Capítulo 25

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“MAMÃ?” Eu acordo sarapantada e os meus olhos não reagem tão rapidamente como eu a acordar então eu vejo-me obrigada a piscar os olhos inúmeras vezes até perceber o cenário horrível em que a Kat se vê metida: acabada de acordar, com o pijama dos ursinhos e a fralda na mão esquerda, depara-se comigo e com o Zayn estendidos no sofá, bem encostados, a mão do Zayn à volta da minha cintura – cenário que felizmente está fora do alcance da Kat.

“Kat…” Eu murmuro e levanto-me embaraçada, tentando explicar tudo mas… alô, ela é uma criança com quase cinco anos. “Ouve, nós adormecemos no sofá porque…” Eu levo a mão à minha cabeça quando uma dor aguda me atinge e volto a olhar para ela, que continua a olhar-me com uma expressão incrédula. “já era tarde e eu estava muito cansada.” Consigo finalmente articular alguma coisa.

“Hum.” Ela vira costas e sobe para o quarto. Eu abano bruscamente o Zayn e estou mais furiosa comigo do que sei lá bem. Eu devia ir com calma e, oh, vejam só, acabei a dormir com o meu ex namorado barra pai da minha filha e nem me lembro do que aconteceu ontem. Apenas sei que estávamos a beber vinho. Claro que estávamos!

“Zayn, acorda!” Eu digo seca e ele levanta a cabeça, encara-me e coça os olhos ensonados.

“Que horas são?” Ele pergunta e senta-se no sofá, agarrado às costas.

“Horas de te pores a pé e ires embora.” Eu arranjo o lado livre do sofá para me tentar manter ocupada. Eu precisava de estar tão preparada para o meu primeiro dia de trabalho, com a Kat arranjada e já a comer os cereais, eu a preparar alguns documentos que me poderiam, eventualmente, pedir, e esperar que o Louis chegasse para irmos os dois para o trabalho.

“Embora? Eu dormi cá?” Eu levo a mão à testa.

“Sim, dormimos juntos até a Kat nos apanhar. Não aconteceu nada, pois não?” Eu pergunto alarmada, o suar a chegar ao topo da minha pele. Ele pensa e depois olha para mim.

“Que eu me lembre, não…” Eu grunho e enxoto-o do sofá. Se do que ele se lembra não aconteceu nada, está tão bem como eu, porque também não me lembro de nada. Mas eu acho que se se tivesse passado alguma coisa, eu não estava com toda a minha roupa. Por isso, vamos ficar com a ideia de que apenas fiquei bêbada e adormeci no ombro do Zayn.

“Zayn, preciso mesmo que vás. Eu preciso de falar com a Kat e acho que é preferível assim.” Ele assente, um pouco triste e deixa um beijo na minha bochecha.

“Adeus, Kat.” Ele grita mas não obtém resposta, suspirando em derrota e deixando a casa. Eu respiro fundo e tento deixar tudo mais ou menos arrumado, apesar de estar com uma dor agudíssima – não aquela super forte mas aquela em que sentem picadelas irritantes de um lado específico – de cabeça.

“Kat, podes não amuar e abrir a porta do quarto, por favor? Eu vou ter o meu primeiro dia de trabalho e não quero ter nenhum desgosto.” Eu bufo contra a porta porque ela está atrás da porta e empurrar para cá enquanto eu empurro para lá, e não estamos mesmo em concordância. E hoje estou sem paciência. “Katniss!” Eu levanto o tom de voz mesmo que a minha cabeça comece a latejar a dar sinais para eu falar baixo. Ela abre a porta de mansinho e senta-se na cama a manter uma postura rígida. “O que se passa? Era suposto ser preciso tanto drama por causa do que aconteceu? Que nem aconteceu nada!” Eu tenho que me lembrar que estou a falar com a minha filha, e que não posso dizer as coisas de qualquer maneira, como o pai dela tem o hábito de fazer.

“Tu dormiste com o pai.” Ela carranca e eu levanto as mãos no ar.

“E então? Dormimos. No sofá.” Eu enfatizo as palavras e ela lança-me um olhar mortal.

“Só os casais dormem juntos, no sofá ou não!” Eu não sei o que responder e por isso mantenho-me estática a olhar para ela.

“Ouve, eu não tenho nada com o pai. Somos amigos, e os amigos às vezes dormem juntos.” Eu tento dizer-lhe algo mas ela parece ficar ainda mais fula do que o que estava.

My Life Without HimWhere stories live. Discover now