Eu achei que estava sozinha, até o encontrar. O que eu não imaginava era que isso fosse mudar e que eu, que tanto aceitava e obedecia as regras, fosse as quebrar. Mas o sangue é mais grosso que a água. Sempre.
Daryl e Ellie estavam juntos até que o...
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1 MÊS DEPOIS
Eu contei tudo a Ben. Desde a minha infância até os tempos na faculdade, mas não me aprofundei muito sobre minha época no Santuário. Tudo o que ele sabia era o meu relacionamento com um homem que eu não dei nome, porque ele não importava mais. Quando Benjamin me perguntou sobre onde ele estava, eu disse que foi banido. O assunto acabou ali.
Nós conversávamos quase todas as noites depois de eu por Thomas na cama. Não era para ser algo furtivo, mas Thomas faria perguntas e eu não saberia responder. Não havia acontecido nada entre eu e Ben, ele não avançou nem recuou, e isso era estranhamente bom.
- Então, o que você diz? - sua voz macia me tirou fora do tipo de transe em que eu estive por alguns segundos - Jantamos amanhã, na minha casa? A não ser que você não queira me ver amanhã - ele brincou.
Ele poderia falar por horas e eu ainda ficaria faminta por cada palavra que deixasse seus lábios. Tudo sobre esse homem lindo era de tirar o fôlego.
- Eu sinto muito, eu te aborreci? - ele perguntou, e eu percebi que ainda estava divagando em pensamentos.
- Não... eu só estava pensando - ser sincera sobre meus sentimentos parecia muito mais fácil quando eu estava conversando com ele - E sim, claro. Eu adoraria - eu tive que fazer uma pausa para me recompor - Eu adoraria jantar com você amanhã.
- Deus, você é adorável - ele tocou meu rosto, roçando minha bochecha com o polegar - Obrigado pela ajuda. Você tem uma mão ótima para suturas - ele elogiou. Eu me senti levitar quando ele aproximou o rosto do meu e me deu um beijo na bochecha, deixando seus lábios lá por um momento.
***
Paul ficou na minha casa, vigiando enquanto Thomas dormia. Ele parecia mais feliz que eu por eu estar dando "um passo a frente" com Ben.
Eu bati na porta e Ben logo abriu. Ele vestia um jeans, camisa social branca para dentro da calça, aberta no colarinho e com as mangas arregaçadas e estava descalço. Uau.
- Entre - ele sorriu, me dando passagem - Posso te oferecer uma bebida?
Oh, Deus. Obrigado. Nesse momento meu nervosismo implorava por uma bebida.
- Por favor.
Ele fez o seu caminho da sala para a cozinha e encheu duas taças com vinho. Seus olhos claros eram dançantes, enrugados nos cantos quando ele me entregou uma.
- Obrigado - eu sorri e bebi um gole - Eu acho que ouvi algo sobre jantar? - brinquei e ele sorriu.
- Claro, eu vou seguir em frente.
Eu entrei na cozinha ao seu lado e me encostei na ilha. Ben pegou uma faca e assim começou a cortar as cenouras, o tomate, o rabanete e rasgou a alface, tudo isso enquanto me contava sobre seu dia.