha divergência conosco.

- Eu imaginei que fosse ela. - falou e respirou fundo. - Ela poderia ter matado minha filha... - voltando á chorar disse -  E meuu neto.

Coloquei minha mão sobre á dela que segurava á da Mônica. - Sim, seu neto e meu filho. 

Minutos depois saimos e o irmão dela entrou junto com Marga, mãe do Noah. Sentei na cadeira ao lado do Noah e da Taís. Eles me olhavam, entre sorriso e lagrimas.

- Voce não perdeu tempo. Agora quando vai ser o casorio? - falou Noah

- Assim que ela, acordar e eu depir.

- Voces serão muito felizes, que maravilha, nossos bebês teram meses de diferença. - disse Taís entre lagrimas.

- Sim, nem acredito, eu vou ser pai!

Fiquei sorrindo e meu sorriso foi morrendo quando vi o policial encarregado se aproximar de nós. 

-Boa noite Sr Oliveira. - comprimentou os outros com aceno de cabeça e seus olhos voltaram ate mim. - A suspeita ja foi presa e encaminhada pra delegacia. 

- Kendall né?

- Sim, as digitais conferem e quando foi falado da acusação, seu estado ficou ainda mais alterado. Foi como uma confissão. Mas quando chegou á delegacia, ficou calada e deixamos ela em uma cela. Depois de um tempo fui conversar com ela e á unica cois a que falou foi que falaria, somente com voce.

- Ela esta louca se achar qua vou falar com ela. Eu não aguentaria e enforcaria ela de tanta raiva que me encontro. A Mônica está gravida, ela poderia ter matado minha mulher e meu filho.

- Entendo Sr Oliveira, mas so vi transmitir o que ocorreu. Estimo melhoras á Mônica Trevor.

- Agradeço e tambem pela agilidade na prisão dessa louca.

- Fique tranquilo, ela confessou, agora é esperar.

- Claro, muito obrigado. - o policial se despediu e saiu pela mesma porta que entrou.

- O que faremos Marcos? - ouvi á Barbara me perguntar.

- Agora é esperar á Mônica acordar.

"Mônica Trevor" 

Eu não estava sonhando, eu ouvia o Marcos e minha mãe trocar amenidades, mas eu não conseguia abrir os olhos. O Que será que tinha acontecido, pra eu não me lembrar de onde estou e por que não conseguir abrir os olhos. Uma sonolencia tão grande tomava conta de mim e eu não conseguia abrir os olhos, meu corpo parecia anestesiado pois não conseguia mover um musculo. Meu Deus o que será que aconteceu pra que eu me encontre assim. Forcei minha memoria á me dar alguma informação. Qualquer coisa, mas nada, á unica coisa que lembro é de... Não sei, tem alguma coisa de errada, eu não consigo me lembrar. Tentei acalmar meus pensamentos, e ouvir ao redor. Um barulho, tipo bip tocava, e era á unica coisa que eu ouvia. tentei ficar calma e pensar com mais clareza, mas depois de um tempo apaguei.

#Até o proximo capitulo!

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