"Marcos Oliveira"
Meus Deus, parecia que nossa vida não tem descanso, estacionei o carro em frente á casa dos Cooper e vi o Julius e Mônica saírem de lá. Sai do carro e fui correndo pra abraçar minha ruivinha.
- Amor, não me assuste assim - falei abraçando ela e apertando á mão de Julius.
- Desculpe amor, mas eu tinha que vir avisar que á Patrícia sofreu um acidente e os pais dela não queria contar pro Gabi.
- Ruivinha, isso é serio.- falei alisando seu rosto.
- Podemos ir á Boston, preciso vê-la...
- Esta todo mundo nervoso, e Boston não é ali na esquina. - falei levando ela pro carro - Podemos ir pra casa descansar, planejamos á viagem e vamos pra lá ok.
- Tudo bem, estou muito nervosa mesmo.- falou entrando no carro - Obrigada pai.
- Vão pra casa e descanse. - disse beijando á Mônica e nos despedimos dele. Entrei no carro e segui rumo em direção á nossa casa. Pedi pra ela me conta como tudo aconteceu e ela relatou, chorando um pouco, é normal, pois ela se sensibiliza pelas pessoas que gosta. Chegamos em casa, tomamos um banho relaxante estávamos ja deitados na cama quando o telefone tocou.
- Alô?
- Marcos..- surpreso fiquei quando ouvi aquela voz. - Me desculpe, eu não queria que á Kendall causasse nenhum mal á menina Mônica. Você sabe o que sinto pela Kendall, mesmo não querendo eu ainda á amo, e foi imperdoável o que ela fez, espero sinceramente que á menina esteja bem.
- Tudo bem e obrigado pela consideração. - mas eu não sentia tal consideração. - Espero que ela esteja bem e que me deixe viver em paz.
- Quando esse problema se resolver, eu vou leva-la daqui. - ele estava na cidade, e não acho que ele conseguiria mas quem sou eu pra falar. - Ela precisa de médicos que cuidem dela e vou providenciar isso.
- Boa sorte. - falei com pouca fé.
- Obrigado e mais um vez, sinto muito.
Desliguei um pouco incrédulo, pois nunca em tempo algum poderia isso passar pela minha cabeça.
- O que foi amor? - perguntou Mônica sentando na cama. - Por que essa cara?
- O ex da Kendall me ligou, pedindo desculpa e dizendo que ele vai fazer de tudo pra ela ficar bem, tipo com á saúde mental dela estável.
- Ele esta na cidade?
- Parece que sim e clamo á Deus que ele consiga colocar juizo na cabeça daquela louca - suspirei alto - O que é pouco provável.
- Vem amor, deite aqui. - falou abrindo seus braços.
- Quero nunca mais ter que passar por isso.
- Vamos acreditar que não passaremos.
E assim achei.
"Kendall"
O assovio chamou minha atenção, estava muito concentrada pensando no Marcos, nas coisas loucas que fizemos naquela cama, em que á puta dorme hoje. Meu corpo vibrava, pois da próxima vez não teria escapatória eu fazia, lento, devagar, sem pressa alguma. Mas o barulho insistente me incomodava e olhei e um dos policias que me vigiava estava na porta da minha cela.
- Vadia, tu tem visita. - disse saindo e depois meu passado me materializou em minha frente, foi inevitável fazer minha pior cara, pois antes eu disse que tinha traído ele, e logo me abandonou, agora o vejo, olhando pra mim como se fosse o rei do mundo. Não vou enganar ele estava em sua melhor forma, Alto, loiro, cabelos aliados rente á orelha, olhos azuis frios feito o gelo, seu nariz imponente e sua boca fina e pálida, o rosto com uma rala barba. Tinha perdido peso, estava magro, esguio e isso me surpreendeu. Era desleixado quando vivia comigo, subia em cima de mim feito um porco e nunca ligou pra subir na vida. Eu não tinha esse pensamento, eu queria mais, e so tinha me casado com ele pra ter uma razão em deixar minha velha vida aonde pertencia, no passado.
- Ola querida ex esposa - falou em tom baixo e rouco - Como vai vivendo aqui?
- O que você quer? - perguntei desconfiada
- O ex marido não pode vim visitar sua cônjuge, que viveu com ele tantos anos?
- Não espere remissão de minha parte - sorri afetada - Desculpe desaponta-lo.
- Sabe que você esta sendo esquecida - falou sorrindo - Tive um conversa á poucos minutos com o Marcos e ele e á menina Mônica estão bem. Felizes e se amando. E você foi deixada de lado, jogada nesse muquifo. Uma pena pra uma mulher tão bonita.
- Então é isso? - falei nervosa, indo em direção á porta da cela. - Veio espezinhar em mim? Eu ja sei disso.
- Hum não fiquei nervosa, sabe que seu caso não é bom. - falou se aproximando mais das grades. - Mas conheço alguém que pode te ajudar. E só você pedir.
- O que você quer em troca?
- Somente desfrutar desse lindo corpo que sempre me pertenceu. - falou de um jeito que me arrepiou toda e não foi bom.
- Claro e o que eu ganho com isso?
- Liberdade pra fazer o que quiser - falou acariciando meu rosto.
- Sabe que me tocaria, sem que eu sentisse prazer. - falei soltando meu veneno.
- Deixe isso comigo docinho, só siga o fluxo e faça o que ti pedirem- falou me deixando naquela cela imunda espumando de raiva.
