Acordei logo quando amanheceu, resolvi levantar fazer minha higiene pessoal, assim que terminei coloquei uma camiseta por cima de um top, uma calça de moletom e tênis, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto e fui pra cozinha, a casa ainda silenciosa, bebi meio copo de suco e um fatia de queijo, sai de lá, levando meu celular e minha chave.
Desci á rua onde morava meus pais e comecei a acelerar meus passos, passei a correr e ganhei ritmo. Já tinha me costumado aquela vida de madrugar e começar fazer tudo cedo. Passei pelo centro e algumas quase todas as lojas fechadas, cumprimentei quem passava por mim, nem dando tempo de responder. Assim que entrei na rua que Marcos morava eu vi seu carro parado na frente com a mala aberta. Fui diminuindo a corrida ate vê-lo sair de trás do carro. Fiquei meio receosa se falava com ele ou não, mas não poderia perder a oportunidade. Ele estava entrando na casa.
>> Bom dia - falei alto, assim que ele virou fez uma cara surpresa e abaixou pra colocar uma caixa no chão.
Ele estava lindo, com um jeans escuro e uma camisa branca com dois botões próximo do pescoço, as mangas enroladas ate o cotovelo e aquele cabelo liso na cor castanho escuro, meio bagunçado. Ele abriu um meio sorriso e veio se aproximando de mim, enquanto ficava para proxima o carro aberto.
>> Bom dia Mônica e que surpresa, mudou os cabelos. - Seus olhos me avaliando de cima á baixo - Muito bonita.
>> Obrigada.
>> Não sabia que tinha voltado á cidade.
>> É fiz essa surpresa pra meus pais.
>> Se formou?
>> Sim e trabalhei 4 meses na biblioteca da universidade, e você como vai?
>> Bem, estou guardando algumas coisas antes de viajar?
Logo desanimei como eu poderia saber que ele iria viajar. Não fiquei muito feliz, pois só adiaria meus planos.
>> Bom vou deixar você com seus afazerem, quem sabe quando voltar podemos tomar um café?
>> Seria um prazer, minha linda. - sorrindo pra mim com aquela boca sensual
>> Vou cobrar - disse me afastando, ele pegou minha mão e tive que me virar de volta pra ele. Levou ela ate os lábios e a beijou, meu sangue bobeou fortemente em minhas veias, sorri meio acanhada.
>> Eu não vou esquecer. - liberou minha mão sem antes acariciar com seus dedos longos. Meu corpo todo se arrepiou e voltei a andar, antes de começar á correr, voltei olhando pra trás e vi parado no mesmo lugar, meu coração disparou e fiquei meio zonza pela emoção. Respirei fundo e deixei o oxigênio entrar aliviando á pressão. Voltei ao ritmo da corrida e uns minutos depois já estava de volta á rua onde morava.
Vi meu pai traidor sai com seu carro da garagem e buzinou quando passou por mim. Acenei com á mão não dando muita idéia e entrei pela cozinha só pra achar minha mãe, vestida e bem arrumada tomando café, assim que me viu vi seus olhos refletirem raiva e encarei com o meu tom. Lavei as mãos e peguei uma xícara e coloquei um pouco de café. Somente pra irritá-la sentei em sua frente e fiquei encarando. Sabia que uma hora iria começar á guerra e eu não deixaria por menos. Ficamos medindo forças e á vi se levantar, ir ate á pia e lavar a louça. Levantei e coloquei a xícara dentro da pia e ouvi que quase deu um rosnado. Tentei ficar seria e me apoiei ao seu lado.
>>O que é agora, vejo que esta muito a fim de me irritar?
>> Bom dia pra senhora também - falei me virando e saindo da cozinha.
>> Mônica volte aqui, você precisa me explicar por que dessa revolta?
>> Revolta não, eu estou tomando as rédeas da minha vida, fazendo exatamente o que quero. - parei próximo á porta - Não é assim, cada um faz o que quer. Papai mentiu descaradamente, com um caso fora de casa e você acoitando as safadezas dele.
